sexta-feira, 28 de outubro de 2011



A Esposa de Jó

[...]A Bíblia nos descreve Jó como sendo o homem mais rico do Oriente (Jó 1.3). Isto é muito forte. É possível imaginar a sua esposa sendo uma fina senhora rodeada de conforto. Sua casa deveria ser um “palacete”. Os móveis e os adornos eram de alto estilo, talvez todos importados e comprados com muito bom gosto.

Os empregados vestiam-se com trajes especiais e havia entre eles muito respeito pelo seu senhorio. A comida fina e requintada era posta na grande mesa na sala do banquete, onde sempre havia convidados, e a família se reunia para conversar e se alegrar.

Os dez filhos do casal eram amigos e se visitavam com freqüência. Formavam uma família próspera e muito feliz. Isto até mesmo deveria despertar inveja nos corações de alguns, que talvez não lhes conhecessem a simplicidade interior. Pois, apesar de toda essa riqueza e luxo, Jó e sua família tinham um coração simples e modesto, reconhecendo a bondade de Deus em todas as coisas que vieram a possuir.

Num dia fatídico, entretanto, a tragédia veio bater à porta daquela família feliz. No mesmo dia, chegaram, seguidamente, as notícias para o casal: todo o gado tinha sido levado por ladrões e os empregados de Jó estavam mortos (1.14-15)

Enquanto esta notícia era dada, outro servo chegou dizendo que havia caído fogo do céu e queimado todas as suas ovelhas e os seus pastores, no campo (v.16). Outro servo falou que os camelos tinham sido levados pelos caldeus e os servos foram todos mortos ao fio da espada (v. 17).

E, finalmente a notícia mais doída para o coração do casal: seus filhos estavam mortos sob os escombros da casa que desabara sobre eles, provocada por um vendaval do deserto (v. 18-19).

Com toda a dor das perdas, Jó continuou confiando em Deus e adorando-o. Sua esposa assistia a tudo isto e sentia-se esmagada pela dor. Geralmente as mulheres são mais 'sensíveis' do que os homens e, na verdade, ela estava sofrendo demais.

Sabemos que as provações não moldam o caráter, mas apenas o revelam…Muito significativo!

O caráter íntegro e confiante de Jó permaneceu inalterado. Ele reconheceu que tanto receber o bem (as bênçãos) quanto experiências negativas, isto fazia parte da vivência humana, [...]e qusofrer o mal, ou seja, as e Deus estava no controle de todas as coisas.

Entretanto, para sua esposa as coisas eram diferentes. Ela não conseguia enxergar de maneira clara o que estava acontecendo, e desesperou-se.

Com as perdas dos empregados, do gado, dos camelos e, principalmente dos filhos, o luxo da casa começou a perder o brilho. A falta da presença dos dez filhos trouxe à esposa de Jó uma sensação de vazio e de grande tristeza

[...]Ela procurava manter a calma, mas seu coração amargurado estava cheio de revolta contra Deus.

Como ela poderia aceitar tantas perdas? Como poderia se sentir a mesma sem os bens que sempre tivera?

Como poderia viver num padrão de vida mais baixo, sob os olhares de compaixão das amigas e o olhar satisfeito dos invejosos?

A provação vem para todos e, parece que a esposa de Jó não estava preparada para o sofrimento. O seu coração ia se enchendo de sentimentos negativos de auto-comiseração e revolta. E as coisas pioraram ainda mais.

A última prova alcançou o corpo de Jó. Uma enfermidade repugnante tornava sua companhia indesejável. Jó ficou cheio de tumores malignos do alto da cabeça à planta dos pés, sua pele estava cheia de feridas e seu hálito era insuportável (19.17).

[...]Era uma situação terrível para sua esposa.

Ela não podia mais contemplar o sofrimento do esposo. Ele apresentava insônia, inapetência, magreza e incômodo por coceiras em todo o corpo.

A pressão externa das circunstâncias era sobremodo grande para ela. Enquanto Jó mantinha a sua integridade e sua fé, ela não estava agüentando mais, e, literalmente “surtou”. Reagiu, então, com um ataque à fé de seu esposo, dizendo-lhe:
“Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre”. [...]Era o seu limite. Ela apenas enxugara externamente as lágrimas no sepultamento dos filhos, mas seu coração continuava chorando. Olhava para a casa sem os empregados de outrora e suspirava, sentindo o coração apertado e cheio de pena de si mesma…

Embora toda essa provação era para Jó! É certo que nas provações da vida, não podemos olhar para nós mesmos, mas precisamos olhar para Deus. Se cairmos nessa tentação de olhar para o nosso estado na provação, então o inimigo terá alcançado êxito e nos fará desistir de Deus, da fé e da vitória.

A fé nos faz ver o invisível, crer no incrível e sonhar com o milagre impossível aos olhos materiais…

Jó ficou muito bravo com a esposa, quando ela lhe falou para desistir de lutar, de viver, de sonhar. Ele a chamou de “louca”. Realmente é loucura desistir de lutar, de viver, de sonhar…

A chama que aquece o nosso coração é a fé. É a certeza das coisas que se esperam. É a prova das coisas que não se vêem. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Sem fé é impossível viver feliz e ter esperança…Na escuridão das provas é preciso olhar para Deus, para o alto, e confiar, e descansar, e esperar somente nele, pois dele vem a nossa salvação.

É bem possível que a esposa de Jó tenha atentado para a exortação de seu marido. É bem possível que ela tenha parado um pouco e refletido na insensatez de suas palavras dirigidas ao seu amado esposo…
É bem possível que ela tivesse se arrependido do que falara e tenha se recolhido à meditação e reflexão sobre os acontecimentos, aguardando o desfecho…Quando não se tem nada a fazer, devemos ficar quietos e esperar no Senhor. Confiar totalmente em sua bondade e na misericórdia de seu coração paternal. Devemos sim, guardar a “porta dos nossos lábios” para não falarmos tolices, das quais venhamos a nos envergonhar mais tarde.

Ao contrário, devemos liberar palavras de fé, de esperança, de confiança e de descanso em Deus.

No final da provação de Jó, vemos a restauração de seus bens, de sua saúde, de sua família. Deus lhe deu outros filhos, e a alegria de antes voltou. As experiências vividas fortaleceram a fé da família. A humildade de seus corações diante de Deus aumentou, e a perseverança veio a se tornar amiga da esposa de Jó…
Reflita:
Como você agiria estando no lugar da esposa de Jó?
Você já passou por alguma prova semelhante às desta família?
Você já “surtou” (entrou em desespero) alguma vez na vida?
Como agir para que isto não ocorra nos momentos de grande pressão externa?
Em sua opinião, qual a maior bênção que a esposa de Jó recebeu depois que tudo passou?
Qual a atitude que devemos ter diante das provações da vida?
Leia o que Tiago fala das provações (Tg 1.2-4) e compartilhe com alguém, que esteja passando por lutas.


    

SHALOM ADONAI



OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAMENTO



1 – Nunca se irritar ao mesmo tempo. Procure evitar a explosão. Quanto mais complicada parecer  a situação, mais a longaminidade é necessária.
2 – Nunca grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa alterar a voz.
3 – Se alguém deve ganhar na discussão, deixe que seja o outro. Se o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro vença, para que mais rápido ela termine...Recuar é sábio. Muitas vezes é preciso. Se algo tiver que ficar estabelecido que seja a paz.
4 – Se for inevitável chamar a atenção, faça com mansidão. A crítica é um remédio amargo. Porém só é eficaz quando é construtiva, amorosa, sem acusações e sem sentenças. Quem ama corrige.
5 – Nunca apontar os erros do passado. Errar é humano. Com a medida que medimos seremos medidos, está escrito.A pessoa é sempre maior do que os seus erros.
6 – A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge. A falta de atenção para com o outro demonstra falta de zelo por aquele que Deus colocou no seu caminho. Seja atento ao que o outro diz, aos seus medos e as aspirações. Observar é preciso!
7 – Nunca ir dormir sem reconciliar-se. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não se pode deixar acumular problema sobre problema. Situações mal resolvidas não lhe imputando a devida importância é o tijolinho que constrói o muro da divisão
8 – Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa. Não basta amar o outro...AMAR É VERBO AÇÃO...É preciso também COMUNICAR com palavras...Seja ela escrita ou falada. Como são importantes expressões de carinho que fazem o outro crescer: "EU TE AMO";"VOCÊ É MUITO IMPORTANTE PARA MIM, O QUE POSSO FAZER PARA QUE SEU DIA FIQUE MELHOR"
9 – Cometendo um erro saiba reconhecê-lo e pedir perdão... Seja humilde em reconhecer que você também pode ter colaborado para o erro do outro. Ninguém erra sozinho. Isto é humildade. Agindo assim, eliminamos o conflito e estabelecemos acima de tudo a harmonia e o amor. O verdadeiro amor lança fora todos os medos.
10 – Quando um não quer, dois não brigam. A melhor maneira é  digladiar-se com seu [...]EU (silenciosamente) evite dar munição para o inimigo de nossas almas, palavras duras suscitará a ira e desencadeiará a contenda. Muitas vezes é pelo silêncio de [...]um, que a calma retorna ao coração do outro...Lembrando, o amor tem que vencer, o mais importante é a paz e a alegria da bênção do casamento  firmado na rocha que é Cristo.
Luiza Valle FFaria

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O MARIDO




1. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e à tua esposa como Cristo amou a igreja (Dt 6.5, Ef 5.25);


2. Alegremente cumprirás o teu dever de provedor do lar, trabalhando e com o suor do teu rosto comerás o teu pão (Gn 3.19);

3. Protegerás a tua esposa com todas as tuas forças, tudo fazendo pelo seu bem-estar e segurança (Lc 12);

4. Darás honra a tua esposa como vaso mais fraco, coabitando com ela com conhecimento (1 Pe 3.7);

5. Vigiarás constantemente para não desejares a mulher do teu próximo (Mt 5.27);

6. Não darás lugar ao ciúme em tua mente, procurando ser puro em todas as coisas (Tt 1.15);

7. Manterás sempre o teu bom humor e não te irritarás com tua esposa (Cl 3.19);

8. Procurarás ter tempo para conversar com tua esposa, sabendo que ela tem necessidade de expressar o que lhe vai na alma (Ec 3.1);


9. Não mentirás a tua esposa, nem farás qualquer negócio sem que ela participe, procurando combinar com ela e ouvir sua opinião, como a auxiliadora (Zc 8.16);

10. Não serás avarento (pão duro), mas suprirás “graciosamente” as necessidades da sua esposa (Ef 5.5).



Shalom Adonai

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DEZ ÁREAS CRÍTICAS DO CASAMENTO



[...]As regras para um bom casamento podem ser aprendidas, eu suponho que podem ser reconhecidas para serem tratadas...saradas...curadas. A idade não é o maior problema. Além do mais, jovem ou maduro ninguém já nasce feito um bom marido ou boa esposa. Alias a curso para tudo nesta vida, neste quisito, não. Quero apresentar, dez áreas críticas que eu identifiquei do casamento.














A primeira área crítica do casamento é a comunicação.




A comunicação envolve transmitir e receber. O transmitir está relacionado com cada coisa que falamos ou demonstramos de forma não verbal sobre nós mesmos e sobre o outro. O receber corresponde a tudo que ouvimos ou percebemos e vemos na outra pessoa. Só que antes de qualquer comunicação precisamos estar "ligados...lincados...observadores em tempo R_E_A_L e isso é muito difícil. Desde bem cedo na vida, as pessoas são treinadas para bloquear seus sentimentos porque não desejam ser vulneráveis. Ser criticada ou receber desaprovação. Eu sou dessas pessoas que administram os sentimentos, e as emoções com punhos de aço...Comunicação é a minha área frágil. Quando você é conhecedora da palavra sabe bem, que elas tem dois pesos e duas medidas. Ou, será munição para o inimigo ou guia para a bênção...Então todo cuidado é pouco. O silêncio não é o melhor remédio, mas pode ser a mais inteligente saída eu não disse a mais sábia! Para haver comunicação é necessário uma boa sintonia entre as pessoas envolvidas. E uma perfeita sintonia só é possível quando há confiança, compreensão e apreço, zelo e acima de tudo respeito pelas fragilidades do ser humano. A pessoa deve se sentir "em boas mãos", caso contrário, ela será muito seletiva quanto a suas revelações.




A segunda área crítica do casamento, que quero destacar é o carinho. Carinho tem que ver com sua capacidade de dizer: "Eu te amo" e isso dito olhando nós olhos! Os olhos são as janelas d'alma. Porque dito olhando nos olhos? Simples, quando não vem do coração...[EU TE AMO] é imã natural...o olhar no olho do outro denuncia a falta dele. Há quem consiga encarar...Mas, suas ações provam ao contrario. [EU TE AMO] Inclui palavras, afeto físico e tudo o que um faz pelo outro na tentativa buscar agradar e proporcionar uma sensação voluntária em cada gesto..Uma das mais trágicas constatações sobre a maioria dos casais, hoje em dia, é que depois de casados não expressam o mesmo carinho dos tempos de namoro. O ato da conquista foi consumado no SIM. Ledo engano. A conquista é diária e tem que ser renovada assim como se renovam as misericordias de Deus a cada manhã. Essa omissão é problemática porque o que expressamos ou deixamos de expressar afeta diretamente nossos sentimentos. E se nada expressamos, nossos sentimentos se diluem na rotina...entre as circunstâncias e deixamos de viver para agradar o outro e passamos a viver para cumprir protocolo.




A terceira área crítica do casamento é o companheirismo. Essa capacidade de fazer o outro se sentir bem. É possível julgar a qualidade do companheirismo pelo que representam os encontros com aquela pessoa, e se não há encontros, essa fase já passou? Não, você casou? Então esse encontro se dá na volta para o lar...Compare-os agora com os do tempo do namoro. Vocês gostam de ficar juntos a sós? Arranjam tempo para isso? Preferem estar em multidão ou, os planos que fazem é a dois! Ou, é exatamente o que não acontece? E até quando incluem mais pessoas, vocês fazem questão de permanecer juntos? Observe a maneira como usam o tempo quando estão juntos é o que determina se há ou não companheirismo.




A quarta área crítica do casamento: Interesses. Os interesses correspondem àquelas coisas da vida pelas quais você toma a iniciativa. Devocionais, lazer, hobbie, podem ser considerados interesses. Ou seja, tudo aquilo que dá qualidade à vida.Ter e desenvolver interesses individuais é bom, mas não o suficiente. É o partilhar coisas em comum, é o identificar-se com os alvos dos outros que acrescenta laços e firma a unidade do casal. É importante aprender juntos, desenvolver um projeto em comum, sentindo a necessidade da participação do parceiro. O resultado será uma intimidade maior com a outra pessoa.




A quinta área crítica do casamento: Valores. Todos têm uma escala de valores que inclui religião, família, sexo, política, e muitas outras coisas...O que é importante para você também é importante para sua esposa? Algumas pessoas nem mesmo sabem o que é importante para o cônjuge... Os valores religiosos, por exemplo, são muito importantes porque alargam os propósitos da vida. Se cremos que fomos feitos à imagem divina. E quem foi feito à imagem de Deus deve refletir essa imagem em todas as ações e principalmente no casamento.






A sexta área crítica do casamento é o sexo. Aqui se inclui todo o relacionamento entre homem e mulher - não é apenas um momento passageiro. O sexo está num olhar, num toque na maneira de se relacionar...E o sexo foi abençoado a partir do casamento, é um direito adquirido..."Bendito seja o matrimonio e o leito sem mácula"... É um comportamento especial que só existe entre marido e a sua esposa. Se há relacionamento especial entre duas pessoas também haverá sentimentos particulares...Se eles forem compartilhados com outros, deixarão de ser particulares, e especiais. Cuidado,! Assim como é sagrado o casamento, assim também o é toda a intimidade que o envolve! Muitas pessoas acham que já perderam o charme. O problema não é o que perderam, apenas deixaram de manifestar aquele comportamento que acende o charme no relacionamento.






A família é a sétima área crítica do casamento. Suas relações com a família vão refletir no relacionamento com o marido ou a esposa. Os papéis de marido e de pai, e a esposa, e mãe são inter_relacionados. Os filhos serão afetados pelo seu melhor ou, pelo seu pior. Como você considera a família nessa questão que envolve você e o companheiro? Qual a vez das crianças? As resoluções são tomadas levando em conta a "equipe" toda, ou a jogada é individualista? Não deve haver tomada de medida sem a participação do casal, mesmo que suas opiniões divirjam, vai acontecer, mas o bom senso deve preponderar para o bem da família. O homem/marido/pai, enquanto cabeça e sacerdote deve ter a sua determinação acatada.




A oitava área crítica do casamento é o social. Nenhum casamento é estável se funcionar como um clube privado. O casamento é uma relação social que se expande e se fortalece à medida que o seu amor extravasa atingindo a outras pessoas que o circundam. O casal devem ter amigos comuns mais do que um conjunto de amigos cada um. Acho que Deus designou a família para ser um centro irradiador de testemunho para todo o universo. A família não deve ser o fim do amor, mas deve ser sua fonte inesgotável para O Amor. Se você tem uma família solidária, esse relacionamento deve influenciar os outros. Você deve se interessar pelas outras pessoas também.




A nona área crítica do casamento: Negócios.Esse é um importante recheio do casamento. Compras, cheques, escolha de móveis, roupas, economias - essa parte administrativa não pode ser isolada das demais atividades do lar. Os negócios devem ser um fator de união do casal. Cada um deve saber o que outro está fazendo e deve aprovar suas atitudes. Casamento é uma cooperativa cujo objetivo é o bem estar de todos os envolvidos. Cada um tem a sua a parcela de cooperação, entretanto a responsabilidade não é unilateral é total.




E a décima área crítica do casamento que quero destacar: Reavaliação. Com essa palavra quero lembrar a importância do casal fazer um feedback sobre o progresso de sua relação matrimonial. É de suma importância...Identificar, se houve avanço; ou, se estagnou... Essa reflexão acerca dos rumos, avanços e retrocessos é fundamental descobrir aonde há necessidade de alguma correção na rota ou para se ter uma idéia global das circunstâncias.




Penso que todas essas X áreas críticas do casamento podem ser controladas se o casal se predispor, e eu até creio que muitos estejam tentando isso. Aliás, o casamento não é difícil, difícil são os seres humanos que se lançam no casamento crendo que é apenas mais uma etapa da vida a ser cumprida. Existe um ditado popular que diz: Que o homem, nasce cresce, casa, planta uma árvore e tem um filho. O sentido de tal ditado é de uma maneira simplista e vulgar, perpetuar a espécie...Nós somos mais que isso, o casamento é uma instituição divina. A palavra diz:Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR Provérbios 18:22 O lar pode ser um "pedacinho do céu na Terra" ou um inferno, dependendo de como se comportam o marido e a sua esposa.




por Luiza Valle FFaria

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A MULHER: SEU LUGAR NAS ESCRITURAS



[...]Nossos dias são de muita inquietação. O "movimento sufragista feminino" obteve sua grande vitória o voto das mulheres há alguns anos e desde então as coisas têm avançado a passos gigantescos. Até mesmo uma instituição tão conservadora quanto a Igreja Oficial (o autor se refere à Igreja Anglicana, na Inglaterra) está se preparando para dar às mulheres um lugar em seu ministério.

Do ponto de vista político, essa questão não deveria preocupar o cristão. Sua "política" é celestial pois "a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20). Somos, contudo, naturalmente afetados pelo que nos rodeia. A anarquia no mundo tende a induzir à anarquia na igreja. Sendo assim, parece que o momento é propício para um exame deste assunto tão importante A mulher: seu lugar nas Escrituras.

Primeiramente, o assunto parece dividir-se em duas partes:

1. A mulher: seu lugar na natureza;

2. A mulher: seu lugar na graça.

Torna-se, contudo, impossível separar inteiramente as duas. O lugar da mulher na natureza é uma figura do seu lugar na graça, ou melhor dizendo, do seu relacionamento de mulher cristã para com Deus. Isto se destaca através da própria maneira pela qual a mulher foi criada. Foi uma maneira especial em extremo contraste com qualquer outro ser. E foi também de uma maneira simbólica e ilustrativa. Adão mergulhou num profundo sono figura da morte de Cristo. Uma costela foi retirada de seu lado, e dela foi feita uma mulher que lhe foi apresentada como ajudadora. É uma figura da igreja o resultado da morte de Cristo que Lhe será apresentada como noiva.

A expressão "Ou não vos ensina a mesma natureza" encontrada em I Coríntios 11:14 tem uma aplicação bastante ampla. Deus, em Sua sabedoria, colocou grandes diferenças na constituição física, mental e emocional do homem e da mulher. De uma maneira muito evidente Ele os criou para serem distintos, ainda que se complementando. A estatura, força e capacidade de raciocinar, que no homem são mais destacadas, contrastam de uma maneira afortunada com a graça, gentileza e agilidade mental naturais à mulher.

O fato de que a mulher "provém do varão" demonstra a sua igualdade. Ela não é inferior, mas igual, ajudadora. Entre homem e mulher há semelhança, identidade; entre o homem e a mulher há igualdade, mas com distinção. E é por isso que o fato de que a mulher "provém do varão" também proclama a supremacia que Deus concedeu ao homem, além do privilégio que ela tem de conceder ao homem o lugar que Deus lhe deu.

Homem e mulher são iguais moralmente, mas o homem é a cabeça posicionalmente. As Escrituras declaram explicitamente: "Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão... Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher sem o varão, no Senhor. Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da mulher, mas tudo vem de Deus" (1 Co 11:8,9,11,12). Que apresentação primorosamente comedida e equilibrada da verdade!

Tudo isto tem a intenção de ilustrar o relacionamento entre Cristo e a igreja. Em Efésios 5, o relacionamento entre marido e mulher foi desvendado. Deve a mulher se submeter ao marido? Sim, com base na declaração de que "o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja" (Ef 5:23). Da mesma forma, os maridos devem amar suas esposas "como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5:25). Deve o homem abandonar seu pai e sua mãe para se juntar à sua mulher como uma só carne? Quanto a isto somos lembrados: "Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" (Ef 5:32).

O leitor verá que desde o princípio o lugar da mulher na natureza é uma figura do seu lugar na graça; e constatará ainda, conforme avançarmos, que é uma figura do relacionamento da igreja com Cristo. Que coisa maravilhosa!

EVA
Foi-nos dito: "Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão, não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (I Tm 2:13,14). Temos aqui a primeira e mais poderosa advertência contra a mulher assumir a liderança. Um farol poderoso bem no começo da viagem do homem através do oceano do tempo.

Ao invés de repelir o avanço da serpente, buscando a ajuda e a proteção da cabeça que Deus lhe dera, a mulher agiu com independência. Não há necessidade de explorar a seriedade do ato, nem a indizível tristeza dos seus resultados.

SARA
Depois de Eva, a primeira mulher na Bíblia a receber mais do que apenas uma observação passageira foi Sara. Evidentemente ela era uma mulher de personalidade vigorosa. Ela não era um mero objeto, sem capacidade de raciocínio ou vontade própria. Pelo contrário, podemos deduzir que ela foi uma mulher hábil e decidida. Mas ela permanece como o exemplo das "santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos", pois lemos "como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem" (I Pd 3:5,6). Isto demonstra claramente a posição da mulher em relação ao homem, e a prática seguida pelas piedosas mulheres da antigüidade.

DÉBORA
Débora ocupa um lugar de destaque nas Escrituras. Foi uma profetisa também era mulher casada e juíza em Israel. Ela foi uma exceção à regra, mas a exceção comprova a regra. As Escrituras não falam contra o lugar que ela ocupou, mas também não o aprovam. Contudo é suficiente o que foi dito pela própria Débora para vermos o que ela pensava sobre o assunto condenou, pelo menos, a negligência dos homens, para não dizermos mais (Jz 4:4-10).

Ela convocou Baraque para que atacasse Sísera. No papel de profetiza, disse-lhe que o Senhor entregaria o inimigo em suas mãos. Mas Baraque, em sua covardia, não quis ir, a não ser que Débora o acompanhasse. Ela prontamente concordou com seu pedido, mas o informou que daquela missão ele não teria nenhuma honra Sísera seria apanhado pela mão de uma mulher. Certamente a observação de Débora implicava que, se era motivo de vergonha para Baraque que uma mulher matasse Sísera, não era menos vergonhoso que uma mulher fosse obrigada, pela covardia dos homens, a julgar Israel.

MULHERES DO NOVO TESTAMENTO

Quando nos aproximamos do Novo Testamento, descobrimos a posição das mulheres piedosas, honradas e belas no mais alto grau. A virgem Maria "agraciada" - "bendita entre as mulheres"; sua prima Isabel, mãe de João Batista; Ana, idosa viúva de oitenta e quatro anos, dedicada ao serviço de Deus, são as mais belas personagens conectadas ao nascimento de Cristo.

Maria, a irmã de Lázaro, assentava-se aos pés do Senhor para ouvir a Sua palavra. Foi ela quem O ungiu para o Seu sepultamento, uma ação que jamais perderá a sua fragrância "onde quer que este Evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua" (Mt 26:13). Ela recebeu um elogio que não poderia ser mais elevado: "Esta fez o que podia" (Mc 14:8). À Maria Madalena foi concedida a alta honra de transmitir a maravilhosa mensagem da ressurreição de Cristo aos Seus discípulos: "Dize-lhes que eu subo para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" (Jo 20:17). Pensem nas mulheres que serviam o bendito Senhor Jesus (Lc 8:3). Que honra!

E quando chegamos ao tempo quando Cristo já havia subido aos céus e o Espírito Santo já havia sido enviado, somos lembrados das "mulheres gregas da classe nobre" (At 17:12) que creram e do elogio que Paulo fez às mulheres que trabalharam no Senhor (veja Rm 16). Ou Priscila, que sob a liderança de seu marido, teve o privilégio de instruir o eloqüente Apolo, declarando-lhe "mais pontualmente o caminho de Deus" (At 18:26). Que belo e honrado caminho foi esse trilhado pelas mulheres cristãs!

O LUGAR DA MULHER NO MINISTÉRIO

Seu lugar enfaticamente não é o do testemunho público. Temos 66 livros na Bíblia e todos os seus autores foram homens. Não há uma mulher entre os autores. Foram diretamente escolhidos por Deus. Houve 12 apóstolos, e foram todos homens. Nenhuma mulher foi escolhida para apóstolo.Observe! Foram 70 os enviados pelo Senhor, além dos apóstolos. Não fomos informados de que houvesse uma mulher entre eles. Será que os escritores omitiriam se assim não fosse? A suposição de que todos eram homens é tão forte, em associação com os ensinamentos gerais das Escrituras a este respeito, que resulta em prova positiva. Houve "7 varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria", escolhidos em Atos 6 para "servir às mesas". Nenhuma mulher foi escolhida.

Houve muitas testemunhas citadas em ICoríntios 15 para provar a ressurreição do Senhor. Homens foram mencionados como testemunhas, mas não se citou nenhuma mulher. Isto torna-se extraordinariamente significativo em razão de Maria ter sido a primeira pessoa que viu o Cristo ressuscitado, e recebeu a incumbência de transmitir a maravilhosa mensagem aos discípulos.
Sua exclusão da lista das testemunhas é a prova mais forte possível de que as Escrituras não concedem à mulher um lugar de testemunho público.

Houve bispos escolhidos na igreja primitiva; foram todos homens. Nenhuma mulher estava entre eles. Diáconos e anciãos também foram escolhidos na igreja primitiva, conforme descrito em I Timóteo e Tito. Foram todos homens. Temos duas testemunhas em Apocalipse 11.
São profetas não profetizas ou um profeta e uma profetisa, mas profetas homens.

A MULHER FORA DO SEU LUGAR
Quando as mulheres saem do seu lugar, parece que se transformam em presas especiais do diabo. Na parábola foi uma mulher que introduziu o fermento nas três medidas da massa " tipo da introdução de princípios corruptos", que permearam a fé cristã (Mt 13:33; 16:12). Foi uma mulher Eva que "sendo enganada, caiu em transgressão" (I Tm 2:14).

Há "mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências" (II Tm 3:6) que são cativadas por homens perversos nestes perigosos últimos tempos. É uma mulher 'Jezabel'que permanece como exemplo histórico no Antigo Testamento de tudo o que é repugnante e perverso; que permanece figuradamente no Apocalipse como exemplo da corrupção eclesiástica e depravação religiosa da pior espécie (Ap 2:20).

[...]Hoje em dia, a grande maioria dos médiuns espíritas são mulheres; o espiritismo moderno começou com mulheres as irmãs Fox nos Estados Unidos. Foi uma mulher histérica a Sra. White que através de suas blasfemas pretensões tornou-se a líder e principal inventora desse sistema maligno chamado Adventismo do Sétimo Dia. A Ciência Cristã que não é cristã nem ciência deve sua origem à uma mulher, a Sra. Eddy. A teosofia, assim conhecida no hemisfério ocidental, foi popularizada por uma mulher Madame Blavatsky e sua obra foi continuada por outra mulher, a Sra. Beasant.

INSTRUÇÕES BíBLICAS DECISIVAS
Lemos em I Coríntios 14:34,35: "As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja." Está bem claro que a mulher participar publicamente na igreja é um desafio às Escrituras.

Mas dizem que a palavra "falar" significa "tagarelar." Dizem-nos que os homens sentavam-se de um lado e as mulheres de outro nas assembléias cristãs como era o costume nas sinagogas judias daquele tempo. Dizem-nos que as mulheres causavam escândalo nos cultos públicos "tagarelando." Mas a palavra "falar" não significa tagarelar significa mesmo falar e é a mesma palavra usada na Bíblia quando se faz referência a Deus falando.

Outros insistem que isto só se aplica às mulheres casadas. Mas parece absurdo demais supor que uma mulher poderia falar um dia antes de seu casamento, para não poder fazê-lo um dia depois. O fato é que as Escrituras consideram as mulheres de forma generalizada como estando casadas, daí terem de interrogar a seus maridos em casa (I Co 14:35). Pense:
Naturalmente uma mulher solteira poderia apropriadamente interrogar algum irmão casado e ficar bem dentro do espírito das instruções divinas.

Mais uma vez as Escrituras declaram que "se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são MANDAMENTOS DO SENHOR" (I Co 14:37). Além disso, a passagem em (I Timóteo 2.8) é bastante clara: "Quero pois que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." Aqui a palavra significa exatamente "homens" em contraposição a "mulheres". No versículo seguinte o apóstolo fala de mulheres, em contraposição a homens, exortando-as à modéstia e simplicidade nas roupas e ornamentos. E então o apóstolo acrescenta: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido (ou "sobre o homem" conforme algumas versões), mas que esteja em silêncio" (ITm 2:11,12).

Isto leva a questão para além de 1 Coríntios 14, onde o que se tem em vista é a conduta na assembléia. 1 Timóteo 2:11,12 trata da conduta entre homem e mulher, e poderia incluir qualquer testemunho público, onde ambos os sexos estivessem presentes.

Dois motivos são apresentados:

1. "Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva" (I Timóteo 2:13). Evidentemente é o motivo mais forte, conforme a ordem da criação; a ilustração também se refere a Cristo e à igreja.

2. "E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" ( ITimóteo 2:14).
Aqui podem ser vistas as conseqüências governamentais como resultado da primeira mulher não ter se sujeitado à ordem Divina.

O DIVINO TIPO É ARRUINADO



Além do que já vimos, quando a mulher saiu do seu lugar, arruinou o tipo do homem e da mulher ilustrando Cristo e a igreja. Lemos: "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo" (I Co 11:3).

Mas há quem argumente que as Escrituras falam de mulheres orando e profetizando (I Co 11:5); que as filhas de Filipe profetizaram (At 21:8,9), embora jamais tenha sido mencionado que profetizassem diante de Paulo, conforme muitos declaram; e que as mulheres trabalharam com Paulo no Evangelho. E há quem perguntará se isto não prova seus direitos de ministrar publicamente? Tudo isso mostra haver lugar para um serviço muito propício e abençoado. Quão bom seria se houvesse mais desse tipo de serviço.




Mas claramente não inclui o ministério na assembléia, ou o testemunho público diante de uma audiência mista de homens e mulheres. Se o fizesse, as Escrituras estariam em contradição. Se o Espírito Santo levasse mulheres a praticar tal coisa, Ele as levaria a violar as Escrituras dadas pelo mesmo Espírito Santo, o que seria inimaginável.

Alguém poderá dizer que mulheres evangelistas já foram usadas por Deus. Sim, é verdade, mas não constitui prova de que estivessem certas, e com toda certeza teriam sido ainda mais usadas se o seu serviço fosse mantido dentro dos limites permitidos. "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (ISm 15:22).

Medite: Há um campo amplo para o ministério das mulheres, entre as mulheres e crianças, reuniões de mães, trabalho com crianças na Escola Dominical, etc., além de poderem ajudar os servos do Senhor de modo semelhante ao das mulheres que trabalharam com Paulo. O conforto e o estímulo que uma mulher cristã ativa e piedosa movida pelo amor a Cristo e às almas e ainda assim governada pelas Escrituras pode prestar é incalculável. Quando encontramos tais mulheres, respeitamo-las profundamente.

Maria ungiu o Senhor para o Seu sepultamento. Marta serviu ao Senhor muito bem. Febe foi uma servidora da igreja e socorreu a muitos. Lídia hospedou o Apóstolo Paulo em sua casa. Priscila, sujeita à supremacia e liderança do seu marido, ajudou Apolo a entender melhor os planos de Deus.




As mulheres trabalharam com Paulo na pregação do Evangelho. Que pudéssemos encontrar as descendentes dessas piedosas mulheres em cada cidade ou vila do mundo! Que serviço apropriado e abençoado! Não há razão para as mulheres se lamentarem das restrições divinas para o seu serviço. Há mais trabalho para elas do que jamais poderiam assumir.

Que as mulheres cristãs partam de seu estudo das Escrituras determinadas, pela graça de Deus, a obedecer às suas instruções quanto ao seu relacionamento com o homem. Que possam estar prontas a ilustrar, por seu comportamento, a maravilhosa verdade referente a Cristo e à igreja; a ser um testemunho individual de protesto contra o espírito de anarquia deste século; a se gloriar pelo lugar maravilhoso e único que lhes foi.




Então Deus será glorificado. Então sua verdadeira utilidade estará plenamente à disposição. Então os homens cristãos as respeitarão profundamente, sendo ajudados e influenciados por elas, e descobrirão o que significa verdadeiramente a maravilhosa palavra AJUDADORA a qual só pertence às mulheres. A. J. Pollock




PENSAMENTO: O espírito de obediência é o grande segredo de toda a devoção. A fonte de todo o mal, desde o princípio, tem sido a vontade independente. Mulheres observem, a palavra nós diz: Aonde se encontra o teu coração aí estará o teu tesouro...Cuida, observa que o espirito da vaidade é sutil, e quando por pseudo boa intenção você está ornada com a coroa da vaidade. Isso agrada a Deus? Ou, afaga seu ego...Eu sou, Eu posso, Eu faço!Pensa: Obediência é a única condição adequada à criatura, caso contrário Deus deixa de ser Supremo deixa de ser Deus. Onde quer que haja insubordinação haverá também o pecado. Se esta regra for lembrada, seremos maravilhosamente ajudados por ela em guiarmos nossa conduta.



A_poeta_do_Rei










segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O perfil da esposa ideal por Josué Gonçalves





[...] A mulher é o elo que liga marido e filhos. Por esta razão ela é, por muitas vezes, o ponto de equilíbrio do lar. Uma mulher virtuosa é capaz de fazer do seu lar um jardim de felicidade e alegria em Cristo, apesar das circunstâncias. O primeiro nome que a mulher recebe na Bíblia é de auxiliadora. Auxiliadora para completar o homem, consciente de que em Cristo não há diferença. Gl 3:27-28; 1 Co 11.3. A mulher como auxiliadora - discípula, deve revelar o caráter de Cristo em seu viver diário, conservando sobre si a unção do Espírito Santo. Antes da submissão ao marido, já deve ser ao Senhor. Isso só é possível se a vida estiver centralizada em Cristo.






1. OS DEVERES DA ESPOSA SEGUNDO O PLANO DE DEUS.






As feministas consideram a “submissão” da mulher ao marido, algo inconcebível, porém é preciso compreender esta regulamentação divina, na ótica divina e não humana.






1. S U B - M I S S Ã O (1 Pe 3. 1 - 7; Ef 5. 24) O que a Palavra de Deus nos ensina, está no significado da palavra submissão. 1. DEFINIÇÃO. Compreendendo este princípio, partindo do significado literal da palavra “submissão”. SUB - quer dizer “debaixo - de”.MISSÃO - “profissão ou vocação.”Em resumo: SUBMISSÃO é EXERCER MISSÃO DE APOIO, missão de base, de auxilio. Alguém disse: “Por detrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher”.






A submissão deve ser a mais forte demonstração de amor da mulher para com o marido. Esta submissão não escraviza. É importante entender o que não é submissão segundo a Bíblia. Submissão, não é ser empregada doméstica de luxo, não é ser super dependente, não é se auto-escravizar, não é se anular como pessoa. 2. Quais são os benefícios da submissão, segundo a Palavra de Deus.






1) Proteção - Proteção é o primeiro benefício da submissão. Uma mulher que não exerce missão de apoio no lar, está desprotegida e exposta aos perigos nas áreas EMOCIONAL, FÍSICA E ESPIRITUAL. Toda atitude de rebeldia da legalidade para o maligno e anula a operação de Deus. Não há operação de vida na vida de quem não obedece aos princípios da Palavra de Deus.






2) Equilíbrio Social - (Gl 3:27,28)3) Poder espiritual, (1 Pe 3:6). 3. Três exemplos negativos de esposas:






1) Eva, Gn. 2,17; 3. 6. Por causa da insubmissão de Eva, quanto àquilo que o Senhor havia dito, toda a natureza sofre os efeitos da queda. Não valeu a pena.






2) Mulher de Ló, Gn 19.17,26. A insubmissão desta esposa atraiu o juízo de Deus sobre si, ela foi transformada em um “monte de sal”. Dura coisa é viver ao lado de uma mulher, cuja atitude e comportamento são uma verdadeira salmoura.






3) A Mulher de Jó, Jó 2.8,9. Se Jó não tivesse raízes profundas em sua vida de compromisso com Deus, certamente ele teria esmorecido diante das palavras de morte de sua esposa. Há muitas pessoas que tem tudo para serem felizes, só não o são, por causa daquilo que vem sendo dito um para o outro dentro do lar. Não podemos nos esquecer que, “palavras tem poder para construir ou destruir”.






4. Dois bons exemplos de esposas:






1) Sara, I Pe 3.6. Se esta esposa não foi perfeita, foi virtuosa, porque jamais o Espírito Santo levaria Pedro a escrever sobre ela, de uma forma tão honrada, se ela não fosse uma “esposa virtuosa”.






2) Ana, I Sm 1.8-11. Dentre muitas mulheres que a Bíblia faz menção, esta é uma das que me chama atenção. Algumas qualidades de Ana: Humilde, Persistente, Confiante, Sensível, Grata, Íntegra.






2. O PRIMEIRO PASSO DA SUBMISSÃO:






1. Reconhecer o marido como líder “O Cabeça“ do lar, e levar todos os filhos a respeitá-lo como tal. (Ef. 5:23)






2. Quando a mulher não reconhece o marido como líder, ela passa a usar alguns meios para roubar-lhe a AUTORIDADE, competindo pela liderança. Quais os meios que uma mulher pode usar para roubar, interferir, diminuir a autoridade do marido?






• Através de horários, estas estabelecem hora para tudo e faz do relógio uma forma de “algema” para o marido.






• Através do sexo, Ouvi falar de uma mulher, que só tinha relação sexual com o marido, se ele pagasse em dinheiro






• Através de doenças que não existem, Você sabia que têm algumas mulheres que tem o hábito de reclamar de doenças, ou vivem dizendo que está doente. São pessoas que têm problema de “auto-piedade”, gostam que os outros tenham dó delas. Se estiver doente, é obrigação do marido, procurar médico, assistência para esposa, mas se a mulher está usando uma “estratégia enganosa” para enfraquecer a liderança do marido, esta atitude aos olhos de Deus é pecado.






• Através das lágrimas, Quando uma mulher chora demasiadamente, usando as lágrimas como “uma arma”, para impor algo, ela está revelando imaturidade. Uma esposa sábia jamais faria isto.






• Através da Espiritualidade, Certo pastor me contou que em sua igreja havia uma esposa, que quando queria forçar o marido a fazer alguma coisa, profetizava para ele. Essa atitude de brincar com o sagrado pode trazer sérios prejuízos para a família. Uma espiritualidade sadia, não brinca com as coisas do Espírito Santo.






• Através do Desperdício, Reconheço que muito marido é “excessivamente econômico”, porém, alguns fecham a mão, provocados pelo desequilíbrio no gastar das suas esposas. O equilíbrio financeiro depende não só do marido, mas também do equilíbrio da esposa.






•Através do Silêncio, O que dizer de um casal que consegue ficar uma semana, um mês ou um ano sem conversar dentro de casa. Para que isto não aconteça é bom lembrar-se do que Paulo escreveu aos Efésios: ”Quando estiverem irados, não pequem alimentando o seu próprio rancor. Não deixem que o sol se ponha com vocês ainda irados - resolvam isto logo.” Ef. 4: 26






• Através das ameaças de suicídio ou separação, Penso que nunca deveríamos falar aquilo que na verdade, não queremos que aconteça. Fico admirado com a facilidade com que algumas esposas dizem para o marido: “Desse jeito vou embora”, “Tenho vontade de tirar minha vida”, etc. Por pior que seja a crise, nunca devemos tentar apagar o fogo com gasolina. “Que exemplo esta mulher está dando às filhas?” (Ez. 16:44)2. O que a mulher demonstra ao reconhecer o seu papel?






1. Aceitação da vontade de Deus, 1 Jo 2.17. “Foi Deus quem baixou essa determinação regulamentadora da vida doméstica”. Rejeitar este principio, é não estar vivendo sob o senhorio de Cristo.






2. Profundo amor ágape, Tito 2.3-5.“As mulheres idosas, semelhantemente, sejam sérias no seu viver, como convém às santas, não caluniadoras, dadas a muito vinho. Então poderão ensinar as mulheres novas a amarem seus maridos e filhos.”Quando escrevi para os maridos, procurei ser objetivo e direto, quanto ao dever do homem de amar a sua esposa voluntariamente, incondicionalmente e sacrificialmente. Se a esposa espera ser tratada como eterna namorada, com romantismo, respeito, carinho, cortesia, atitudes de bondade, etc., ela tem toda razão. Porém, faço uma pergunta para as esposas: “O que vocês estão fazendo para merecer este tratamento?”Não é difícil cobrar, difícil é fazer aquilo que estamos cobrando do cônjuge. Muitas mulheres, depois que se casam, deixam morrer o “espírito romântico”, e passam a menosprezar aquilo que pode manter o casamento cheio de graça e vida. Alguém disse: “Quem tem na garagem um carro Vectra ou Omega, não sai à procura de fusquinha meio qualquer coisa...” Quem tem em casa uma grande mulher, não sai em busca de “mulherzinha sem caráter”.









[...] Muitas mulheres estão perdendo seus maridos, por não fazerem o mínimo necessário, para mantê-los conquistados. Muitas pessoas só conseguem dar valor ao que tem depois que perdem.Perguntas que podem ajudar as esposas que desejam melhorar:






• Como você demonstra seu amor para o seu marido? É impossível amar sem demonstrar quem ama, de alguma forma isto aparece.






• Como você trata seu marido na intimidade e diante das crianças e outras pessoas?






• Você o surpreende às vezes com atitudes românticas?

A Mulher Sábia Edifica a Sua Casa



[...]Lar doce lar.... Provavelmente quem já não ouviu esta frase antes? Ela se completa por si mesma, e é o alvo de muitas famílias. Esconde dentro dela uma realidade conhecida por poucos, a qual pode ser definida pelas palavras de Salomão: Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com suas próprias mãos (Provérbios 14:1). Em outras palavras, Deus está dizendo que a mulher precisa ter qualidades, das quais, depende o bom sucesso do seu lar. Não haverá um lar doce e feliz sem uma mulher sábia. Para confirmar medite sobre a vida da mulher Sunamita (II Reis 4:8-37).

A mulher sábia há de ter os olhos voltados para a obra do Senhor; v. 9

A mulher sábia há de ter contentamento; v. 13. Em Provérbios 30:21,23 somos informados que a terra se alvoroça... “com uma mulher aborrecida(sem contentamento, descontente com o que recebe de Deus) quando se casa." Algumas mulheres não precisam de muita coisa para se aborrecer. Se uma agulha se perde o mundo o ouvirá. Pense no descontentamento de algumas mulheres e em como isso afeta os filhos, e muito mais, o marido. Não poderá o marido viver alegre, afinal, quem deveria alegrar-lhe está sempre triste e reclamando. A Sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era uma sinal muito triste. Podia ela viver sempre aborrecida, mas não, ela estava satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria, ela prontamente recusou, alegando: Eu vivo feliz no meio do meu povo. Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeitava já era motivo de estar feliz.






Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Ao contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres. Tal foi o caso de Raquel, que numa condição igual a da Sunamita disse ao seu marido: Me dá filhos senão eu morro. Além de viver descontente culpa o marido pelo fato (Provérbios 30:15; 17:1).

A mulher sábia atrai as bênçãos do Senhor; v. 14-17

Sim, afinal, Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho (Hebreus 6:10). Os lares mais felizes e abençoados são aqueles onde a mulher edifica um espírito de contentamento e gratidão, pois, mesmo as bênçãos não pedidas e inesperadas chegam como recompensa do temor ao Senhor. Deus tem prazer em contemplar o desejo secreto. (...)Porque, vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes (Mateus 6:8). Veja a Sunamita. Mesmo sem pedir, Deus lhe deu um filho.






Uma mãe e esposa contente é uma mãe e esposa que espera em Deus, e é isso que ela deve transmitir aos filhos e marido.

A mulher sábia tem a confiança da sua família; v. 18-19

Como é bom ter alguém com quem podemos contar sempre. Veja o desespero desse velho homem quando seu filho ficou doente. Que poderia ele fazer com as dores do seu filho? Mas ele tem uma auxiliadora, e sabe que pode contar com ela. Sua ordem ao servo expressa isso: Leva-o a sua mãe. “E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos...”. O filho precisa de um colo e o marido de um ombro. Você é uma mulher assim? Seu marido pode contar com você nas horas mais difíceis? És tu um amortecedor dos impactos? Que assim busque ser.

Sua família precisa de você. O marido precisa de uma mulher em quem confiar, pois esse é o propósito de Deus para a esposa, ou seja, ser-lhe uma adjutora para que o coração do seu marido está nela confiado (Provérbios 31:11,12).

A mulher sábia não é alvoroçadora; v. 20-23

Este é o ponto X da questão para muitas mulheres.
“A mulher louca é alvoroçadora; é néscia e não sabe coisa alguma." (Provérbios 9:13).

Certamente não era esse o caso da Sunamita. O filho que recebera veio a adoecer e a morrer em seu colo. Poderia sair correndo, injuriando, amaldiçoando, e acusando seu marido pela fatalidade. Muitas mulheres são alvoroçadoras, ou seja, irrequietas, assustadas e barulhentas. O comportamento de mulheres assim nos dias de angústia faz da casa um verdadeiro campo de guerra. Sua agitação e gritaria causa tamanha confusão no lar que todos tendem a escapar de sua revolta.




A mulher Sunamita é sábia, e seu comportamento no dia da adversidade mostra uma calma impressionante que é fruto da fé verdadeira. Nenhuma palavra louca saiu de seus lábios. Imediatamente ela pensou em Deus, e foi logo falar com aquele que o representava. Do marido pede apenas algumas providências materiais, e para não abalá-lo, diz-lhe: Não se preocupe. De fato, quando a mãe e esposa tem seu coração confiado em Deus o lar goza calma. Sim, tudo o que Deus faz é bom!

1. O alvoroço de Sara trouxe Ismael ao mundo.
2. O alvoroço de Rebeca quase causou um assassinato (Gênesis 27:13).

Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. (Provérbios 21:19).

A mulher sábia confia seus filhos e marido apenas a Deus; v. 25

Enquanto a maioria das pessoas de seu tempo consultaria os ídolos (I Re 1:2) a Sunamita vai diretamente a Deus. É fato que o desespero tem feito muitas mães e esposas levarem sua casa para a idolatria, para os charlatões da fé, e para o espiritismo.




A Sunamita tem consciência de que somente Deus pode ajudá-la. Tinha tal confiança na bondade de Deus, que estava pronta para crer que Ele restauraria o que havia agora retirado. Finalmente o filho amado foi restaurado vivo à sua mãe. Colocar um filho nas mãos de Deus e tê-lo eternamente, não se esquecendo que também é seu dever fazer isto para seu marido.




[...]o esforço maior de uma mãe e esposa seja o de por seus filhos e marido nas mãos do Senhor. A mulher sábia jamais ficará desamparada:II Reis 8:1-6




A_poeta_do_Rei







sábado, 22 de outubro de 2011

A ESPOSA DE FINÉIAS E A TRAGÉDIA













“E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel, porquanto a arca de Deus foi levada presa e por causa de seu sogro e de seu marido. E disse mais: De Israel a glória é levada presa, pois é tomada a arca de Deus” (I Sm 4.20-22).

Em Siló morava a família do sacerdote Eli. Ele tinha uma idade de aproximadamente 90 anos, e seus dois filhos chamavam Hofni e Finéias, apesar de adultos e casados, não estavam preparados para substituí-lo em seu encargo sacerdotal. Os filhos de Eli não se importavam com o Senhor (I Sm 2.12), desprezando a oferta que era trazida pelos israelitas. Eles não esperavam que se queimasse a gordura, de acordo com a orientação divina para os sacerdotes e seus familiares, que comiam das ofertas.



Antes, mandavam que seus servos buscassem a carne crua, antes da oferta ser aceita pelo Senhor. Ora, tiravam da panela com um garfo de três dentes o pedaço que saísse. Isto contrariava todas as normas dadas pelo Senhor por meio de Moisés aos descendentes de Arão, da tribo de Levi, que foram separados para oficiarem com sacerdotes. [...]O povo já não suportava tal procedimento.
Não havia o temor do Senhor no coração desses jovens. Eles conheciam a verdade, a vontade de Deus e não a executavam. O texto sagrado diz que






“Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor... Porém, Eli já era muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que servia á porta da tenda da congregação” (v. 17-18). O sacerdote Eli não corrigiu os filhos quando estes eram pequenos e agora eles haviam se tornado ímpios e seriam julgados a qualquer momento pelo Senhor.



Chegou o dia em que Israel saiu á peleja contra os filisteus e se acampou junto a Ebenezer, uma pedra memorial, cujo nome significa: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Ali houve um primeiro ataque e morreram 4.000 homens de Israel. Então o povo pediu que trouxesse para o campo de batalha a 'arca da aliança', que simbolizava a presença de Deus entre o povo. E a arca foi trazida. O exército rompeu em brados de júbilo e “ressoou a terra” Os filisteus se atemorizaram com os brados e pensaram que estavam perdidos, pois o Deus de Israel estava no meio de seu exército. Eles lutaram bravamente e prevaleceram contra Israel. Mataram Hofni e Finéias, os filhos de Eli, que tinham ido ao campo de batalha para levar a arca da aliança. Os filisteus levaram a [...]arca consigo para suas cidades, como um troféu de guerra. Aquela era a sua maior conquista.


Israel sentiu-se desamparado. Sem a arca era como se estivessem sem Deus. Um dos guerreiros, que escapara da batalha, levou a notícia a Siló. Quando o sacerdote Eli ouviu que seus filhos eram mortos “ao trazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque já era homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos (I Sm 4.18).

A Bíblia não nos fala o nome da esposa de Finéias. Apenas nos diz que ela estava grávida, e o parto estava próximo. Ao receber a notícia da morte do marido na guerra, do sogro e que a arca tinha sido levada pelos filisteus, “encurvou-se e deu à luz; portanto as dores lhe sobrevieram” (v.19). Ela teve problemas no parto e veio a falecer. “Ao expiar, disseram as mulheres que assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou o menino “Icabô”, dizendo: “Foi-se a glória de Israel” (ISm 4.20-21).


A esposa de Finéias deveria ser jovem e bela e de família nobre, provavelmente da tribo de Levi. Deveria ser conhecedora da Lei, da vontade de Deus. Por conseguinte, ela deveria sofrer com o péssimo testemunho de seu marido e de seu cunhado.
Estava grávida, deveria ter sonhos para seu filho, como toda mãe tem. Seu filho também seria 'sacerdote'. Uma posição privilegiada em Israel. Uma posição de liderança e prestígio, mas de grande responsabilidade, pois estaria lidando com as coisas de Deus, e isto era muito sério. Provavelmente ela e seu esposo deveriam saber das palavras proféticas dadas por Deus a seu sogro. Eram profecias muito duras, que diziam que os descendentes de Eli morreriam na flor da idade, não haveria homens em sua descendência. Que se levantaria outra linhagem sacerdotal e a família de Eli teria de se humilhar para conseguir um pedaço de pão. O sinal que o Senhor havia dado era que seus dois filhos morreriam em um mesmo dia.
Não se pode brincar com as coisas de Deus. A Bíblia nos diz: “Deus não se deixa escarnecer porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6.7).



Ninguém ouse pensar que se possa driblar o Senhor ou “tapar os Seus olhos”. A falta de temor de Deus gera perdição e tragédia eterna.



Eli não disciplinou seus filhos quando eram pequenos, depois de grandes, isto era impossível. O tempo de plantar o temor do Senhor, a obediência e os valores do caráter no coração, e na infância. Esse tempo é precioso e o ensino é eficaz. Por diversas vezes, certamente, sempre que necessário, os pais deverão aplicar a vara da disciplina nos filhos pequenos. A vara é para criança, não para o adolescente ou jovem. Para estes é o diálogo franco, alertando para os perigos e contando com os frutos de uma boa semeadura feita na infância do filho. O bom filho será um bom esposo. Quem honra os pais saberá honrar ao Senhor. Será um pai exemplar, um marido carinhoso e trará felicidades aos que estão vivendo ao seu redor.


A esposa de Finéias não teve um bom marido. Pelo fato de ter mais de uma parteira para auxiliá-la, podemos perceber que era uma mulher rica. Ela deveria morar em uma casa confortável com todos os bens materiais; deveria ter boas roupas, boa comida, muitas jóias, mas faltava-lhe o essencial para uma descendência feliz e abençoada. Um marido temente a Deus. Toda a mulher que quer se casar precisa olhar que tipo de filho é seu futuro esposo. Se desejar uma decência abençoada, não se case com os “Finéias” que estão por ai.


Ao ouvir as tristes notícias das mortes dos homens de influência, a esposa de Finéias, entrou em trabalho de parto. Mas sua maior dor não foi por causa das profecias a respeito de seu marido e sua descendência, mas foi por causa da arca da aliança ter sido levantada pelos inimigos. Isto, sim era a tragédia maior. A nação agora estava desamparada, “foi-se a glória de Deus”, ela afirmou ao morrer.


O pior havia acontecido. Algo jamais imaginado pelo povo de Israel tornara-se realidade. Estavam órfãos de Deus. A arca simbolizava a presença de Deus e está não estava mais no meio do povo de Israel pela conseqüência do pecado dos filhos do sacerdote Eli. E ela deu ao seu filho o nome de Icabô, ou Icaode, que significa “foi-se a glória de Israel, porque a arca foi tomada” (I Sm 4.22). Quantas nações, igrejas e membros já perderam a glórias de Deus pela falta de temor.
A tragédia chegará, conforme a palavra profética, e a esposa de Finéias não suportou seu aperto. Morreu sob a dor da perda. Foi esmagada pelo peso da conseqüência do pecado familiar.


Embora a glória do Senhor houvesse se dissipado, Deus jamais abandonaria o Seu povo. A arca voltaria, mas era necessário haver uma mudança radical na vida da nação, que estava contaminada com a falta de temor de Deus e com o pecado. O homem que Deus havia separado para a restauração de Israel seria Samuel, filho de Elcana, homem temente a Deus, e de Ana, uma mulher de oração. O contraste entre o lar de Ana e de Eli estava nos filhos e na obediência a Palavra de Deus.


[...]O que trás a glória de Deus em nossas vidas é o temor, o ensino da Palavra, a oração e a separação do pecado. Não perca a glória de Deus, pois sem ela a morte é certa!



Shalom Adonai

Icabô ou Ebenézer?

(Juízes 17.6) “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto”.

[...] Não havia liderança em Israel. Não havia padrões de conduta. A Lei de Moisés não era considerada, não era obedecida. Prevalecia o individualismo. Cada um agia de acordo com a sua própria consciência. E como conseqüência de toda esta desordem, Israel sofreu uma expressiva 'derrota' na guerra contra os filisteus. Afinal é sempre isso que acontece quando se age “por conta, na força do braço”: Desordem, confusão e grandes transtornos.

UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO: A Arca da Aliança é tomada e Hofni e Finéas morrem: (I Samuel 4.10-11) “Então, pelejaram os filisteus; Israel foi derrotado, e cada um fugiu para a sua tenda; foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé. Foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias”. O sacerdote Eli também morre: (I Samuel 4.15-18) “Era Eli da idade de noventa e oito anos; os seus olhos tinham cegado, e já não podia ver. Disse o homem a Eli: Eu sou o que saí das fileiras e delas fugi hoje mesmo. Perguntou-lhe Eli: Que sucedeu, meu filho? Então, respondeu o que trazia as novas e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, houve grande morticínio entre o povo, e também os teus dois filhos, Hofni e Finéias, foram mortos, e a arca de Deus foi tomada. Ao fazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque era já homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos”.

ICABÔ: SEM NENHUMA GLÓRIA: (I Samuel 4.19-22) “Estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida, e próximo o parto, ouvindo estas novas, de que a arca de Deus fora tomada e de que seu sogro e seu marido morreram, encurvou-se e deu à luz; porquanto as dores lhe sobrevieram. Ao expirar, disseram as mulheres que a assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel. Isto ela disse, porque a arca de Deus fora tomada e por causa de seu sogro e de seu marido. E falou mais: Foi-se a glória de Israel, pois foi tomada a arca de Deus”. Para completar o trágico quadro, a mulher de Finéas morre e coloca o nome no filho de “Icabô”. “Icabô” significa “sem nenhuma glória”. “Icabô” é o desfecho de um processo de desobediência, insubmissão e corrupção. É chegar no limite. Sem qualquer força, disposição ou coragem. Quando se chega ao ponto de Icabô, acabou-se mesmo.

EBENÉZER: PEDRA DE SOCORRO: Depois de 20 anos, a história começa a mudar: (I Samuel 7.2-4) “Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de Israel dirigia lamentações ao SENHOR. Falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus. Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR”. O arrependimento é o começo de tudo. Debaixo da liderança de Samuel, os israelitas confessaram seus pecados e se converteram. Como conseqüência, eles obtiveram da parte de Deus uma estrondosa vitória sobre os filisteus. Nesse dia, Samuel levantou uma pedra e lhe deu o nome de “Ebenézer”: (I Samuel 7.12-14) “Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR. Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus”. “Ebenézer” significa “pedra de socorro”. “Ebenézer” é o desfecho de um processo de arrependimento e conversão.

[...] As duas palavras, “Icabô” e “Ebenézer”, tornaram-se históricas. Uma significa “derrota” e outra significa “vitória”. Elas estão “ativas” até hoje! Porém, somos nós que “determinamos” se queremos “Icabô” ou se queremos “Ebenézer”, pois uma exclui a outra. Qual é a sua escolha? Com Jesus em nossa vida Ebenézer sempre será uma grande realidade em nossa vida.



Shalom Adonai

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vale meditar? Medite...


[...]Em matéria de HERMENÊUTICA [1. Interpretação do sentido das palavras. 2. Arte de interpretar leis, códices, textos sagrados], bíblica, eu sempre busquei encontrar qual o real sentido e compreensão que se deve atribuir a um dos assuntos certamente infinitamente complexo, o qual, ao meu ver e é tratado de uma forma taxativa em numerosos círculos religiosos cristãos, a saber, a questão do divórcio.

Eu particularmente, me apoio a idéia de que casamento não se resume somente ao sexo, sempre enxerguei com uma "certa reserva" o rigor e o extremismo em se conceber a ruptura conjugal (além do falecimento), unicamente na hipótese da relação extra-conjugal, visto que, segundo creio, o casamento consiste numa aliança sagrada (pacto, compromisso) alicerçado em valores INFINITAMENTE MAIS IMPORTANTES QUE O SEXO.

Seria realmente estranho, concluir-se precipitadamente em apego ultra-restrito a "algumas" das palavras vertidas pelo Cristo, e ainda destoando da sua devida conotação histórica, criar-se uma corrente e um cadeado chamado ‘sexo’ a nos prender em escravidão ao cônjuge enquanto outros valores de maior sublimidade seriam desconsiderados? Ou, ainda que postos em segundo plano, nessa equação chamada fidelidade, justamente contrariando aquilo que a Bíblia, de maneira cristalina e global considera de mais precioso, o Amor, o respeito, o companheirismo e assistência recíprocas, etc.

Pois bem Temos informações através dos notciarios de TV de situações em que o marido espanca a sua mulher, outros que NÃO zelam pelo sustento da família, outros que são indiferentes ao bem estar emocional, psicológico da consorte. Enfim, abusos de toda sorte, indiferença, constrangimento, coação e injustiças sob os mais variados ângulos.

Poderia estes maridos (ou melhor, opressores) serem considerados como infratores aos votos conjugais? Decerto que sim, conquanto não tivessem necessariamente incorrido na não menos inditosa infidelidade sexual? Assim, incorreram estes no adultério "Espiritual", que certamente, detém enorme seriedade de impacto numa união.

O que é inegável e se deve nutrir e exaltar no matrimônio é o princípio denominado DIGNIDADE... O casamento existe para ser honrado na plenitude da sua dignidade, pois ele tem as marcas e fundação divinas. É instituto edênico, ladeando o santificado sábado...


Ademais, considerando a realidade, desde quando ingressei na igreja, SEMPRE me chamou a atenção, e me deixou inquieta o texto de Mateus 19:9, quando o nosso Jesus Cristo se refere a uma tradicional PRÁTICA SOCIAL ENTRE OS JUDEUS chamada de "REPÚDIO", in verbis: "Mt. 19.9 “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério."

Neste diapasão, foi que busquei pesquisar sobre o assunto, mas a severidade da religiosidade a cada informação confesso não ficava a vontade. Até que fui agraciada pelo texto que recebi de meu esposo pr. Eliel. E o qual considero muitíssimo esclarecedor e seguramente afinado à minha posição, longe de representar suposta presunção a preponderar sobre a verdade e graça de Cristo, pelo contrário, apresentando-se, segundo creio, em inerrante harmonia com a verdade.


Aos que puderem, recomendo a leitura Jesus x Lei: Repúdio, Divórcio postagem anterior, e, se quiserem estejam livres aos comentários.

Shalom Adonai

O DIVÓRCIO, A LEI E JESUS




[...]O divórcio e um novo casamento são tópicos de muita discussão. O propósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude da igreja frente a um novo casamento em vista do real sentido de termos originais hebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre “repúdio” e “divórcio”. “A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17). Receberão graça os que estão sofrendo a tragédia matrimonial, como descreve a lei no Novo Testamento? Afirmamos que a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo! Então, como superabundará a graça àqueles que têm sofrido a tragédia de um fracasso matrimonial e um subseqüente divórcio?

Cristo não só ensinou com palavras, mas também com Sua vida. Ele deu novas idéias a Seus seguidores, rejeitou o antigo ditado popular de “olho por olho” realçando o amor, não a si mesmo, mas ao semelhante, tirando a mulher da condição de “objeto” para ser reconhecida como pessoa. Ele também ensinou a respeito da velha lei judaica.

Quando estudamos o que Jesus disse a respeito do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimônios desfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no que se refere à lei do divórcio. Mas, o que há acerca de Suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que dizem suas palavras? “Todo aquele que repudiar sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a repudiada pelo marido, também adultera”. Podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço de Jacó para Samaria a fim de que Dele testemunhasse. Mas Suas palavras acaso negam suas ações? Acaso as pessoas divorciadas que voltam a desposar alguém viverão por isso em adultério? Estarão proibidas, desse modo, de servir a Cristo?

Também precisamos dar ouvidos às palavras do apóstolo Paulo em I Timóteo 3:2 (“Mas é necessário que o ministro seja irrepreensível, marido de uma só mulher. . .”). O texto fala de uma pessoa que se divorciou e se casou novamente? Neste aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “Porém, mais fácil é passar céus e terra, que se mude ou tire um só til da lei. Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a mulher repudiada, também adultera” (Lucas 16:17, 18).

Ele é conciso. Mas Jesus deixou claro que o Velho Testamento tinha algo significativo a dizer. Quando questionado pelos fariseus no evangelho de Marcos “se era lícito um marido repudiar a sua mulher” (Mar. 10:2) Jesus respondeu: “O que ordenou Moisés?” (Mar. 10:3). Eles responderam: “Moisés permite dar carta de divórcio e repudiá-la” (Mar. 10:4). Existia uma lei.

A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4 e era nesse contexto que Jesus vivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitido dar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher. Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem. Contudo, antes dessa carta de divórcio ser-lhe dada, a ela não se permitirá casar novamente. . .” (Antigüidades dos Judeus, “The Life and Work of Flavius Josephus”, Livro IV, Cap. VIII, Sec. 23, pág. 134; trad. The Woman. Whiston; Holt, Rinehart e Wiston, N.Y.).
Eis a lei de que trata Deuteronômio: “Quando algum homem tomar uma mulher e se casar com ela e não se agradar por haver achado nela algo indecente, lhe escreverá uma carta de divórcio e entregará em suas mãos, e a mandará embora de casa. E saindo de sua casa, poderá casar-se com outro homem” (Deut. 24: 1 e 2).

A lei ainda vigorava ao tempo de Cristo. Portanto, devemos tratar com os “códigos da lei”. A Bíblia fala unicamente de um divórcio. Deus disse e o fez. Em Jeremias 2, Deus lembra a Judá que estava procurando problemas. Israel havia sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse Judá de que havia testemunhado a infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus havia despedido e dado carta de divórcio a ela, e nem assim se arrependera (Jer. 3:6-8). Houve outras coisas que os homens fizeram com suas esposas. Muitos homens se casavam com mais de uma mulher e não se incomodavam em pensar em divórcio. Alguns foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Esaú, por exemplo. Heróis das revoluções de Deus, mas também produto de suas culturas.

Se eles não se divorciavam, que faria um homem de sua época com sua esposa, quando resolvia casar com outra? Deixava-a de lado? Há uma palavra para isso no Velho Testamento, o termo hebraico shalach. É diferente da palavra hebraica para divórcio, que é keriythuwth, e que significa literalmente “incisão”, “corte do vínculo matrimonial”. O divórcio legal foi escrito como se pede em Deuteronômio 24, e o novo matrimônio permitido, shalach, é normalmente traduzido como “repudiada”. As mulheres eram “repudiadas” quando seus maridos se casavam com outras mulheres, repudiadas para estarem disponíveis se alguém delas necessitassem ou as quisessem. Repudiadas para serem daí simples propriedades, como escravas, ou repudiadas em total isolamento. Aquele foi um tempo cruel para a mulher. Elas eram repudiadas para favorecimento a outra mulher, mas não lhes era dada carta de divórcio e, conseqüentemente, tampouco tinham o direito de se casar novamente. Esta palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentado por mulheres que foram “repudiadas” podem ser vistas nesta palavra hebraica shalach, descrita no Langenscheid Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969), que assim expõe:



A fé cristã tomou raízes e floresceu numa atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram tomadas como presentes e direitos e onde a escravidão e a inferioridade da mulher eram quase universais, enquanto que a superstição e as religiões rivais com toda classe de falsas reivindicações existiam em todo o mundo.


Deus não gostava que “fossem repudiadas”. O profeta Malaquias com seu coração quebrantado instou com o povo de Deus para deixar essa prática. Ouçam Malaquias a implorar com eles. A palavra traduzida por “repudiando” em Mal. 2:16 não é a palavra hebraica para “divórcio”, que é shalach (repudiar): “E direis: Por que? Porque Jeová tem testificado entre ti e a mulher da tua juventude, contra a qual tens sido desleal, sendo ela tua companheira e a mulher do teu pacto. Não os fez um, havendo abundância de espírito? E por que um? Porque buscava uma descendência para Deus. Guardai, pois, em vossos espíritos e não sejais desleais”.
Mas Jesus veio, e Suas palavras não negaram Suas ações. Ele falou disso quando declarou: “Todo o que repudiar sua mulher, e se casar com outra, adultera; e o que se casa com a repudiada, adultera” (Luc. 16:18). Todo o que assim fizer, comete adultério! Esta prática era cruel e adúltera, mas não era o divórcio.
O termo do Novo Testamento traduzido na versão King James como “repudiar” é uma forma da palavra grega apoluo. Este é o termo em grego, língua do Novo Testamento, semelhante ao hebraico shalach (deixar, ou repudiar). Existe uma palavra hebraica no Velho Testamento para divórcio, keriythuwth, e uma palavra grega do Novo Testamento, apostasion. O Arnd’t Gingrich Lexicon, do Novo Testamento, cita o uso da palavra apostasion como termo técnico de uma carta ou escritura de divórcio que remonta a 258 AC. Apoluo, termo grego com o sentido de “deixar de lado” ou “repudiar”, não significa tecnicamente divórcio, apesar de amiúde ser usada sinonimamente. Naquela era de total domínio masculino, os homens geralmente tomavam outras esposas e não davam carta de divórcio quando as abandonavam, e casavam-se com outras. A lei judaica que requeria carta de divórcio (Deut. 24:1, 2) era por demais ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, o que importava? Se um homem “repudiava” (apoluo) sua esposa e não se incomodava em dar-lhe carta de divórcio, quem iria se opor? A mulher?

Jesus tinha algumas objeções a isso. Ele disse: “É mais fácil que passem os céus e a Terra do que não cumprir-se um til da lei” (Luc. 16:17). E disse mais: “Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa com outra, adultera; e aquele que se casa com a mulher repudiada, adultera” (Luc. 16:18).

A diferença entre “repudiar” e “divorciar”, entre o grego apoluo e apostasion, é séria. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, desprovida do direito básico do matrimônio monogâmico. Apostasion significava que o casamento havia terminado, o que permitia um matrimônio legal subseqüente. No papel existe a diferença. E a mulher que havia saído de casa, podia ir-se e casar com outro homem (Deut. 24:2). Essa era a lei. Como começamos a ler “todo aquele que se divorcia de sua mulher” nos lugares onde Jesus literalmente disse: “todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?" Existem outras passagens, além de Lucas 16: 17, 18, em que Jesus tratou deste assunto. Tais passagens incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde é dito que Jesus deixou firmada a mesma lei para homens e mulheres), e em Mateus 5:32. Jesus empregou uma forma da palavra apoluo 11 vezes e em todas elas proibiu o apoluo--repúdio. Ele nunca proibiu o apostasion, carta de divórcio, requerida pela lei judaica.
Deveria a palavra grega apoluo traduzir-se como divórcio? Kenneth S. Wuest, na sua tradução ampliada do Novo Testamento, sempre traduziu “repudiada” ou “deixada”, mas nunca “divorciada”. A versão antiga e literal da American Standard Version (em inglês) sempre traduziu como “deixar”. A versão King James traduz “deixar”, e Jesus a emprega umas onze vezes. O número onze parece ser a fonte do problema. Em 1611, os tradutores da King James num trecho grafaram “divorciada” em lugar de “repudiada”, ou “posta de lado”, ou “deixada”. Em Mateus 5:32 escreveram “e todo aquele que se casar com uma mulher divorciada comete adultério”. A palavra não é o termo grego apostasion (divórcio), mas uma forma da mesma palavra grega apoluo a qual não inclui a carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente, ainda estaria casada.

Mateus 19:3-10 fala que os fariseus perguntaram a Jesus sobre este assunto, dizendo: “Assim, que não sendo dois, mas uma só carne; portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem” (vs. 6).

Eles então perguntaram: “Por que Moisés ordenou que se desse uma carta de divórcio (apostasion) ao repudiar a mulher?” (vs. 7). Jesus replicou: “Por causa da dureza dos vossos corações” (vs. 8). O primeiro direito humano básico que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Os direitos humanos estavam dirigidos só para os homens nesses dias. Jesus mudou isso. Ele requereu obediência à lei e direitos iguais no matrimônio para a mulher. A graça superabunda em Cristo.

Jesus disse àqueles homens que, quem repudiasse a sua esposa e se casasse com outra, cometia adultério! ADULTÉRIO!!! A lei (Deut. 22:22) se refere à pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem quanto para a mulher. Esse era um fato amargo para os homens que faziam com suas mulheres o que bem queriam. Mat. 19:10 nos dá a saber o seguinte: Se é essa a condição do homem com sua mulher, não convém casar-se”. Eles não viviam numa cultura em que se esperava que o homem vivesse com uma só mulher pela vida toda, que direitos iguais fossem dados caso o casamento não perdurasse.
Como começamos a ler “a todo aquele que se divorcie de sua mulher” naquelas citações em que Jesus diz literalmente: “a todo aquele que abandone ou repudie a sua mulher?”

Parece que o lugar onde constava apoluo foi traduzido erroneamente por “divórcio” e em 1611 começou todo o processo. A Versão Americana Stardard corrigiu o erro em 1901. Não chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest foi cuidadoso em evitar citações erradas como temos notado acima. Mas quase tudo o que tem saído do prelo tem sido influenciado pela Versão Bíblica King James, e ainda os léxicos gregos e tradutores mais modernos parecem ter-se deixado influenciar pela ocorrência da tradução de apoluo como “divórcio, ainda quando o significado da palavra não inclui um divórcio escrito (apostasion). Isso, por tradição, nos é ensinado a ter em mente, ainda que nossos olhos leiam “repudiar” na Versão King James. Seria o divórcio escrito a solução para a prática cruel de “repudiar’, como indica Deuteronômio? O Capítulo 24 de Deuteronômio é uma evidência de que tal como Deus atentou às queixas do povo no Egito e propiciou liberdade de sua escravidão, Ele também considerou as súplicas das mulheres que eram como escravas dando-lhes liberdade do abuso por meio da trágica necessidade do divórcio; trágica porque termina com algo que nunca deve terminar-o matrimônio; necessário para proteger as vítimas daqueles que não obedecem às regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária originalmente porque o homem “repudiou” a mulher, colocando-a entre matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.


O Divórcio é uma Tragédia!


O divórcio é um privilégio concedido como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que, contudo, pode ser abusado. Divórcio não é um quadro bonito na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um sentimento profundo de haver falhado, perda da auto-estima, crítica de familiares, dificuldades para cuidar dos filhos e muitos outros problemas que defrontam os divorciados.
O divórcio poder ser mais traumático do que a morte de um cônjuge. A morte de um esposo(a) é dura de suportar, mas um cônjuge morto não volta novamente. Como via de regra, o divorciado volta, e assim se prolonga a situação. O divórcio é, porém, ainda como ao tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia! É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva em propiciar preparo para o matrimônio. Devemos estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, pois tais ações não impedem o rompimento dos casamentos. Quando os pares permanecem juntos só pela preocupação com a notoriedade atraída pelas leis do divórcio, e pela “segurança dos filhos”, isto pode resultar em tragédia. Desastrosos triângulos matrimoniais, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências comprovadas de matrimônios falidos, mas não terminados.

Que opção mais tenebrosa! Um lar destruído é uma tragédia, mas nunca duvide de um homem jovem que ponha uma pistola na boca e termine seu matrimônio, a alternativa que encontrou para o divórcio. Sua igreja havia proibido o divórcio.
Nosso alto índice de divórcios não é o problema real. O fracasso nos matrimônios vem primeiro, e logo depois o divórcio. O índice de divórcios é somente um indício de nosso elevado índice de maus matrimônios. Para corrigir isso, devemos fazer mais do que falar contra o divórcio. Parece difícil para a igreja ser construtiva em prover preparação para o matrimônio e reforçá-lo. Nisto é que se acha nosso desafio! Pode uma pessoa divorciada ser ordenada como diácono ou pastor?
O apóstolo Paulo, um homem culto, conhecia a palavra grega para o divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Ele também sabia que Cristo aceitaria qualquer um, mesmo ele, o “maior pecador” (I Tim. 1:15). É inadmissível que pastores e diáconos tenham muitas esposas, esposas escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, que tinham o bonito título de poligamia, era adultério. Paulo rejeitava tais pessoas como líderes na igreja. O pedido da carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher e, além disso, é necessário que o ministro seja “irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, honrado, hospedeiro, apto para ensinar”. Ele rejeita a poligamia, não o divórcio.
Apesar do sério abuso, a lei do divórcio (Deut. 24) ainda tem validade. O divórcio é uma solução radical a problemas matrimoniais insuperáveis. Isto acaba com todas as esperanças de que o matrimônio deva ser conservado, e declara publicamente que está falido. O pecado relativo a essa falência deve ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda maldade” (I João 1:9). Isto também inclui o perdão para a falência do matrimônio.

Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, que provém da lei, provê um benefício de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel, poligamia adúltera, e os caprichos dos homens de coração duro. Não existe algo de tão grande impacto como “desejo divorciar-me de você”, não é verdade? O divórcio declara o término legal do casamento, e havendo qualquer situação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a se casar. O divórcio rompeu a aliança matrimonial e todo o controle sobre a esposa anterior. O divórcio requeria estrita monogamia e prevenia contra o término unilateral, preservando o direito fundamental de casar-se. O divórcio faz o mesmo hoje em dia. Abandono, negligência, deserção, ou como se queira chamar ao coração duro que deixa sua mulher por outra mulher, sem divorciar-se, foram estão probidos pelo Senhor Jesus Cristo (Mat. 19:9; Mat. 5:32; Mar. 10:11,12; Luc. 16:18). Por séculos, muitas das comunidades cristãs têm interpretado estes ensinamentos de Jesus como:

1. O divórcio está absolutamente proibido, ou melhor, está permitido somente no caso em que se admita ou comprove adultério.

2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.
3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.
4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono ou pastor.

Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e baseiam-se na passagem em que Jesus nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numa passagem em que Paulo também não empregou tal palavra. A palavra que Jesus empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qual tratava, não o divórcio.
Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir numa igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como pode ser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Cristo na Terra, para ser e servir como a pessoa de Cristo? Cristo, que uma vez levantou a voz por Jerusalém, deve olhar para baixo e levantar a voz por nós. Ele veio e chamou a Simão, o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um servo rejeitado em Roma, um par de incompatibilidades tais como se pode encontrar hoje, mas os pôs para trabalharem juntos na construção de Seu Reino. Logo, eles foram para Samaria, e Jesus mostrou-Se diante de uma mulher de antecedentes de fracassos matrimoniais, e a enviou para compartilhar da revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele deve levantar a voz quando nos vê desperdiçar tempo tratando de calcular quem podemos proibir de servir em Sua igreja.

Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos de nossos amigos divorciados têm medo de nossas igrejas. Entendem que o que ensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia indica. Podemos estar corretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Cristo? Se assim for, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores.

As únicas pessoas que Jesus sempre rejeitou foram os que queriam justificar-se a si mesmas, os religiosos “justos”. Está correta nossa compreensão de suas palavras simplesmente porque não se harmoniza com a sua vida? As pessoas divorciadas são merecedoras de verdadeiro respeito! Por séculos têm-se excluído essa gente das congregações e do serviço, do gozo e da igualdade, até mesmo da salvação, seres humanos pelos quais Cristo morreu. Se é ou não o divórcio um pecado, esta atitude preconceituosa sem dúvida o será! Conceda-nos o Senhor Sua graça para mediar a misericórdia de Cristo para os divorciados.

por Walter L. Callison