terça-feira, 1 de novembro de 2011

Grandes Mulheres da Reforma



Autor: James Good. Editora: Knox Publicações



Versão para Kindle | Não encontramos nenhuma versão física à venda online.


As esposas dos reformadores são um objeto de estudo muito interessante. Elas receberam grandeza dos seus maridos, e retribuíram transmitindo delicadeza, bondade e beleza às suas vidas e ministérios. O que teria sido de Lutero sem a sua Kathe? De Zwínglio, sem Anna, a sua inseparável companheira? As mulheres da Igreja Reformada têm sido um elemento importante na sua história. Assim como Débora e Ester, juntamente com as Marias do Novo Testamento, ajudaram a construir a história bíblica, assim também as mulheres da Reforma têm contribuído para tornar a sua história ainda mais gloriosa.
Com demasiada frequência, os livros didáticos se concentram exclusivamente nos homens da Reforma – Lutero, Calvino, Cranmer, e outros – e deixam de notar as mulheres fiéis que serviram entre, ao lado e com os reformadores.
Estas mulheres foram dedicadas ao evangelho de Jesus Cristo, algumas ao ponto do martírio. Muitas dessas mulheres eram bem-educadas, especialmente pelo padrão de seu tempo. Elas liam livros de teologia, especialmente a Bíblia, e qualquer coisa dos reformadores que podiam ter em suas mãos. Seus círculos de amigos faziam parte de longos e frequentes estudos bíblicos. Eram esposas e mães em sua maioria. Algumas também foram autoras, apologistas, ex-freiras e rainhas. Todas eram servas fiéis de Jesus.

ALEMANHA

Katherine von Bora era uma ex-freira que se casou com Martinho Lutero. Eles foram casados ​​por 21 anos e tiveram seis filhos. Sua rápida língua, humor e teimosia equiparavam-se aos de Martinho – não é pouca coisa. Ela administrava casa deles (que era frequentemente cheia de estudantes), tinha um grande jardim e gado, pescava e cultivava, e manteve uma cervejaria. Ela também administrava o dinheiro deles e cuidava das famílias estendidas deles. Martinho a chamava de “Minha Senhora Katie.”
Katharina Schutz Zell foi casada com Matthew Zell de Estrasburgo e ministrava em parceria com seu marido. Ela desenvolveu ministérios de mulheres e publicou um livro de Salmos para as mulheres cantarem. Ela teve um papel de liderança na organização de auxílio para 150 homens exilados de sua cidade por sua fé, e escreveu encorajamentos bíblicos para as esposas e as crianças deixadas para trás. Durante a Guerra dos Camponeses, ela organizou Estrasburgo para lidar com 3.000 refugiados por um período de seis meses.
Ursula von Münsterberg (1491? – 1534) foi a neta do rei George Podiebrad da Boêmia. Ursula era uma freira em um convento em Freiberg, Saxônia. Ela liderou um esforço para trazer para o convento um capelão que estava familiarizado com Lutero e tinha livros contrabandeados de Lutero. Devido a isso, ela foi forçada a fugir do seu convento em 1529, sendo que depois que ela permaneceu com a família de Lutero.
Argula von Grumbach era uma nobre da Baviera, que vigorosamente desafiava a aptidão da Universidade de Ingolstadt para debater seus pontos de vista reformados. Suas cartas foram amplamente divulgadas.

Anna Rhegius nasceu em Augsburg em 1505. Ela tinha uma boa educação, que incluiu o estudo do hebraico, permitindo-lhe discutir escritos bíblicos em grande profundidade.

Elisabeth von Braunschweig casou-se aos 15 anos. Depois de ter sido casada por 10 anos, sua mãe Elisabeth a visitou e convidou um pastor luterano para pregar. Dentro de um ano, Elisabeth se converteu e resolveu criar seu filho como um luterano. Após a morte de seu marido, ela escreveu um livro tentando consolar viúvas, ajudando-as através do processo de luto.

Elisabeth Cruciger era de Pomerânia e passou um tempo no convento em Treptow em Rega. Ela deixou o convento em 1522 ou 1523 e se casou com Caspar Cruciger em 1524, evento que marcou o primeiro do casamento protestante oficial. Uma amiga de Katherine Lutero, Elisabeth estava envolvida em debates teológicos nas “conversas de mesa” de Lutero e com Philip Melanchthon, que a considerava uma mulher brilhante. Ela escreveu o primeiro hino protestante em 1524, o que criou uma polêmica já que as mulheres não eram geralmente compositoras naqueles dias.

FRANÇA & PAÍSES BAIXOS

Jeanne d’Albret foi a rainha de Navarra e uma influente líder do movimento huguenote na França. Ela convidou pregadores reformados para falar em sua terra e declarou publicamente sua adesão ao calvinismo em 1560, no entanto, ela deixou claro que ela seguiu “Beza, Calvino e outros apenas na medida em que eles seguiam as Escrituras”. Ela tentou criar uma ponte entre católicos e protestantes e tentou trazer a paz quando as guerras começaram a acontecer. De fato, sendo uma protestante, ela permitiu a continuidade da missa em suas terras, recusando-se a punir os católicos que não se converteram ao protestantismo.
Ursula Jost foi uma mulher anabatista influente em Estrasburgo que escreveu um livro narrando suas visões proféticas do juízo iminente de Deus que viria sobre o povo de sua cidade.
Idelette de Bure era uma viúva com três filhos quando se casou com João Calvino. Uma das crianças deles morreu na infância e ela sofreu um aborto na outra. No processo, Calvino, que falou pouco de sua vida de casado, foi profundamente tocado. O relacionamento deles suavizou o coração dele profundamente.
Marie Dentière (c. 1495-1561) era de origem flamenga de uma família de menor nobreza. Ela fazia parte de um mosteiro agostiniano em Tournai, o qual ela abandonou mais tarde depois de abraçar os ensinamentos dos reformadores, um crime contra a igreja e o estado. Ela fugiu para Estrasburgo e casou-se com Simon Robert, que havia sido um padre, em Tournai, tornando-se sua assistente em seu objetivo de difundir a reforma para a área ao leste de Genebra. Após a morte do marido, ela se casou com Antione Froment, um seguidor do reformador William Farel. Marie escreveu um panfleto anônimo com o objetivo de convencer os genebrinos das intenções de Deus para sua cidade. Ela também falou em tavernas públicas e nas esquinas. Foi um sucesso porquanto Genebra se tornou uma república protestante. Ela também escreveu um livro contando a história da Reforma em Genebra.

INGLATERRA

Jane Grey escreveu cartas ao reformador Heinrich Bullinger aos 14 anos. Como rainha, Jane lutou contra intensos esforços de convertê-la a Roma quando tinha 16 anos. Ela resistiu a estes esforços com raciocínio teológico e ensino bíblico contra um professor de teologia com o dobro de sua idade.
Catherine Willoughby tornou-se a duquesa de Suffolk, em 1533 e era uma amiga de Jane Grey. Ela protegia o pregador-bispo Hugh Latimer, vítima de perseguição, até que as coisas se tornaram tão insuportáveis para ela que, para salvar sua vida, ela fugiu para a Holanda com seu bebê. Ela foi forçada ao exílio como uma defensora da Reforma.

ITÁLIA

Olimpia Fulvia Morata era uma estudiosa italiana nascida em Ferrera como a filha mais velha de um estudioso humanista, que, depois de ser forçado a fugir de sua cidade ao norte da Itália, palestrou sobre os ensinamentos de Calvino e Lutero. Olímpia floresceu em seus estudos, especialmente em latim e grego, exibindo erudição impecável. Ela escreveu diálogos em latim, poemas em grego e cartas tanto para estudiosos (em latim) quanto para mulheres menos escolarizadas (em italiano). Em seu “Diálogo entre Teófila e Filótima”, ela encorajou aqueles que temiam que seus enormes pecados iriam obstruir seu caminho para Deus:
Não temam… Nenhum odor dos pecadores pode ser tão mal cheiroso que sua força não possa ser quebrada e enfraquecida pelo odor mais doce que flui a partir da morte de Cristo, que só Deus pode perfumar. Portanto, busquem a Cristo.
Todas estas mulheres desejaram ver o triunfo da Reforma, e a boa notícia do evangelho superar a oposição, tanto dentro da igreja quanto fora dela. Elas serviram com paciência, coragem e perseverança. Elas não eram apenas observadoras da Reforma, mas também participantes. Além disso, cada uma delas foi poderosamente usada por Deus para manter a integridade de Sua igreja e redimir uma humanidade caída 

Transcrito na integra de um blog cristão

domingo, 30 de outubro de 2011

O Chamado de Deus

[...]Reflexões extraídas do livro de Jonas e podemos meditar, O chamado de Deus a Jonas. Duas palavras se destacam no livro de Jonas. O seu nome e o de Nínive. Quando se fala de Nínive, nos lembramos de Jonas. Quando se fala de Jonas, nos lembramos de Nínive.








O Chamado de Deus é insistente.
Veio a Palavra do Senhor, segunda vez, a Jonas…

Se eu fosse Deus quando Ele mandou Jonas ir a Nínive, e ele tomou um navio para ir para Társis eu teria desistido dele, pois eu não ia dar uma missão a uma pessoa desobediente.

Se eu fosse Deus, quando veio a tempestade sobre o barco, e Jonas estava dormindo no fundo do barco eu teria desistido dele porque eu não ia querer uma pessoa tão insensível.

Se eu fosse Deus, quando a sorte caiu sobre Jonas, e ele preferiu se lançado ao mar eu teria desistido dele, pois eu não daria uma missão a uma pessoa tão obstinada no erro.

Quando, finalmente, Jonas, foi lançado ao mar, se eu fosse Deus, eu o teria deixado no mar. Afinal de contas, a decisão foi dele. E mesmo depois de o ter resgatado; eu o teria devolvido a sua cidade e não o teria enviado a Nínive.

Mas eu não sou Deus e é por isso que  está escrito: “que os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, nem os seus pensamentos os nossos pensamentos”. Is. 55.8.

Ele é insistente no seu chamado.

O Chamado de Deus é pessoal.





Uma das coisas mais fascinantes da Bíblia é que ela é acima de tudo um livro que fala de um Deus que se relaciona diretamente, e pessoalmente com os seus escolhidos. Deus é o Deus de Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Pedro, Paulo, João, Jonas…


As relações com Deus se dão de forma pessoal. Deus não nos vê como um número nas estatísticas celestiais. Graças ! Embora...Apocalipse descreva a multidão dos "eleitos" como de tal dimensão que não se podia enumerar. E, cada um deles tem um nome, um rosto uma história da qual nenhum detalhe é esquecido por Deus.


Deus se lembra do dia, da hora, do minuto e dos segundos quando você nasceu. Deus se lembra do momento em que você chorou ao nascer. Deus se lembra do sorriso de sua mãe ao vê-lo. Do orgulho de seu pai sentiu com seu nascimento. Deus se lembra do dia em que você deu os seus primeiros passos. Deus se lembra de quando nasceu o seu primeiro dente. Deus se lembra do seu primeiro aniversário e de todos os demais. Deus se lembra de todas as vezes que você chorou. Deus se lembra de todas as vezes que você se viu aflito. Deus se lembra de quando você teve febre. Deus se lembra de quando você se machucou jogando bola. Deus se lembra de quando você ganhou a sua primeira boneca e da sua alegria ao recebe-la. Deus se lembra de todas essas coisas, não apenas porque Ele é um Deus onisciente, não apenas porque Ele é eterno, mas, porque para Ele você é especial, porque Ele te ama, porque Ele te escolheu, porque cada detalhe da sua vida é importante para Ele.



É por essa razão que há um livro que é escrito para contar a história de um profeta, desobediente, insensível, egoísta no que diz respeito à salvação, mas, que é escolhido por Deus e o seu nome é registrado para memória permanente.

O Deus do universo, de todas as estrelas, de todos os anjos dos céus, da multidão incontável do Apocalipse, é o Deus de Jonas.

Ele chamou a Jonas, e é Jonas que deve ir. Você pode meditar sobre isso...

O Chamado de Deus é específico.

Não existe acaso nem dispersão no chamado de Deus. O chamado de Deus é dotado de especificidade tanto no que diz respeito ao alvo, quanto ao conteúdo.

Quanto ao seu alvo. Nínive.
Deus mandou Jonas ir para Nínive. O alvo de Deus era Nínive. Jonas não tinha a opção de escolher nenhuma outra cidade da Assíria. Nenhuma outra cidade, mesmo que fosse mais pervertida, violenta, pecadora do que Nínive. O Chamado de Jonas era para Nínive, e para Nínive tão somente. Se Jonas percorresse toda a Assíria, e levasse nesse percurso todos os anos de sua vida, e nessa empreitada convertesse todas as cidades visitadas, ele não teria agradado a Deus. Isso é sério! Deus queria Jonas. Deus queria Nínive. Deus queria Jonas pregando em Nínive.

Quanto ao seu conteúdo. A mensagem que eu te digo.
Deus queria Jonas. Deus queria Nínive. Deus queria Jonas em Nínive. Deus queria Jonas em Nínive pregando o que Ele mandou.

Mesmo que, no primeiro momento que Deus mandou Jonas ir para Nínive e ele fosse; mesmo que Jonas tivesse imediatamente pregado em Nínive assim que chegou, se ele não tivesse pregado o que Deus mandou, teria sido tão desobediente quanto se não tivesse ido.

Deus mandou Jonas pregar em Nínive uma mensagem específica. Jonas não tinha a opção de mudar a mensagem. Jonas não tinha a opção de adaptar a mensagem. Jonas não tinha a opção de moldar a mensagem. Jonas tinha a obrigação de entregar a mensagem que recebeu de Deus.

Penso: a grande tragédia da igreja, hoje, é que a mensagem que Deus entregou a sua igreja está diluída. Hoje, pregasse uma mensagem em que se fala de bênção, mas não se fala de cruz! Hoje, pregamos uma mensagem em que se fala de salvação, mas não se fala de arrependimento... Hoje, pregasse uma mensagem em que se fala das inúmeras vantagens de ser crente, mas, varresse para debaixo do tapete ou escondem atrás da porta a responsabilidade do discipulado. Hoje, pregasse um Cristo carente da aceitação dos homens e não a homens perdidos, pecadores, que carecem da graça de Deus.

Então, eu os questiono: será que desta maneira estamos agradando a Deus?

Os homens não tem que pregar uma mensagem. Mas sim, que pregar A mensagem.


Isto é tão sério que Paulo ao escrever aos gálatas dissertando acerca do evangelho da Graça disse o seguinte:


"Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema".



Deus não desistiu de você, [O chamado] que Ele lhe fez permanece. Eu não sei quantas vezes Ele lhe chamou. Se uma vez, duas vezes, três vezes ou cem vezes. Mas Ele vai continuar insistindo com você. E a ordem de Deus para você é: não ignore O Chamado mais, obedeça hoje!

Deus não vai chamar "outro" para o lugar que é seu. Ele escolheu você! Sim, Ele conhece os seus defeitos, suas fraquezas, suas deficiências, suas limitações, suas dúvidas; mas, quando Ele lhe chamou...Você não o decepcionou, Ele já sabia de tudo isso, e mesmo assim Ele decidiu lhe chamar. O escolhido foi você. Ele acredita em você. Ele lhe criou, lhe sustentou e vai lhe capacitar. Creia, neste momento, Deus está pronunciando o seu nome, e mais uma vez a palavra do Senhor vem a você como veio a Jonas.

O Chamado de Deus não é para qualquer lugar. Quando Ele lhe chamou, lhe deu o endereço de onde você deve cumprir sua missão. Pensa que não sabe? É talvez  não saiba mas busque ouvi-lo! Não adianta tentar agradar a Deus fazendo o que Ele mandou no lugar aonde Ele não lhe mandou...O seu chamado é transcultural, então vá. O seu chamado é para o sertão, então vá. O seu chamado é aqui, então fique. Mas busque ouvi-lo!

O melhor lugar para se estar é no centro da vontade de Deus.

O Chamado de Deus não é para qualquer coisa. Também, não adianta ir para onde Deus mandou, fazendo aquilo que Ele não mandou...À Igreja foi dada uma mensagem; substituí-la, altera-la, suprimi-la ou aumenta-la é ser desobediente a Deus e desonesto com os homens. Isso tem um preço.

Não vá para onde você gosta, mas para onde Deus lhe mandou.

Medite:

Eu gostaria de concluir com algumas afirmações e desafios para sua vida:
Não pregue o que lhe agrada ou agrada aos homens, mas o que Deus determinou.
Será que já não se  crê que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê?

Será que é preciso embalar a mensagem do evangelho da cruz de tal sorte que ela não expresse o chamado radical de Deus ao homem para se arrepender e abandonar o pecado?

Por mais sucesso que Jonas viesse a ter nas ruas de Nínive em sua pregação. Ele continuaria aos olhos de Deus sendo rebelde, obstinado e desobediente se não pregasse a mensagem que Deus lhe Deus: chamar os ninivitas ao arrependimento.

Eu tento imaginar os pregadores de hoje no lugar de Jonas tendo que dizer para os ninivitas: ou vocês se arrependem ou Deus destrói esta cidade.

Os ninivitas eram arrogantes, presunçosos e confiantes da força do império assírio e da grandeza de sua cidade.

É provável que alguns poderiam dizer assim: se você vier para a campanha dos 40 dias você será abençoado. Se você colocar uma brasa na fogueira das 12 brasas você será curado. Mas Nínive não precisava de bênção nem de cura, Nínive precisava de arrependimento! Nínive precisava varrer das suas ruas a violência, das suas vidas a iniqüidade, da sua religião a idolatria, do seu coração o pecado.

A mensagem da cruz é loucura para os que se perdem… A nossa obrigação não é pregar mensagens que agrade aos homens, mas que agrade a Deus.

Creio, que esta mensagem nos ajudará a compreender algumas das características do chamado de Deus ao seu mensageiro. A insistência de Deus no seu chamado a Jonas, a singularidade individual de Deus ao chamar Jonas, e não em lançar um edital de convocação a quem interessar possa e a especifidade de Deus quando chama alguém para uma missão que ele dá. Observe-as uma por uma dessas características.

Luiza Valle FFaria
[...]Poderia a ternura e a sua intensidade
ser invejada neste gesto singelo?
Um gato no colo...
É o que bastaria!








A_poeta_do_Rei





"Tenho uns sentidos a mais...
Seriam oito? Um deles é a veia literal.
Encontra-se nas pontas dos dedos onde estendo rimas...
Poeta_confesso, receio a falta de equilíbrio entre a realidade e a emoção,  que  põe toda a sensibilidade na corda bamba da vida." 

A_poeta_do_Rei
 
[...] Se a infância estiver perdida, a humanidade não terá mais solução.

Oito qualidades de uma igreja saudável

[...]Um novo estudo em crescimento de igreja recém feito por Christian Schwartz, líder do instituto de desenvolvimento de igrejas na Alemanha, é um dos mais completos já feitos na história. Ele pesquisou acima de 1000 igrejas em 32 países, e destacou 8 qualidades de uma igreja saudável.


As 8 qualidade são:

(1) Capacitação de uma liderança onde os líderes acompanham os cristãos levando-os usar seu potencial espiritual.

(2) Ministérios direcionados de acordo com os dons dos cristãos, encorajando estes a servirem em uma área relacionada com seus dons.

(3) Uma espiritualidade ardente, intensa.

(4) Estruturas funcionais, onde a liderança busca sempre estruturas que venham aperfeiçoar a organização da igreja (funcionalidade e maleabilidade).

(5) Um louvor inspirador onde o Espírito Santo está presente e é sentido no culto.

(6) Pequenos grupos holísticos (
Que defendem uma análise global e um entendimento geral) que vão além de apenas discutir passagens bíblicas, mas fazem também uma aplicação prática da mensagem.

(7) Um evangelismo direcionado pelas necessidades dos não cristãos; as necessidades e questões dos não cristãos são os focos do esforço evangelístico.

(8) Relacionamentos firmados no  AMOR os quais possibilitam as pessoas experimentarem o “Amor_Cristão” e verificar que ele é real.





Shalom Adonai

sábado, 29 de outubro de 2011

Céu





















O que nos falta esta além do véu...

No céu que nos protege


no céu que nos descobre


Ou, no céu que nos envolve ?


Há um céu que nos impele


A discernir que somos pó


Na escaldante areia do nosso deserto...


O que nos falta é um freio na boca


Que emudece a hipocrisia


E inibe a patetica demagogia na tinta que tinge a folha de papel


Que não sabe o que é franco.


Nem se a dor é fiel...


O que falta é tocar o céu,


mesmo tendo o olhar esquecido ao léu


Descobrimos, sem Deus todos somos réus


Maior ou menor

Rico e pobre!


Tanto o bom como o mau...

Sem Ele o caminho.


Do céu é apenas o meio,


Do fim que se inicia em nós...


A_poeta_do_Rei
[...]Quem dera segura estar nas tuas mãos santas e benditas
e poder estar ingênua, pura e tão menina
correr ...



Sem destino
marcando o caminho
 Ensaiando com pés descalços e passos seguros...
livre, sorrindo debaixo do sol da tua justiça.
Quem dera  ter plena certeza
 que o meu destino
 sopra para o centro da tua vontade.
Boa, perfeita e agradável!

A_poeta_do_Rei

A Verdade sobre a "M_E_N_T_I_R_A"

 






Mentir é fazer declarações propositalmente falsas ou declarações parciais que envolvem falsas impressões ou meias verdades. Exageros propositais e ate verdades ditas com propósito de enganar são mentiras.
Nos dias atuais, é vergonhoso como se lida levianamente com a mentira. Os homens fazem pesquisas e estudos que tentam explicá-la, procurar a sua origem, mas em geral ela é considerada pelos que não conhecem a Deus como inofensiva, até mesmo uma necessidade da vida e, em última análise, como algo bom.


A mentira origina-se no diabo


A Bíblia nos mostra que a mentira é um pecado há muito revelado, que consiste em rejeitar a verdade de Deus (Rm 1.25). Ela tem sua origem em Satanás – ele é chamado "pai da mentira" (Jo 8.44-45). Assim, o pecado só entrou no mundo por meio da mentira, pois Satanás enganou os primeiros seres humanos através da mentira: "É certo que não morrereis... mas sereis como Deus" (Gn 3.4-5). O inimigo continua incitando os homens a mentir (At 5.3; 13.10). E toda a sua obra baseia-se em mentira e engano (2 Ts 2.9-11; Ap 12.9).

Com toda a certeza a mentira não é indicação de inteligência do homem, mas um sinal característico de uma vida sem Deus, que não ama a verdade e é a identificação de uma natureza pecaminosa. Por isso, a crescente tendência para a mentira em nossos dias também é um sinal evidente dos tempos finais (1 Tm 4.1-2).

Devemos ter cuidado com o que dizemos, pois o Senhor Jesus diz assim: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mt 12.36). Se você soubesse que tudo o que você diz está sendo gravado e poderá ser usado contra você num tribunal, você ainda diria tudo o que tem dito? Falaria as mesmas coisas?

Os mentirosos, portanto, fazem aquilo que é próprio de adversário e não de Deus, de forma que estes não herdarão o reino de Deus (Ap 21.15,27; 22.15).


A mentira cria uma falsa certeza, falsa segurança (Is 28.15).




Os homens pecam desde o nascimento, falando mentiras (Sl 58.3) e é muito comum as pessoas mentirem para tentar resolver as questões mais simples da vida. Por exemplo, mentem para serem aceitas em determinado grupo, ou para não terem de dar maiores explicações. Mas os fins não justificam os meios. Pedro mentiu para ter acesso, para ter conforto e para se proteger e, assim, negou Jesus três vezes (Jo 18.17-18, 25-27). E ainda hoje os homens mentem com estes mesmos propósitos e outros ainda mais banais.


O problema maior consiste quando a pessoa toma a mentira como verdade (Is 5.20; Rm 1.25).

Nenhuma mentira procede da verdade (1 Jo 2.21). Mas a pior mentira é aquela que parece verdade ou é meia verdade, pois é mais difícil de ser identificada.

Deus detesta a mentira (Pv 6.16-19; 12.22; Jr 23.32). Aqueles que mentem são excluídos da presença de Deus. A Bíblia diz em Salmos 101.7 “O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.” Entretanto, os que falam a verdade habitarão com Ele (Sl 15.1-4).

Somos considerados mentirosos se dizemos que somos cristãos, mas não obedecemos a Deus (1 Jo 2.4).

Igualmente se dissermos que temos comunhão com Ele e andamos em trevas (1 Jo 1.6).

Se dissermos que não pecamos, também mentimos (1 Jo 1.8).

Devemos falar a verdade





A Bíblia, tanto no AT quanto no NT diz expressamente que não devemos mentir (Ex 20.16; Lv 19.11; Cl 3.9; Ef 4.25). Somos ordenados a imitar a Deus (Ef 5.1) e Ele não mente (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Tt 1.2; Hb 6.18). Assim, o cristão deve falar sempre a verdade (Ef 4.15).

[...] Não devemos mentir nem por brincadeira (Pv 26.18,19). A mentira “tem pernas curtas”, é logo descoberta (Pv 12.19).

Deus é a verdade (Dt 32.4; Jr 10.10; Jo 14.6).
A Palavra de Deus é o padrão da verdade (Sl 119.160; 2 Sm 7.28; Jo 17.17).
O Espírito Santo é o Espírito da verdade (Jo 14.17; 15.26; 16.13).

O cristão não deve mentir, mas falar sempre a verdade (Zc 8.16; Jr 23.28).

Quando mentimos aos outros, ferimo-nos a nós mesmos, pois pertencemos ao mesmo corpo, a igreja (Ef 4.25).

Quando mentimos não estamos seguindo o exemplo de Jesus (Cl 3.9-10).
O justo odeia a palavra de mentira (Pv 13.5). Adquirir riquezas através de mentiras é abominável (Pv 20.17; 21.6; 19.22)


A Bíblia aprova a mentira feita para salvar uma vida?

As parteiras egípcias (Ex 1.15-21) disseram ao Faraó que chegavam tarde ao parto das hebréias, o que não é necessariamente mentira (Elas podiam apenas desobedecer atrasando-se deliberadamente).

Raabe mentiu para proteger os espias (Js 2.4-6). Podemos entender sua atitude dentro da situação – vidas em risco, mas nunca dizer que a Bíblia aprova ou defende sua atitude. Neste mesmo tipo de situação Abraão (Gn 12.12-19) e Davi (1 Sm 21.2) também mentiram. Raabe era uma pecadora que foi salva por sua fé e não por sua elevada moral.

No livro Introdução à Filosofia (Norman L. Geisler e Paul D. Feinberg. Cap. 27), nos traz uma boa explanação com relação à nossa postura em situações difíceis.

O autor coloca algumas possibilidades:

1. Nunca devemos mentir para salvar uma vida;
2. Nunca devemos [...]pecar para evitar o pecado;
3. Devemos confiar na providência de Deus;
4. Devemos escolher o mal menor. (A pessoa é simplesmente obrigada a cometer o menor dos dois males, e então confessar seu pecado. Qualquer que seja a decisão, a pessoa comete um mal. O mal menor nunca é justificável);
5. Devemos escolher o bem maior. (Significa obedecer à lei superior - conforme revelada na Palavra de Deus - sempre que há um conflito inevitável entre dois mandamentos divinos, ou mais).

“O mal menor em situações conflitantes nunca é justificável como tal; é simplesmente perdoável. O dever da pessoa é cometer o mal menor, não o maior. Deus não manda que a pessoa peque em situação de conflito, pois Deus não pode pecar nem pode mandar que outros pequem (Tg 1.13).

Podemos concluir dizendo que as Escrituras nunca aprovam os pecados cometidos por aqueles que temem a Deus, mas registra os fatos. As parteiras e Raabe, não foram elogiadas pela mentira, e sim pela fé que exerceram.

Diferente de uma mentira “branca” é não dizer toda verdade, para proteger alguém. Deus ordenou a Samuel que não dissesse o motivo real de sua viagem a Saul, quando foi ungir Davi (1 Sm 16.1). Ele não mentiu, pois foi sacrificar, mas se revelasse o outro motivo correria risco.

Pense comigo: [...]Aqueles que vivem na mentira estão presos ao engano e somente pela verdade serão libertos (Jo 8.32).
Situações cotidianas da mentira: fofoca, aumentar ou diminuir um fato, burlar as leis do país, hipocrisia.

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto se pratica a mesma ação.

Hipocrisia é conhecer a verdade, mas não obedecer – dizer que Cristo é o Senhor, mas não segui-Lo (Mt 23.13)

[...]Verdade é reconhecer a mentira como aquilo que ela é: um pecado que nos separa de Deus. Mas verdade também é saber que podemos confessar a Jesus a mentira e todos os nossos outros pecados e pedir perdão. Verdade também é que, então, podemos aceitar o perdão pela fé e com gratidão. Aquele que fizer isso com sinceridade e de todo o coração, receberá o perdão (1 Jo 1.7,9).

Pensamento: “Muitos amam a mentira. Poucos amam a verdade. Pois podemos amar a mentira de verdade, mas não podemos amar a verdade de mentira…” Rabi Yaacov Yitzchak de Pshischa

Shalom Adonai


 
 
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



A Esposa de Jó

[...]A Bíblia nos descreve Jó como sendo o homem mais rico do Oriente (Jó 1.3). Isto é muito forte. É possível imaginar a sua esposa sendo uma fina senhora rodeada de conforto. Sua casa deveria ser um “palacete”. Os móveis e os adornos eram de alto estilo, talvez todos importados e comprados com muito bom gosto.

Os empregados vestiam-se com trajes especiais e havia entre eles muito respeito pelo seu senhorio. A comida fina e requintada era posta na grande mesa na sala do banquete, onde sempre havia convidados, e a família se reunia para conversar e se alegrar.

Os dez filhos do casal eram amigos e se visitavam com freqüência. Formavam uma família próspera e muito feliz. Isto até mesmo deveria despertar inveja nos corações de alguns, que talvez não lhes conhecessem a simplicidade interior. Pois, apesar de toda essa riqueza e luxo, Jó e sua família tinham um coração simples e modesto, reconhecendo a bondade de Deus em todas as coisas que vieram a possuir.

Num dia fatídico, entretanto, a tragédia veio bater à porta daquela família feliz. No mesmo dia, chegaram, seguidamente, as notícias para o casal: todo o gado tinha sido levado por ladrões e os empregados de Jó estavam mortos (1.14-15)

Enquanto esta notícia era dada, outro servo chegou dizendo que havia caído fogo do céu e queimado todas as suas ovelhas e os seus pastores, no campo (v.16). Outro servo falou que os camelos tinham sido levados pelos caldeus e os servos foram todos mortos ao fio da espada (v. 17).

E, finalmente a notícia mais doída para o coração do casal: seus filhos estavam mortos sob os escombros da casa que desabara sobre eles, provocada por um vendaval do deserto (v. 18-19).

Com toda a dor das perdas, Jó continuou confiando em Deus e adorando-o. Sua esposa assistia a tudo isto e sentia-se esmagada pela dor. Geralmente as mulheres são mais 'sensíveis' do que os homens e, na verdade, ela estava sofrendo demais.

Sabemos que as provações não moldam o caráter, mas apenas o revelam…Muito significativo!

O caráter íntegro e confiante de Jó permaneceu inalterado. Ele reconheceu que tanto receber o bem (as bênçãos) quanto experiências negativas, isto fazia parte da vivência humana, [...]e qusofrer o mal, ou seja, as e Deus estava no controle de todas as coisas.

Entretanto, para sua esposa as coisas eram diferentes. Ela não conseguia enxergar de maneira clara o que estava acontecendo, e desesperou-se.

Com as perdas dos empregados, do gado, dos camelos e, principalmente dos filhos, o luxo da casa começou a perder o brilho. A falta da presença dos dez filhos trouxe à esposa de Jó uma sensação de vazio e de grande tristeza

[...]Ela procurava manter a calma, mas seu coração amargurado estava cheio de revolta contra Deus.

Como ela poderia aceitar tantas perdas? Como poderia se sentir a mesma sem os bens que sempre tivera?

Como poderia viver num padrão de vida mais baixo, sob os olhares de compaixão das amigas e o olhar satisfeito dos invejosos?

A provação vem para todos e, parece que a esposa de Jó não estava preparada para o sofrimento. O seu coração ia se enchendo de sentimentos negativos de auto-comiseração e revolta. E as coisas pioraram ainda mais.

A última prova alcançou o corpo de Jó. Uma enfermidade repugnante tornava sua companhia indesejável. Jó ficou cheio de tumores malignos do alto da cabeça à planta dos pés, sua pele estava cheia de feridas e seu hálito era insuportável (19.17).

[...]Era uma situação terrível para sua esposa.

Ela não podia mais contemplar o sofrimento do esposo. Ele apresentava insônia, inapetência, magreza e incômodo por coceiras em todo o corpo.

A pressão externa das circunstâncias era sobremodo grande para ela. Enquanto Jó mantinha a sua integridade e sua fé, ela não estava agüentando mais, e, literalmente “surtou”. Reagiu, então, com um ataque à fé de seu esposo, dizendo-lhe:
“Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre”. [...]Era o seu limite. Ela apenas enxugara externamente as lágrimas no sepultamento dos filhos, mas seu coração continuava chorando. Olhava para a casa sem os empregados de outrora e suspirava, sentindo o coração apertado e cheio de pena de si mesma…

Embora toda essa provação era para Jó! É certo que nas provações da vida, não podemos olhar para nós mesmos, mas precisamos olhar para Deus. Se cairmos nessa tentação de olhar para o nosso estado na provação, então o inimigo terá alcançado êxito e nos fará desistir de Deus, da fé e da vitória.

A fé nos faz ver o invisível, crer no incrível e sonhar com o milagre impossível aos olhos materiais…

Jó ficou muito bravo com a esposa, quando ela lhe falou para desistir de lutar, de viver, de sonhar. Ele a chamou de “louca”. Realmente é loucura desistir de lutar, de viver, de sonhar…

A chama que aquece o nosso coração é a fé. É a certeza das coisas que se esperam. É a prova das coisas que não se vêem. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Sem fé é impossível viver feliz e ter esperança…Na escuridão das provas é preciso olhar para Deus, para o alto, e confiar, e descansar, e esperar somente nele, pois dele vem a nossa salvação.

É bem possível que a esposa de Jó tenha atentado para a exortação de seu marido. É bem possível que ela tenha parado um pouco e refletido na insensatez de suas palavras dirigidas ao seu amado esposo…
É bem possível que ela tivesse se arrependido do que falara e tenha se recolhido à meditação e reflexão sobre os acontecimentos, aguardando o desfecho…Quando não se tem nada a fazer, devemos ficar quietos e esperar no Senhor. Confiar totalmente em sua bondade e na misericórdia de seu coração paternal. Devemos sim, guardar a “porta dos nossos lábios” para não falarmos tolices, das quais venhamos a nos envergonhar mais tarde.

Ao contrário, devemos liberar palavras de fé, de esperança, de confiança e de descanso em Deus.

No final da provação de Jó, vemos a restauração de seus bens, de sua saúde, de sua família. Deus lhe deu outros filhos, e a alegria de antes voltou. As experiências vividas fortaleceram a fé da família. A humildade de seus corações diante de Deus aumentou, e a perseverança veio a se tornar amiga da esposa de Jó…
Reflita:
Como você agiria estando no lugar da esposa de Jó?
Você já passou por alguma prova semelhante às desta família?
Você já “surtou” (entrou em desespero) alguma vez na vida?
Como agir para que isto não ocorra nos momentos de grande pressão externa?
Em sua opinião, qual a maior bênção que a esposa de Jó recebeu depois que tudo passou?
Qual a atitude que devemos ter diante das provações da vida?
Leia o que Tiago fala das provações (Tg 1.2-4) e compartilhe com alguém, que esteja passando por lutas.


    

SHALOM ADONAI



OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAMENTO



1 – Nunca se irritar ao mesmo tempo. Procure evitar a explosão. Quanto mais complicada parecer  a situação, mais a longaminidade é necessária.
2 – Nunca grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa alterar a voz.
3 – Se alguém deve ganhar na discussão, deixe que seja o outro. Se o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro vença, para que mais rápido ela termine...Recuar é sábio. Muitas vezes é preciso. Se algo tiver que ficar estabelecido que seja a paz.
4 – Se for inevitável chamar a atenção, faça com mansidão. A crítica é um remédio amargo. Porém só é eficaz quando é construtiva, amorosa, sem acusações e sem sentenças. Quem ama corrige.
5 – Nunca apontar os erros do passado. Errar é humano. Com a medida que medimos seremos medidos, está escrito.A pessoa é sempre maior do que os seus erros.
6 – A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge. A falta de atenção para com o outro demonstra falta de zelo por aquele que Deus colocou no seu caminho. Seja atento ao que o outro diz, aos seus medos e as aspirações. Observar é preciso!
7 – Nunca ir dormir sem reconciliar-se. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não se pode deixar acumular problema sobre problema. Situações mal resolvidas não lhe imputando a devida importância é o tijolinho que constrói o muro da divisão
8 – Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa. Não basta amar o outro...AMAR É VERBO AÇÃO...É preciso também COMUNICAR com palavras...Seja ela escrita ou falada. Como são importantes expressões de carinho que fazem o outro crescer: "EU TE AMO";"VOCÊ É MUITO IMPORTANTE PARA MIM, O QUE POSSO FAZER PARA QUE SEU DIA FIQUE MELHOR"
9 – Cometendo um erro saiba reconhecê-lo e pedir perdão... Seja humilde em reconhecer que você também pode ter colaborado para o erro do outro. Ninguém erra sozinho. Isto é humildade. Agindo assim, eliminamos o conflito e estabelecemos acima de tudo a harmonia e o amor. O verdadeiro amor lança fora todos os medos.
10 – Quando um não quer, dois não brigam. A melhor maneira é  digladiar-se com seu [...]EU (silenciosamente) evite dar munição para o inimigo de nossas almas, palavras duras suscitará a ira e desencadeiará a contenda. Muitas vezes é pelo silêncio de [...]um, que a calma retorna ao coração do outro...Lembrando, o amor tem que vencer, o mais importante é a paz e a alegria da bênção do casamento  firmado na rocha que é Cristo.
Luiza Valle FFaria

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O MARIDO




1. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e à tua esposa como Cristo amou a igreja (Dt 6.5, Ef 5.25);


2. Alegremente cumprirás o teu dever de provedor do lar, trabalhando e com o suor do teu rosto comerás o teu pão (Gn 3.19);

3. Protegerás a tua esposa com todas as tuas forças, tudo fazendo pelo seu bem-estar e segurança (Lc 12);

4. Darás honra a tua esposa como vaso mais fraco, coabitando com ela com conhecimento (1 Pe 3.7);

5. Vigiarás constantemente para não desejares a mulher do teu próximo (Mt 5.27);

6. Não darás lugar ao ciúme em tua mente, procurando ser puro em todas as coisas (Tt 1.15);

7. Manterás sempre o teu bom humor e não te irritarás com tua esposa (Cl 3.19);

8. Procurarás ter tempo para conversar com tua esposa, sabendo que ela tem necessidade de expressar o que lhe vai na alma (Ec 3.1);


9. Não mentirás a tua esposa, nem farás qualquer negócio sem que ela participe, procurando combinar com ela e ouvir sua opinião, como a auxiliadora (Zc 8.16);

10. Não serás avarento (pão duro), mas suprirás “graciosamente” as necessidades da sua esposa (Ef 5.5).



Shalom Adonai

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DEZ ÁREAS CRÍTICAS DO CASAMENTO



[...]As regras para um bom casamento podem ser aprendidas, eu suponho que podem ser reconhecidas para serem tratadas...saradas...curadas. A idade não é o maior problema. Além do mais, jovem ou maduro ninguém já nasce feito um bom marido ou boa esposa. Alias a curso para tudo nesta vida, neste quisito, não. Quero apresentar, dez áreas críticas que eu identifiquei do casamento.














A primeira área crítica do casamento é a comunicação.




A comunicação envolve transmitir e receber. O transmitir está relacionado com cada coisa que falamos ou demonstramos de forma não verbal sobre nós mesmos e sobre o outro. O receber corresponde a tudo que ouvimos ou percebemos e vemos na outra pessoa. Só que antes de qualquer comunicação precisamos estar "ligados...lincados...observadores em tempo R_E_A_L e isso é muito difícil. Desde bem cedo na vida, as pessoas são treinadas para bloquear seus sentimentos porque não desejam ser vulneráveis. Ser criticada ou receber desaprovação. Eu sou dessas pessoas que administram os sentimentos, e as emoções com punhos de aço...Comunicação é a minha área frágil. Quando você é conhecedora da palavra sabe bem, que elas tem dois pesos e duas medidas. Ou, será munição para o inimigo ou guia para a bênção...Então todo cuidado é pouco. O silêncio não é o melhor remédio, mas pode ser a mais inteligente saída eu não disse a mais sábia! Para haver comunicação é necessário uma boa sintonia entre as pessoas envolvidas. E uma perfeita sintonia só é possível quando há confiança, compreensão e apreço, zelo e acima de tudo respeito pelas fragilidades do ser humano. A pessoa deve se sentir "em boas mãos", caso contrário, ela será muito seletiva quanto a suas revelações.




A segunda área crítica do casamento, que quero destacar é o carinho. Carinho tem que ver com sua capacidade de dizer: "Eu te amo" e isso dito olhando nós olhos! Os olhos são as janelas d'alma. Porque dito olhando nos olhos? Simples, quando não vem do coração...[EU TE AMO] é imã natural...o olhar no olho do outro denuncia a falta dele. Há quem consiga encarar...Mas, suas ações provam ao contrario. [EU TE AMO] Inclui palavras, afeto físico e tudo o que um faz pelo outro na tentativa buscar agradar e proporcionar uma sensação voluntária em cada gesto..Uma das mais trágicas constatações sobre a maioria dos casais, hoje em dia, é que depois de casados não expressam o mesmo carinho dos tempos de namoro. O ato da conquista foi consumado no SIM. Ledo engano. A conquista é diária e tem que ser renovada assim como se renovam as misericordias de Deus a cada manhã. Essa omissão é problemática porque o que expressamos ou deixamos de expressar afeta diretamente nossos sentimentos. E se nada expressamos, nossos sentimentos se diluem na rotina...entre as circunstâncias e deixamos de viver para agradar o outro e passamos a viver para cumprir protocolo.




A terceira área crítica do casamento é o companheirismo. Essa capacidade de fazer o outro se sentir bem. É possível julgar a qualidade do companheirismo pelo que representam os encontros com aquela pessoa, e se não há encontros, essa fase já passou? Não, você casou? Então esse encontro se dá na volta para o lar...Compare-os agora com os do tempo do namoro. Vocês gostam de ficar juntos a sós? Arranjam tempo para isso? Preferem estar em multidão ou, os planos que fazem é a dois! Ou, é exatamente o que não acontece? E até quando incluem mais pessoas, vocês fazem questão de permanecer juntos? Observe a maneira como usam o tempo quando estão juntos é o que determina se há ou não companheirismo.




A quarta área crítica do casamento: Interesses. Os interesses correspondem àquelas coisas da vida pelas quais você toma a iniciativa. Devocionais, lazer, hobbie, podem ser considerados interesses. Ou seja, tudo aquilo que dá qualidade à vida.Ter e desenvolver interesses individuais é bom, mas não o suficiente. É o partilhar coisas em comum, é o identificar-se com os alvos dos outros que acrescenta laços e firma a unidade do casal. É importante aprender juntos, desenvolver um projeto em comum, sentindo a necessidade da participação do parceiro. O resultado será uma intimidade maior com a outra pessoa.




A quinta área crítica do casamento: Valores. Todos têm uma escala de valores que inclui religião, família, sexo, política, e muitas outras coisas...O que é importante para você também é importante para sua esposa? Algumas pessoas nem mesmo sabem o que é importante para o cônjuge... Os valores religiosos, por exemplo, são muito importantes porque alargam os propósitos da vida. Se cremos que fomos feitos à imagem divina. E quem foi feito à imagem de Deus deve refletir essa imagem em todas as ações e principalmente no casamento.






A sexta área crítica do casamento é o sexo. Aqui se inclui todo o relacionamento entre homem e mulher - não é apenas um momento passageiro. O sexo está num olhar, num toque na maneira de se relacionar...E o sexo foi abençoado a partir do casamento, é um direito adquirido..."Bendito seja o matrimonio e o leito sem mácula"... É um comportamento especial que só existe entre marido e a sua esposa. Se há relacionamento especial entre duas pessoas também haverá sentimentos particulares...Se eles forem compartilhados com outros, deixarão de ser particulares, e especiais. Cuidado,! Assim como é sagrado o casamento, assim também o é toda a intimidade que o envolve! Muitas pessoas acham que já perderam o charme. O problema não é o que perderam, apenas deixaram de manifestar aquele comportamento que acende o charme no relacionamento.






A família é a sétima área crítica do casamento. Suas relações com a família vão refletir no relacionamento com o marido ou a esposa. Os papéis de marido e de pai, e a esposa, e mãe são inter_relacionados. Os filhos serão afetados pelo seu melhor ou, pelo seu pior. Como você considera a família nessa questão que envolve você e o companheiro? Qual a vez das crianças? As resoluções são tomadas levando em conta a "equipe" toda, ou a jogada é individualista? Não deve haver tomada de medida sem a participação do casal, mesmo que suas opiniões divirjam, vai acontecer, mas o bom senso deve preponderar para o bem da família. O homem/marido/pai, enquanto cabeça e sacerdote deve ter a sua determinação acatada.




A oitava área crítica do casamento é o social. Nenhum casamento é estável se funcionar como um clube privado. O casamento é uma relação social que se expande e se fortalece à medida que o seu amor extravasa atingindo a outras pessoas que o circundam. O casal devem ter amigos comuns mais do que um conjunto de amigos cada um. Acho que Deus designou a família para ser um centro irradiador de testemunho para todo o universo. A família não deve ser o fim do amor, mas deve ser sua fonte inesgotável para O Amor. Se você tem uma família solidária, esse relacionamento deve influenciar os outros. Você deve se interessar pelas outras pessoas também.




A nona área crítica do casamento: Negócios.Esse é um importante recheio do casamento. Compras, cheques, escolha de móveis, roupas, economias - essa parte administrativa não pode ser isolada das demais atividades do lar. Os negócios devem ser um fator de união do casal. Cada um deve saber o que outro está fazendo e deve aprovar suas atitudes. Casamento é uma cooperativa cujo objetivo é o bem estar de todos os envolvidos. Cada um tem a sua a parcela de cooperação, entretanto a responsabilidade não é unilateral é total.




E a décima área crítica do casamento que quero destacar: Reavaliação. Com essa palavra quero lembrar a importância do casal fazer um feedback sobre o progresso de sua relação matrimonial. É de suma importância...Identificar, se houve avanço; ou, se estagnou... Essa reflexão acerca dos rumos, avanços e retrocessos é fundamental descobrir aonde há necessidade de alguma correção na rota ou para se ter uma idéia global das circunstâncias.




Penso que todas essas X áreas críticas do casamento podem ser controladas se o casal se predispor, e eu até creio que muitos estejam tentando isso. Aliás, o casamento não é difícil, difícil são os seres humanos que se lançam no casamento crendo que é apenas mais uma etapa da vida a ser cumprida. Existe um ditado popular que diz: Que o homem, nasce cresce, casa, planta uma árvore e tem um filho. O sentido de tal ditado é de uma maneira simplista e vulgar, perpetuar a espécie...Nós somos mais que isso, o casamento é uma instituição divina. A palavra diz:Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR Provérbios 18:22 O lar pode ser um "pedacinho do céu na Terra" ou um inferno, dependendo de como se comportam o marido e a sua esposa.




por Luiza Valle FFaria