segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O perfil da esposa ideal por Josué Gonçalves





[...] A mulher é o elo que liga marido e filhos. Por esta razão ela é, por muitas vezes, o ponto de equilíbrio do lar. Uma mulher virtuosa é capaz de fazer do seu lar um jardim de felicidade e alegria em Cristo, apesar das circunstâncias. O primeiro nome que a mulher recebe na Bíblia é de auxiliadora. Auxiliadora para completar o homem, consciente de que em Cristo não há diferença. Gl 3:27-28; 1 Co 11.3. A mulher como auxiliadora - discípula, deve revelar o caráter de Cristo em seu viver diário, conservando sobre si a unção do Espírito Santo. Antes da submissão ao marido, já deve ser ao Senhor. Isso só é possível se a vida estiver centralizada em Cristo.






1. OS DEVERES DA ESPOSA SEGUNDO O PLANO DE DEUS.






As feministas consideram a “submissão” da mulher ao marido, algo inconcebível, porém é preciso compreender esta regulamentação divina, na ótica divina e não humana.






1. S U B - M I S S Ã O (1 Pe 3. 1 - 7; Ef 5. 24) O que a Palavra de Deus nos ensina, está no significado da palavra submissão. 1. DEFINIÇÃO. Compreendendo este princípio, partindo do significado literal da palavra “submissão”. SUB - quer dizer “debaixo - de”.MISSÃO - “profissão ou vocação.”Em resumo: SUBMISSÃO é EXERCER MISSÃO DE APOIO, missão de base, de auxilio. Alguém disse: “Por detrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher”.






A submissão deve ser a mais forte demonstração de amor da mulher para com o marido. Esta submissão não escraviza. É importante entender o que não é submissão segundo a Bíblia. Submissão, não é ser empregada doméstica de luxo, não é ser super dependente, não é se auto-escravizar, não é se anular como pessoa. 2. Quais são os benefícios da submissão, segundo a Palavra de Deus.






1) Proteção - Proteção é o primeiro benefício da submissão. Uma mulher que não exerce missão de apoio no lar, está desprotegida e exposta aos perigos nas áreas EMOCIONAL, FÍSICA E ESPIRITUAL. Toda atitude de rebeldia da legalidade para o maligno e anula a operação de Deus. Não há operação de vida na vida de quem não obedece aos princípios da Palavra de Deus.






2) Equilíbrio Social - (Gl 3:27,28)3) Poder espiritual, (1 Pe 3:6). 3. Três exemplos negativos de esposas:






1) Eva, Gn. 2,17; 3. 6. Por causa da insubmissão de Eva, quanto àquilo que o Senhor havia dito, toda a natureza sofre os efeitos da queda. Não valeu a pena.






2) Mulher de Ló, Gn 19.17,26. A insubmissão desta esposa atraiu o juízo de Deus sobre si, ela foi transformada em um “monte de sal”. Dura coisa é viver ao lado de uma mulher, cuja atitude e comportamento são uma verdadeira salmoura.






3) A Mulher de Jó, Jó 2.8,9. Se Jó não tivesse raízes profundas em sua vida de compromisso com Deus, certamente ele teria esmorecido diante das palavras de morte de sua esposa. Há muitas pessoas que tem tudo para serem felizes, só não o são, por causa daquilo que vem sendo dito um para o outro dentro do lar. Não podemos nos esquecer que, “palavras tem poder para construir ou destruir”.






4. Dois bons exemplos de esposas:






1) Sara, I Pe 3.6. Se esta esposa não foi perfeita, foi virtuosa, porque jamais o Espírito Santo levaria Pedro a escrever sobre ela, de uma forma tão honrada, se ela não fosse uma “esposa virtuosa”.






2) Ana, I Sm 1.8-11. Dentre muitas mulheres que a Bíblia faz menção, esta é uma das que me chama atenção. Algumas qualidades de Ana: Humilde, Persistente, Confiante, Sensível, Grata, Íntegra.






2. O PRIMEIRO PASSO DA SUBMISSÃO:






1. Reconhecer o marido como líder “O Cabeça“ do lar, e levar todos os filhos a respeitá-lo como tal. (Ef. 5:23)






2. Quando a mulher não reconhece o marido como líder, ela passa a usar alguns meios para roubar-lhe a AUTORIDADE, competindo pela liderança. Quais os meios que uma mulher pode usar para roubar, interferir, diminuir a autoridade do marido?






• Através de horários, estas estabelecem hora para tudo e faz do relógio uma forma de “algema” para o marido.






• Através do sexo, Ouvi falar de uma mulher, que só tinha relação sexual com o marido, se ele pagasse em dinheiro






• Através de doenças que não existem, Você sabia que têm algumas mulheres que tem o hábito de reclamar de doenças, ou vivem dizendo que está doente. São pessoas que têm problema de “auto-piedade”, gostam que os outros tenham dó delas. Se estiver doente, é obrigação do marido, procurar médico, assistência para esposa, mas se a mulher está usando uma “estratégia enganosa” para enfraquecer a liderança do marido, esta atitude aos olhos de Deus é pecado.






• Através das lágrimas, Quando uma mulher chora demasiadamente, usando as lágrimas como “uma arma”, para impor algo, ela está revelando imaturidade. Uma esposa sábia jamais faria isto.






• Através da Espiritualidade, Certo pastor me contou que em sua igreja havia uma esposa, que quando queria forçar o marido a fazer alguma coisa, profetizava para ele. Essa atitude de brincar com o sagrado pode trazer sérios prejuízos para a família. Uma espiritualidade sadia, não brinca com as coisas do Espírito Santo.






• Através do Desperdício, Reconheço que muito marido é “excessivamente econômico”, porém, alguns fecham a mão, provocados pelo desequilíbrio no gastar das suas esposas. O equilíbrio financeiro depende não só do marido, mas também do equilíbrio da esposa.






•Através do Silêncio, O que dizer de um casal que consegue ficar uma semana, um mês ou um ano sem conversar dentro de casa. Para que isto não aconteça é bom lembrar-se do que Paulo escreveu aos Efésios: ”Quando estiverem irados, não pequem alimentando o seu próprio rancor. Não deixem que o sol se ponha com vocês ainda irados - resolvam isto logo.” Ef. 4: 26






• Através das ameaças de suicídio ou separação, Penso que nunca deveríamos falar aquilo que na verdade, não queremos que aconteça. Fico admirado com a facilidade com que algumas esposas dizem para o marido: “Desse jeito vou embora”, “Tenho vontade de tirar minha vida”, etc. Por pior que seja a crise, nunca devemos tentar apagar o fogo com gasolina. “Que exemplo esta mulher está dando às filhas?” (Ez. 16:44)2. O que a mulher demonstra ao reconhecer o seu papel?






1. Aceitação da vontade de Deus, 1 Jo 2.17. “Foi Deus quem baixou essa determinação regulamentadora da vida doméstica”. Rejeitar este principio, é não estar vivendo sob o senhorio de Cristo.






2. Profundo amor ágape, Tito 2.3-5.“As mulheres idosas, semelhantemente, sejam sérias no seu viver, como convém às santas, não caluniadoras, dadas a muito vinho. Então poderão ensinar as mulheres novas a amarem seus maridos e filhos.”Quando escrevi para os maridos, procurei ser objetivo e direto, quanto ao dever do homem de amar a sua esposa voluntariamente, incondicionalmente e sacrificialmente. Se a esposa espera ser tratada como eterna namorada, com romantismo, respeito, carinho, cortesia, atitudes de bondade, etc., ela tem toda razão. Porém, faço uma pergunta para as esposas: “O que vocês estão fazendo para merecer este tratamento?”Não é difícil cobrar, difícil é fazer aquilo que estamos cobrando do cônjuge. Muitas mulheres, depois que se casam, deixam morrer o “espírito romântico”, e passam a menosprezar aquilo que pode manter o casamento cheio de graça e vida. Alguém disse: “Quem tem na garagem um carro Vectra ou Omega, não sai à procura de fusquinha meio qualquer coisa...” Quem tem em casa uma grande mulher, não sai em busca de “mulherzinha sem caráter”.









[...] Muitas mulheres estão perdendo seus maridos, por não fazerem o mínimo necessário, para mantê-los conquistados. Muitas pessoas só conseguem dar valor ao que tem depois que perdem.Perguntas que podem ajudar as esposas que desejam melhorar:






• Como você demonstra seu amor para o seu marido? É impossível amar sem demonstrar quem ama, de alguma forma isto aparece.






• Como você trata seu marido na intimidade e diante das crianças e outras pessoas?






• Você o surpreende às vezes com atitudes românticas?

A Mulher Sábia Edifica a Sua Casa



[...]Lar doce lar.... Provavelmente quem já não ouviu esta frase antes? Ela se completa por si mesma, e é o alvo de muitas famílias. Esconde dentro dela uma realidade conhecida por poucos, a qual pode ser definida pelas palavras de Salomão: Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com suas próprias mãos (Provérbios 14:1). Em outras palavras, Deus está dizendo que a mulher precisa ter qualidades, das quais, depende o bom sucesso do seu lar. Não haverá um lar doce e feliz sem uma mulher sábia. Para confirmar medite sobre a vida da mulher Sunamita (II Reis 4:8-37).

A mulher sábia há de ter os olhos voltados para a obra do Senhor; v. 9

A mulher sábia há de ter contentamento; v. 13. Em Provérbios 30:21,23 somos informados que a terra se alvoroça... “com uma mulher aborrecida(sem contentamento, descontente com o que recebe de Deus) quando se casa." Algumas mulheres não precisam de muita coisa para se aborrecer. Se uma agulha se perde o mundo o ouvirá. Pense no descontentamento de algumas mulheres e em como isso afeta os filhos, e muito mais, o marido. Não poderá o marido viver alegre, afinal, quem deveria alegrar-lhe está sempre triste e reclamando. A Sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era uma sinal muito triste. Podia ela viver sempre aborrecida, mas não, ela estava satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria, ela prontamente recusou, alegando: Eu vivo feliz no meio do meu povo. Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeitava já era motivo de estar feliz.






Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Ao contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres. Tal foi o caso de Raquel, que numa condição igual a da Sunamita disse ao seu marido: Me dá filhos senão eu morro. Além de viver descontente culpa o marido pelo fato (Provérbios 30:15; 17:1).

A mulher sábia atrai as bênçãos do Senhor; v. 14-17

Sim, afinal, Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho (Hebreus 6:10). Os lares mais felizes e abençoados são aqueles onde a mulher edifica um espírito de contentamento e gratidão, pois, mesmo as bênçãos não pedidas e inesperadas chegam como recompensa do temor ao Senhor. Deus tem prazer em contemplar o desejo secreto. (...)Porque, vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes (Mateus 6:8). Veja a Sunamita. Mesmo sem pedir, Deus lhe deu um filho.






Uma mãe e esposa contente é uma mãe e esposa que espera em Deus, e é isso que ela deve transmitir aos filhos e marido.

A mulher sábia tem a confiança da sua família; v. 18-19

Como é bom ter alguém com quem podemos contar sempre. Veja o desespero desse velho homem quando seu filho ficou doente. Que poderia ele fazer com as dores do seu filho? Mas ele tem uma auxiliadora, e sabe que pode contar com ela. Sua ordem ao servo expressa isso: Leva-o a sua mãe. “E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos...”. O filho precisa de um colo e o marido de um ombro. Você é uma mulher assim? Seu marido pode contar com você nas horas mais difíceis? És tu um amortecedor dos impactos? Que assim busque ser.

Sua família precisa de você. O marido precisa de uma mulher em quem confiar, pois esse é o propósito de Deus para a esposa, ou seja, ser-lhe uma adjutora para que o coração do seu marido está nela confiado (Provérbios 31:11,12).

A mulher sábia não é alvoroçadora; v. 20-23

Este é o ponto X da questão para muitas mulheres.
“A mulher louca é alvoroçadora; é néscia e não sabe coisa alguma." (Provérbios 9:13).

Certamente não era esse o caso da Sunamita. O filho que recebera veio a adoecer e a morrer em seu colo. Poderia sair correndo, injuriando, amaldiçoando, e acusando seu marido pela fatalidade. Muitas mulheres são alvoroçadoras, ou seja, irrequietas, assustadas e barulhentas. O comportamento de mulheres assim nos dias de angústia faz da casa um verdadeiro campo de guerra. Sua agitação e gritaria causa tamanha confusão no lar que todos tendem a escapar de sua revolta.




A mulher Sunamita é sábia, e seu comportamento no dia da adversidade mostra uma calma impressionante que é fruto da fé verdadeira. Nenhuma palavra louca saiu de seus lábios. Imediatamente ela pensou em Deus, e foi logo falar com aquele que o representava. Do marido pede apenas algumas providências materiais, e para não abalá-lo, diz-lhe: Não se preocupe. De fato, quando a mãe e esposa tem seu coração confiado em Deus o lar goza calma. Sim, tudo o que Deus faz é bom!

1. O alvoroço de Sara trouxe Ismael ao mundo.
2. O alvoroço de Rebeca quase causou um assassinato (Gênesis 27:13).

Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. (Provérbios 21:19).

A mulher sábia confia seus filhos e marido apenas a Deus; v. 25

Enquanto a maioria das pessoas de seu tempo consultaria os ídolos (I Re 1:2) a Sunamita vai diretamente a Deus. É fato que o desespero tem feito muitas mães e esposas levarem sua casa para a idolatria, para os charlatões da fé, e para o espiritismo.




A Sunamita tem consciência de que somente Deus pode ajudá-la. Tinha tal confiança na bondade de Deus, que estava pronta para crer que Ele restauraria o que havia agora retirado. Finalmente o filho amado foi restaurado vivo à sua mãe. Colocar um filho nas mãos de Deus e tê-lo eternamente, não se esquecendo que também é seu dever fazer isto para seu marido.




[...]o esforço maior de uma mãe e esposa seja o de por seus filhos e marido nas mãos do Senhor. A mulher sábia jamais ficará desamparada:II Reis 8:1-6




A_poeta_do_Rei







sábado, 22 de outubro de 2011

A ESPOSA DE FINÉIAS E A TRAGÉDIA













“E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel, porquanto a arca de Deus foi levada presa e por causa de seu sogro e de seu marido. E disse mais: De Israel a glória é levada presa, pois é tomada a arca de Deus” (I Sm 4.20-22).

Em Siló morava a família do sacerdote Eli. Ele tinha uma idade de aproximadamente 90 anos, e seus dois filhos chamavam Hofni e Finéias, apesar de adultos e casados, não estavam preparados para substituí-lo em seu encargo sacerdotal. Os filhos de Eli não se importavam com o Senhor (I Sm 2.12), desprezando a oferta que era trazida pelos israelitas. Eles não esperavam que se queimasse a gordura, de acordo com a orientação divina para os sacerdotes e seus familiares, que comiam das ofertas.



Antes, mandavam que seus servos buscassem a carne crua, antes da oferta ser aceita pelo Senhor. Ora, tiravam da panela com um garfo de três dentes o pedaço que saísse. Isto contrariava todas as normas dadas pelo Senhor por meio de Moisés aos descendentes de Arão, da tribo de Levi, que foram separados para oficiarem com sacerdotes. [...]O povo já não suportava tal procedimento.
Não havia o temor do Senhor no coração desses jovens. Eles conheciam a verdade, a vontade de Deus e não a executavam. O texto sagrado diz que






“Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor... Porém, Eli já era muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que servia á porta da tenda da congregação” (v. 17-18). O sacerdote Eli não corrigiu os filhos quando estes eram pequenos e agora eles haviam se tornado ímpios e seriam julgados a qualquer momento pelo Senhor.



Chegou o dia em que Israel saiu á peleja contra os filisteus e se acampou junto a Ebenezer, uma pedra memorial, cujo nome significa: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Ali houve um primeiro ataque e morreram 4.000 homens de Israel. Então o povo pediu que trouxesse para o campo de batalha a 'arca da aliança', que simbolizava a presença de Deus entre o povo. E a arca foi trazida. O exército rompeu em brados de júbilo e “ressoou a terra” Os filisteus se atemorizaram com os brados e pensaram que estavam perdidos, pois o Deus de Israel estava no meio de seu exército. Eles lutaram bravamente e prevaleceram contra Israel. Mataram Hofni e Finéias, os filhos de Eli, que tinham ido ao campo de batalha para levar a arca da aliança. Os filisteus levaram a [...]arca consigo para suas cidades, como um troféu de guerra. Aquela era a sua maior conquista.


Israel sentiu-se desamparado. Sem a arca era como se estivessem sem Deus. Um dos guerreiros, que escapara da batalha, levou a notícia a Siló. Quando o sacerdote Eli ouviu que seus filhos eram mortos “ao trazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque já era homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos (I Sm 4.18).

A Bíblia não nos fala o nome da esposa de Finéias. Apenas nos diz que ela estava grávida, e o parto estava próximo. Ao receber a notícia da morte do marido na guerra, do sogro e que a arca tinha sido levada pelos filisteus, “encurvou-se e deu à luz; portanto as dores lhe sobrevieram” (v.19). Ela teve problemas no parto e veio a falecer. “Ao expiar, disseram as mulheres que assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou o menino “Icabô”, dizendo: “Foi-se a glória de Israel” (ISm 4.20-21).


A esposa de Finéias deveria ser jovem e bela e de família nobre, provavelmente da tribo de Levi. Deveria ser conhecedora da Lei, da vontade de Deus. Por conseguinte, ela deveria sofrer com o péssimo testemunho de seu marido e de seu cunhado.
Estava grávida, deveria ter sonhos para seu filho, como toda mãe tem. Seu filho também seria 'sacerdote'. Uma posição privilegiada em Israel. Uma posição de liderança e prestígio, mas de grande responsabilidade, pois estaria lidando com as coisas de Deus, e isto era muito sério. Provavelmente ela e seu esposo deveriam saber das palavras proféticas dadas por Deus a seu sogro. Eram profecias muito duras, que diziam que os descendentes de Eli morreriam na flor da idade, não haveria homens em sua descendência. Que se levantaria outra linhagem sacerdotal e a família de Eli teria de se humilhar para conseguir um pedaço de pão. O sinal que o Senhor havia dado era que seus dois filhos morreriam em um mesmo dia.
Não se pode brincar com as coisas de Deus. A Bíblia nos diz: “Deus não se deixa escarnecer porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6.7).



Ninguém ouse pensar que se possa driblar o Senhor ou “tapar os Seus olhos”. A falta de temor de Deus gera perdição e tragédia eterna.



Eli não disciplinou seus filhos quando eram pequenos, depois de grandes, isto era impossível. O tempo de plantar o temor do Senhor, a obediência e os valores do caráter no coração, e na infância. Esse tempo é precioso e o ensino é eficaz. Por diversas vezes, certamente, sempre que necessário, os pais deverão aplicar a vara da disciplina nos filhos pequenos. A vara é para criança, não para o adolescente ou jovem. Para estes é o diálogo franco, alertando para os perigos e contando com os frutos de uma boa semeadura feita na infância do filho. O bom filho será um bom esposo. Quem honra os pais saberá honrar ao Senhor. Será um pai exemplar, um marido carinhoso e trará felicidades aos que estão vivendo ao seu redor.


A esposa de Finéias não teve um bom marido. Pelo fato de ter mais de uma parteira para auxiliá-la, podemos perceber que era uma mulher rica. Ela deveria morar em uma casa confortável com todos os bens materiais; deveria ter boas roupas, boa comida, muitas jóias, mas faltava-lhe o essencial para uma descendência feliz e abençoada. Um marido temente a Deus. Toda a mulher que quer se casar precisa olhar que tipo de filho é seu futuro esposo. Se desejar uma decência abençoada, não se case com os “Finéias” que estão por ai.


Ao ouvir as tristes notícias das mortes dos homens de influência, a esposa de Finéias, entrou em trabalho de parto. Mas sua maior dor não foi por causa das profecias a respeito de seu marido e sua descendência, mas foi por causa da arca da aliança ter sido levantada pelos inimigos. Isto, sim era a tragédia maior. A nação agora estava desamparada, “foi-se a glória de Deus”, ela afirmou ao morrer.


O pior havia acontecido. Algo jamais imaginado pelo povo de Israel tornara-se realidade. Estavam órfãos de Deus. A arca simbolizava a presença de Deus e está não estava mais no meio do povo de Israel pela conseqüência do pecado dos filhos do sacerdote Eli. E ela deu ao seu filho o nome de Icabô, ou Icaode, que significa “foi-se a glória de Israel, porque a arca foi tomada” (I Sm 4.22). Quantas nações, igrejas e membros já perderam a glórias de Deus pela falta de temor.
A tragédia chegará, conforme a palavra profética, e a esposa de Finéias não suportou seu aperto. Morreu sob a dor da perda. Foi esmagada pelo peso da conseqüência do pecado familiar.


Embora a glória do Senhor houvesse se dissipado, Deus jamais abandonaria o Seu povo. A arca voltaria, mas era necessário haver uma mudança radical na vida da nação, que estava contaminada com a falta de temor de Deus e com o pecado. O homem que Deus havia separado para a restauração de Israel seria Samuel, filho de Elcana, homem temente a Deus, e de Ana, uma mulher de oração. O contraste entre o lar de Ana e de Eli estava nos filhos e na obediência a Palavra de Deus.


[...]O que trás a glória de Deus em nossas vidas é o temor, o ensino da Palavra, a oração e a separação do pecado. Não perca a glória de Deus, pois sem ela a morte é certa!



Shalom Adonai

Icabô ou Ebenézer?

(Juízes 17.6) “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto”.

[...] Não havia liderança em Israel. Não havia padrões de conduta. A Lei de Moisés não era considerada, não era obedecida. Prevalecia o individualismo. Cada um agia de acordo com a sua própria consciência. E como conseqüência de toda esta desordem, Israel sofreu uma expressiva 'derrota' na guerra contra os filisteus. Afinal é sempre isso que acontece quando se age “por conta, na força do braço”: Desordem, confusão e grandes transtornos.

UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO: A Arca da Aliança é tomada e Hofni e Finéas morrem: (I Samuel 4.10-11) “Então, pelejaram os filisteus; Israel foi derrotado, e cada um fugiu para a sua tenda; foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé. Foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias”. O sacerdote Eli também morre: (I Samuel 4.15-18) “Era Eli da idade de noventa e oito anos; os seus olhos tinham cegado, e já não podia ver. Disse o homem a Eli: Eu sou o que saí das fileiras e delas fugi hoje mesmo. Perguntou-lhe Eli: Que sucedeu, meu filho? Então, respondeu o que trazia as novas e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, houve grande morticínio entre o povo, e também os teus dois filhos, Hofni e Finéias, foram mortos, e a arca de Deus foi tomada. Ao fazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque era já homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos”.

ICABÔ: SEM NENHUMA GLÓRIA: (I Samuel 4.19-22) “Estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida, e próximo o parto, ouvindo estas novas, de que a arca de Deus fora tomada e de que seu sogro e seu marido morreram, encurvou-se e deu à luz; porquanto as dores lhe sobrevieram. Ao expirar, disseram as mulheres que a assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel. Isto ela disse, porque a arca de Deus fora tomada e por causa de seu sogro e de seu marido. E falou mais: Foi-se a glória de Israel, pois foi tomada a arca de Deus”. Para completar o trágico quadro, a mulher de Finéas morre e coloca o nome no filho de “Icabô”. “Icabô” significa “sem nenhuma glória”. “Icabô” é o desfecho de um processo de desobediência, insubmissão e corrupção. É chegar no limite. Sem qualquer força, disposição ou coragem. Quando se chega ao ponto de Icabô, acabou-se mesmo.

EBENÉZER: PEDRA DE SOCORRO: Depois de 20 anos, a história começa a mudar: (I Samuel 7.2-4) “Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de Israel dirigia lamentações ao SENHOR. Falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus. Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR”. O arrependimento é o começo de tudo. Debaixo da liderança de Samuel, os israelitas confessaram seus pecados e se converteram. Como conseqüência, eles obtiveram da parte de Deus uma estrondosa vitória sobre os filisteus. Nesse dia, Samuel levantou uma pedra e lhe deu o nome de “Ebenézer”: (I Samuel 7.12-14) “Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR. Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra eles todos os dias de Samuel. As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus”. “Ebenézer” significa “pedra de socorro”. “Ebenézer” é o desfecho de um processo de arrependimento e conversão.

[...] As duas palavras, “Icabô” e “Ebenézer”, tornaram-se históricas. Uma significa “derrota” e outra significa “vitória”. Elas estão “ativas” até hoje! Porém, somos nós que “determinamos” se queremos “Icabô” ou se queremos “Ebenézer”, pois uma exclui a outra. Qual é a sua escolha? Com Jesus em nossa vida Ebenézer sempre será uma grande realidade em nossa vida.



Shalom Adonai

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vale meditar? Medite...


[...]Em matéria de HERMENÊUTICA [1. Interpretação do sentido das palavras. 2. Arte de interpretar leis, códices, textos sagrados], bíblica, eu sempre busquei encontrar qual o real sentido e compreensão que se deve atribuir a um dos assuntos certamente infinitamente complexo, o qual, ao meu ver e é tratado de uma forma taxativa em numerosos círculos religiosos cristãos, a saber, a questão do divórcio.

Eu particularmente, me apoio a idéia de que casamento não se resume somente ao sexo, sempre enxerguei com uma "certa reserva" o rigor e o extremismo em se conceber a ruptura conjugal (além do falecimento), unicamente na hipótese da relação extra-conjugal, visto que, segundo creio, o casamento consiste numa aliança sagrada (pacto, compromisso) alicerçado em valores INFINITAMENTE MAIS IMPORTANTES QUE O SEXO.

Seria realmente estranho, concluir-se precipitadamente em apego ultra-restrito a "algumas" das palavras vertidas pelo Cristo, e ainda destoando da sua devida conotação histórica, criar-se uma corrente e um cadeado chamado ‘sexo’ a nos prender em escravidão ao cônjuge enquanto outros valores de maior sublimidade seriam desconsiderados? Ou, ainda que postos em segundo plano, nessa equação chamada fidelidade, justamente contrariando aquilo que a Bíblia, de maneira cristalina e global considera de mais precioso, o Amor, o respeito, o companheirismo e assistência recíprocas, etc.

Pois bem Temos informações através dos notciarios de TV de situações em que o marido espanca a sua mulher, outros que NÃO zelam pelo sustento da família, outros que são indiferentes ao bem estar emocional, psicológico da consorte. Enfim, abusos de toda sorte, indiferença, constrangimento, coação e injustiças sob os mais variados ângulos.

Poderia estes maridos (ou melhor, opressores) serem considerados como infratores aos votos conjugais? Decerto que sim, conquanto não tivessem necessariamente incorrido na não menos inditosa infidelidade sexual? Assim, incorreram estes no adultério "Espiritual", que certamente, detém enorme seriedade de impacto numa união.

O que é inegável e se deve nutrir e exaltar no matrimônio é o princípio denominado DIGNIDADE... O casamento existe para ser honrado na plenitude da sua dignidade, pois ele tem as marcas e fundação divinas. É instituto edênico, ladeando o santificado sábado...


Ademais, considerando a realidade, desde quando ingressei na igreja, SEMPRE me chamou a atenção, e me deixou inquieta o texto de Mateus 19:9, quando o nosso Jesus Cristo se refere a uma tradicional PRÁTICA SOCIAL ENTRE OS JUDEUS chamada de "REPÚDIO", in verbis: "Mt. 19.9 “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério."

Neste diapasão, foi que busquei pesquisar sobre o assunto, mas a severidade da religiosidade a cada informação confesso não ficava a vontade. Até que fui agraciada pelo texto que recebi de meu esposo pr. Eliel. E o qual considero muitíssimo esclarecedor e seguramente afinado à minha posição, longe de representar suposta presunção a preponderar sobre a verdade e graça de Cristo, pelo contrário, apresentando-se, segundo creio, em inerrante harmonia com a verdade.


Aos que puderem, recomendo a leitura Jesus x Lei: Repúdio, Divórcio postagem anterior, e, se quiserem estejam livres aos comentários.

Shalom Adonai

O DIVÓRCIO, A LEI E JESUS




[...]O divórcio e um novo casamento são tópicos de muita discussão. O propósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude da igreja frente a um novo casamento em vista do real sentido de termos originais hebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre “repúdio” e “divórcio”. “A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17). Receberão graça os que estão sofrendo a tragédia matrimonial, como descreve a lei no Novo Testamento? Afirmamos que a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo! Então, como superabundará a graça àqueles que têm sofrido a tragédia de um fracasso matrimonial e um subseqüente divórcio?

Cristo não só ensinou com palavras, mas também com Sua vida. Ele deu novas idéias a Seus seguidores, rejeitou o antigo ditado popular de “olho por olho” realçando o amor, não a si mesmo, mas ao semelhante, tirando a mulher da condição de “objeto” para ser reconhecida como pessoa. Ele também ensinou a respeito da velha lei judaica.

Quando estudamos o que Jesus disse a respeito do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimônios desfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no que se refere à lei do divórcio. Mas, o que há acerca de Suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que dizem suas palavras? “Todo aquele que repudiar sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a repudiada pelo marido, também adultera”. Podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço de Jacó para Samaria a fim de que Dele testemunhasse. Mas Suas palavras acaso negam suas ações? Acaso as pessoas divorciadas que voltam a desposar alguém viverão por isso em adultério? Estarão proibidas, desse modo, de servir a Cristo?

Também precisamos dar ouvidos às palavras do apóstolo Paulo em I Timóteo 3:2 (“Mas é necessário que o ministro seja irrepreensível, marido de uma só mulher. . .”). O texto fala de uma pessoa que se divorciou e se casou novamente? Neste aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “Porém, mais fácil é passar céus e terra, que se mude ou tire um só til da lei. Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a mulher repudiada, também adultera” (Lucas 16:17, 18).

Ele é conciso. Mas Jesus deixou claro que o Velho Testamento tinha algo significativo a dizer. Quando questionado pelos fariseus no evangelho de Marcos “se era lícito um marido repudiar a sua mulher” (Mar. 10:2) Jesus respondeu: “O que ordenou Moisés?” (Mar. 10:3). Eles responderam: “Moisés permite dar carta de divórcio e repudiá-la” (Mar. 10:4). Existia uma lei.

A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4 e era nesse contexto que Jesus vivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitido dar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher. Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem. Contudo, antes dessa carta de divórcio ser-lhe dada, a ela não se permitirá casar novamente. . .” (Antigüidades dos Judeus, “The Life and Work of Flavius Josephus”, Livro IV, Cap. VIII, Sec. 23, pág. 134; trad. The Woman. Whiston; Holt, Rinehart e Wiston, N.Y.).
Eis a lei de que trata Deuteronômio: “Quando algum homem tomar uma mulher e se casar com ela e não se agradar por haver achado nela algo indecente, lhe escreverá uma carta de divórcio e entregará em suas mãos, e a mandará embora de casa. E saindo de sua casa, poderá casar-se com outro homem” (Deut. 24: 1 e 2).

A lei ainda vigorava ao tempo de Cristo. Portanto, devemos tratar com os “códigos da lei”. A Bíblia fala unicamente de um divórcio. Deus disse e o fez. Em Jeremias 2, Deus lembra a Judá que estava procurando problemas. Israel havia sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse Judá de que havia testemunhado a infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus havia despedido e dado carta de divórcio a ela, e nem assim se arrependera (Jer. 3:6-8). Houve outras coisas que os homens fizeram com suas esposas. Muitos homens se casavam com mais de uma mulher e não se incomodavam em pensar em divórcio. Alguns foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Esaú, por exemplo. Heróis das revoluções de Deus, mas também produto de suas culturas.

Se eles não se divorciavam, que faria um homem de sua época com sua esposa, quando resolvia casar com outra? Deixava-a de lado? Há uma palavra para isso no Velho Testamento, o termo hebraico shalach. É diferente da palavra hebraica para divórcio, que é keriythuwth, e que significa literalmente “incisão”, “corte do vínculo matrimonial”. O divórcio legal foi escrito como se pede em Deuteronômio 24, e o novo matrimônio permitido, shalach, é normalmente traduzido como “repudiada”. As mulheres eram “repudiadas” quando seus maridos se casavam com outras mulheres, repudiadas para estarem disponíveis se alguém delas necessitassem ou as quisessem. Repudiadas para serem daí simples propriedades, como escravas, ou repudiadas em total isolamento. Aquele foi um tempo cruel para a mulher. Elas eram repudiadas para favorecimento a outra mulher, mas não lhes era dada carta de divórcio e, conseqüentemente, tampouco tinham o direito de se casar novamente. Esta palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentado por mulheres que foram “repudiadas” podem ser vistas nesta palavra hebraica shalach, descrita no Langenscheid Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969), que assim expõe:



A fé cristã tomou raízes e floresceu numa atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram tomadas como presentes e direitos e onde a escravidão e a inferioridade da mulher eram quase universais, enquanto que a superstição e as religiões rivais com toda classe de falsas reivindicações existiam em todo o mundo.


Deus não gostava que “fossem repudiadas”. O profeta Malaquias com seu coração quebrantado instou com o povo de Deus para deixar essa prática. Ouçam Malaquias a implorar com eles. A palavra traduzida por “repudiando” em Mal. 2:16 não é a palavra hebraica para “divórcio”, que é shalach (repudiar): “E direis: Por que? Porque Jeová tem testificado entre ti e a mulher da tua juventude, contra a qual tens sido desleal, sendo ela tua companheira e a mulher do teu pacto. Não os fez um, havendo abundância de espírito? E por que um? Porque buscava uma descendência para Deus. Guardai, pois, em vossos espíritos e não sejais desleais”.
Mas Jesus veio, e Suas palavras não negaram Suas ações. Ele falou disso quando declarou: “Todo o que repudiar sua mulher, e se casar com outra, adultera; e o que se casa com a repudiada, adultera” (Luc. 16:18). Todo o que assim fizer, comete adultério! Esta prática era cruel e adúltera, mas não era o divórcio.
O termo do Novo Testamento traduzido na versão King James como “repudiar” é uma forma da palavra grega apoluo. Este é o termo em grego, língua do Novo Testamento, semelhante ao hebraico shalach (deixar, ou repudiar). Existe uma palavra hebraica no Velho Testamento para divórcio, keriythuwth, e uma palavra grega do Novo Testamento, apostasion. O Arnd’t Gingrich Lexicon, do Novo Testamento, cita o uso da palavra apostasion como termo técnico de uma carta ou escritura de divórcio que remonta a 258 AC. Apoluo, termo grego com o sentido de “deixar de lado” ou “repudiar”, não significa tecnicamente divórcio, apesar de amiúde ser usada sinonimamente. Naquela era de total domínio masculino, os homens geralmente tomavam outras esposas e não davam carta de divórcio quando as abandonavam, e casavam-se com outras. A lei judaica que requeria carta de divórcio (Deut. 24:1, 2) era por demais ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, o que importava? Se um homem “repudiava” (apoluo) sua esposa e não se incomodava em dar-lhe carta de divórcio, quem iria se opor? A mulher?

Jesus tinha algumas objeções a isso. Ele disse: “É mais fácil que passem os céus e a Terra do que não cumprir-se um til da lei” (Luc. 16:17). E disse mais: “Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa com outra, adultera; e aquele que se casa com a mulher repudiada, adultera” (Luc. 16:18).

A diferença entre “repudiar” e “divorciar”, entre o grego apoluo e apostasion, é séria. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, desprovida do direito básico do matrimônio monogâmico. Apostasion significava que o casamento havia terminado, o que permitia um matrimônio legal subseqüente. No papel existe a diferença. E a mulher que havia saído de casa, podia ir-se e casar com outro homem (Deut. 24:2). Essa era a lei. Como começamos a ler “todo aquele que se divorcia de sua mulher” nos lugares onde Jesus literalmente disse: “todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?" Existem outras passagens, além de Lucas 16: 17, 18, em que Jesus tratou deste assunto. Tais passagens incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde é dito que Jesus deixou firmada a mesma lei para homens e mulheres), e em Mateus 5:32. Jesus empregou uma forma da palavra apoluo 11 vezes e em todas elas proibiu o apoluo--repúdio. Ele nunca proibiu o apostasion, carta de divórcio, requerida pela lei judaica.
Deveria a palavra grega apoluo traduzir-se como divórcio? Kenneth S. Wuest, na sua tradução ampliada do Novo Testamento, sempre traduziu “repudiada” ou “deixada”, mas nunca “divorciada”. A versão antiga e literal da American Standard Version (em inglês) sempre traduziu como “deixar”. A versão King James traduz “deixar”, e Jesus a emprega umas onze vezes. O número onze parece ser a fonte do problema. Em 1611, os tradutores da King James num trecho grafaram “divorciada” em lugar de “repudiada”, ou “posta de lado”, ou “deixada”. Em Mateus 5:32 escreveram “e todo aquele que se casar com uma mulher divorciada comete adultério”. A palavra não é o termo grego apostasion (divórcio), mas uma forma da mesma palavra grega apoluo a qual não inclui a carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente, ainda estaria casada.

Mateus 19:3-10 fala que os fariseus perguntaram a Jesus sobre este assunto, dizendo: “Assim, que não sendo dois, mas uma só carne; portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem” (vs. 6).

Eles então perguntaram: “Por que Moisés ordenou que se desse uma carta de divórcio (apostasion) ao repudiar a mulher?” (vs. 7). Jesus replicou: “Por causa da dureza dos vossos corações” (vs. 8). O primeiro direito humano básico que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Os direitos humanos estavam dirigidos só para os homens nesses dias. Jesus mudou isso. Ele requereu obediência à lei e direitos iguais no matrimônio para a mulher. A graça superabunda em Cristo.

Jesus disse àqueles homens que, quem repudiasse a sua esposa e se casasse com outra, cometia adultério! ADULTÉRIO!!! A lei (Deut. 22:22) se refere à pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem quanto para a mulher. Esse era um fato amargo para os homens que faziam com suas mulheres o que bem queriam. Mat. 19:10 nos dá a saber o seguinte: Se é essa a condição do homem com sua mulher, não convém casar-se”. Eles não viviam numa cultura em que se esperava que o homem vivesse com uma só mulher pela vida toda, que direitos iguais fossem dados caso o casamento não perdurasse.
Como começamos a ler “a todo aquele que se divorcie de sua mulher” naquelas citações em que Jesus diz literalmente: “a todo aquele que abandone ou repudie a sua mulher?”

Parece que o lugar onde constava apoluo foi traduzido erroneamente por “divórcio” e em 1611 começou todo o processo. A Versão Americana Stardard corrigiu o erro em 1901. Não chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest foi cuidadoso em evitar citações erradas como temos notado acima. Mas quase tudo o que tem saído do prelo tem sido influenciado pela Versão Bíblica King James, e ainda os léxicos gregos e tradutores mais modernos parecem ter-se deixado influenciar pela ocorrência da tradução de apoluo como “divórcio, ainda quando o significado da palavra não inclui um divórcio escrito (apostasion). Isso, por tradição, nos é ensinado a ter em mente, ainda que nossos olhos leiam “repudiar” na Versão King James. Seria o divórcio escrito a solução para a prática cruel de “repudiar’, como indica Deuteronômio? O Capítulo 24 de Deuteronômio é uma evidência de que tal como Deus atentou às queixas do povo no Egito e propiciou liberdade de sua escravidão, Ele também considerou as súplicas das mulheres que eram como escravas dando-lhes liberdade do abuso por meio da trágica necessidade do divórcio; trágica porque termina com algo que nunca deve terminar-o matrimônio; necessário para proteger as vítimas daqueles que não obedecem às regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária originalmente porque o homem “repudiou” a mulher, colocando-a entre matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.


O Divórcio é uma Tragédia!


O divórcio é um privilégio concedido como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que, contudo, pode ser abusado. Divórcio não é um quadro bonito na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um sentimento profundo de haver falhado, perda da auto-estima, crítica de familiares, dificuldades para cuidar dos filhos e muitos outros problemas que defrontam os divorciados.
O divórcio poder ser mais traumático do que a morte de um cônjuge. A morte de um esposo(a) é dura de suportar, mas um cônjuge morto não volta novamente. Como via de regra, o divorciado volta, e assim se prolonga a situação. O divórcio é, porém, ainda como ao tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia! É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva em propiciar preparo para o matrimônio. Devemos estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, pois tais ações não impedem o rompimento dos casamentos. Quando os pares permanecem juntos só pela preocupação com a notoriedade atraída pelas leis do divórcio, e pela “segurança dos filhos”, isto pode resultar em tragédia. Desastrosos triângulos matrimoniais, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências comprovadas de matrimônios falidos, mas não terminados.

Que opção mais tenebrosa! Um lar destruído é uma tragédia, mas nunca duvide de um homem jovem que ponha uma pistola na boca e termine seu matrimônio, a alternativa que encontrou para o divórcio. Sua igreja havia proibido o divórcio.
Nosso alto índice de divórcios não é o problema real. O fracasso nos matrimônios vem primeiro, e logo depois o divórcio. O índice de divórcios é somente um indício de nosso elevado índice de maus matrimônios. Para corrigir isso, devemos fazer mais do que falar contra o divórcio. Parece difícil para a igreja ser construtiva em prover preparação para o matrimônio e reforçá-lo. Nisto é que se acha nosso desafio! Pode uma pessoa divorciada ser ordenada como diácono ou pastor?
O apóstolo Paulo, um homem culto, conhecia a palavra grega para o divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Ele também sabia que Cristo aceitaria qualquer um, mesmo ele, o “maior pecador” (I Tim. 1:15). É inadmissível que pastores e diáconos tenham muitas esposas, esposas escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, que tinham o bonito título de poligamia, era adultério. Paulo rejeitava tais pessoas como líderes na igreja. O pedido da carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher e, além disso, é necessário que o ministro seja “irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, honrado, hospedeiro, apto para ensinar”. Ele rejeita a poligamia, não o divórcio.
Apesar do sério abuso, a lei do divórcio (Deut. 24) ainda tem validade. O divórcio é uma solução radical a problemas matrimoniais insuperáveis. Isto acaba com todas as esperanças de que o matrimônio deva ser conservado, e declara publicamente que está falido. O pecado relativo a essa falência deve ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda maldade” (I João 1:9). Isto também inclui o perdão para a falência do matrimônio.

Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, que provém da lei, provê um benefício de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel, poligamia adúltera, e os caprichos dos homens de coração duro. Não existe algo de tão grande impacto como “desejo divorciar-me de você”, não é verdade? O divórcio declara o término legal do casamento, e havendo qualquer situação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a se casar. O divórcio rompeu a aliança matrimonial e todo o controle sobre a esposa anterior. O divórcio requeria estrita monogamia e prevenia contra o término unilateral, preservando o direito fundamental de casar-se. O divórcio faz o mesmo hoje em dia. Abandono, negligência, deserção, ou como se queira chamar ao coração duro que deixa sua mulher por outra mulher, sem divorciar-se, foram estão probidos pelo Senhor Jesus Cristo (Mat. 19:9; Mat. 5:32; Mar. 10:11,12; Luc. 16:18). Por séculos, muitas das comunidades cristãs têm interpretado estes ensinamentos de Jesus como:

1. O divórcio está absolutamente proibido, ou melhor, está permitido somente no caso em que se admita ou comprove adultério.

2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.
3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.
4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono ou pastor.

Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e baseiam-se na passagem em que Jesus nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numa passagem em que Paulo também não empregou tal palavra. A palavra que Jesus empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qual tratava, não o divórcio.
Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir numa igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como pode ser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Cristo na Terra, para ser e servir como a pessoa de Cristo? Cristo, que uma vez levantou a voz por Jerusalém, deve olhar para baixo e levantar a voz por nós. Ele veio e chamou a Simão, o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um servo rejeitado em Roma, um par de incompatibilidades tais como se pode encontrar hoje, mas os pôs para trabalharem juntos na construção de Seu Reino. Logo, eles foram para Samaria, e Jesus mostrou-Se diante de uma mulher de antecedentes de fracassos matrimoniais, e a enviou para compartilhar da revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele deve levantar a voz quando nos vê desperdiçar tempo tratando de calcular quem podemos proibir de servir em Sua igreja.

Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos de nossos amigos divorciados têm medo de nossas igrejas. Entendem que o que ensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia indica. Podemos estar corretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Cristo? Se assim for, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores.

As únicas pessoas que Jesus sempre rejeitou foram os que queriam justificar-se a si mesmas, os religiosos “justos”. Está correta nossa compreensão de suas palavras simplesmente porque não se harmoniza com a sua vida? As pessoas divorciadas são merecedoras de verdadeiro respeito! Por séculos têm-se excluído essa gente das congregações e do serviço, do gozo e da igualdade, até mesmo da salvação, seres humanos pelos quais Cristo morreu. Se é ou não o divórcio um pecado, esta atitude preconceituosa sem dúvida o será! Conceda-nos o Senhor Sua graça para mediar a misericórdia de Cristo para os divorciados.

por Walter L. Callison

terça-feira, 4 de outubro de 2011

FOFOCA [Levítico 19:16-19]









[...]Penso que o motivo real pelo qual Deus nos deixa transmitir algo sobre a "fofoca", é que esse problema de maneira nenhuma nos é estranha. Observe:Nós não somente ouvimos fofocas, também as espalhamos. E nós mesmos muitas vezes fomos vítimas delas.
E creia: Todas as três coisas doem ao Senhor da mesma maneira!

Quando conto adiante algo que eu deveria ter guardado para mim, normalmente o justifico com as palavras: "Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte problema..."[Isso é fofoca]Porque, normalmente não oramos, mas falamos muito sobre o problema e a pessoa. Naturalmente sempre é altamente interessante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra? Cuidado é fofoca!

O que é fofoca?
Por ocasião da nossa conversão a Cristo, deixamos os "Grandes Pecados" como por exemplo, mentir, roubar, beber, enganar, vícios, elencar aqui nome dos pecados não ameniza não a escla de pecado. Pecado é Pecado. Começamos a passar nosso tempo com 'novos amigos', falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida, e sobre o que acontece à nossa volta. Complemente inofensivo(?)É o que pensamos. Mas, observe por outra óptica! Quantas vezes essas conversas estão cheias de julgamentos, de boatos, de "ouvi dizer"[...] escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão!

A bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um "pequeno pecado", como muitos pensam. Na bíblia está escrito: "[...]a boca perversa, aborreço" (Prov. 8:13). Deus nos ordena: "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo." (Lev. 19:16). Ele também diz: "[...]aprendam também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem." (I Tim. 5:13).
E no Salmo 101:5, Deus diz: "Ao que as ocultas calunias o próximo, a esse destruirei." Deus é de opinião que pessoas tagarelas não o reconhecem, estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles que fazem tais coisas, sabem que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a fazê-las e até a animar outras a pratica-las (Rom. 1:28-32).

Além disso a fofoca não precisa ser obrigatoriamente mentirosa. Muitos pensam: "O assunto é verdade, por isso posso contá-lo a todos."
Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos pode Ter efeito ainda mais funestos do que falar in_verdade.
A seguinte definição de "fofoca" deixa isso claro: Falar algo de alguém em sua ausência é fofoca, e quando o que é dito não contribui para a solução do problema da pessoa em questão.

Orientação na Bíblia
Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essa pessoa e a nenhuma outra! (Mat. 18:15e16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar a respeito a outros? O que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir o irmão ou a irmã à comunhão com Deus. Poderíamos mostrar o ponto escuro em sua vida, e que o Senhor gostaria tanto purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outro passo. "Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, com espírito de mansidão; e guarda-te para que não sejais também tentado." (Gal. 6.:1)





Envolver outros
Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra [...]área em que devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu teu amigo, e este te falar da sua dor, provavelmente ficarás ofendido por simpatia por ele. Então também te sentes ofendido e talvez venhas a ficar bravo com a pessoa que fez tal coisa ao teu amigo. Mais tarde é possível que os dois se reconciliem, e tudo estará perdoado e esquecido. Mas um problema permanece: Tu continuas amargurado! Pensa: Quem semeou a magoa é igual ao que a produziu!
Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. [...]CUIDADO!Vês, é complemente injustificável envolver outros em tuas mágoas. Não temos o direito de ir a outro, exceto a Deus e aquele que nos ofendeu.

A diferença entre Aconselhamento e Fofoca
Muitas vezes, fofoca e difamação são camufladas como "aconselhamento espiritual". Nada existe de condenável no aconselhamento espiritual. Veja bem se realmente O conselheiro espiritual, tiver discernimento e temor, um conselheiro espiritual deve um cristão maduro, que te exorta numa vida espiritual e fale sobre reconciliação, que aponta seu pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão, e não fica logo amaciando a sua ofensa. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a tua.



Na grande maioria, nem procuramos seriamente uma solução, quando falamos com alguém sobre um problema, buscamos somente um ouvinte compassivo, que também por ventura possa defender nosso ponto de vista. Isso não trata a alma. Principalmente não agrada a Deus!





Parece-nos indiferente, quantas divisões provocamos, se assim pudermos atrair pessoas para o "nosso lado". Isso através de uma visão distorcida de nós e do outro."Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projeto iníquo, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos." (Prov. 6:16-19)




"Mas estou somente ouvindo!" [CUIDADO, ouvir não edifica aquele que ouve. Torna-o, cúmplice!]
Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é grave quanto a espalhar. Mas isso não é verdade! Deus diz: "O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna." (Prov. 17:4).



Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: "Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?" Sim, porque lhes damos ouvidos?! Porque estamos tão rapidamente dispostos a acreditar o pior?





Na bíblia está escrito: "(o amor) tudo espera" (I Cor. 13:7). Porque não respondemos educada mas decididamente: "Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo, que eu nem deveria ouvir. Você deveria conta-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não."



Algums exortações desse tipo,mataria o germe do mexerico e isso impediria das pessoas vir a ti com sua conversa tendenciosa. Talvez, assim também as estimule uma vez a pensar sobre coisas mais importantes que os assuntos de outras pessoas. A bíblia nos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: "O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre seus lábios." (Prov. 20:19)

Um sinal de maturidade
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo." (Mat. 12:36).
Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos glorificar a Deus, ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim, unicamente a que for boa para edificação." (Ef. 4:29).



Freqüentemente não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto, de uma das características de um cristão maduro. Tiago diz: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." ( Tiago 1:26). Sabemos que o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificar desse modo nosso comportamento errado.







MEDITE: Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe: se conseguir nos dividir , estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar, antes de falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofoca ou espalha-la! Isso é possível pela graça de Deus, e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez tenhamos que pedir desculpas a algumas pessoas. Faça! Talvez será preciso revelar amarguras para poder vir a ser curadas. Vá primeiro a Deus e deixa Ele ordenar/dirigir/imprimir AMOR & PERDÃO em teu coração! Ele também te dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7)





A_poeta_do_Rei

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OS DEZ MANDAMENTOS PARA A ESPOSA





I. Amarás o senhor teu Deus de todo o teu coração, e a teu marido somente um pouquinho a menos do que amas a Deus (Dt 6.5);





II. Alegremente te submeterás a teu marido, tua cabeça, como ao Senhor (Ef 5.22);





III. Guardarás tua língua com toda diligência, tendo o cuidado de abençoar teu marido e nunca discutir abertamente detalhes íntimos do relacionamento amoroso (Pv 31.26, 11.16);





IV. Conservarás um coração alegre em tudo que tiveres de fazer durante o dia (Pv 17.22);





V. Afastarás de ti uma natureza ciumenta ou egoísta (Pv 6.34);





VI. Preferirás teu marido a qualquer outro (nunca comparando diminutivamente a outros homens) e sinceramente o admirarás e reverenciarás (Ef 5.33);





VII. Diligentemente manterás o teu lar e a ti mesma atraentes, lembrando que não deves somente ganhar o amor do teu marido, mas também conservá-lo (Pv 31.27);





VIII. Darás valor às tuas virtudes femininas mais do que a própria vida (Pv 12.4);




IX. Inspirarás a teus filhos um amor, respeito e reverência a seu pai (Pv 22.6);





X. Não serás ranzinza (Pv 25.24).


Os Deveres da Esposa Cristã





“O fato de ser mulher não faz de você um tipo de cristão diferente, mas o fato de ser cristã faz de você uma mulher diferente”.

1. Ser submissa ao seu marido em tudo, assim como a igreja é submissa a Cristo (Ef 5.22-24; Cl 3.18; 1 Pe 3.1-6; Tt 2.5)

Os princípios da Palavra de Deus são eternos. A esposa deve se sujeitar espontaneamente à liderança do marido. Todo cristão tem a responsabilidade de “sujeitar-se” (hypotasso) a alguém, independentemente de sua posição na vida: Os cidadãos devem se submeter ao governo (Rm 13.1,5; 1 Pe 2.13; Tt 3.1); A igreja está sujeita a Jesus (Ef 5.24); Os servos devem se sujeitar aos seus senhores (Tt 2.9; 1 Pe 2.18); Os cristãos jovens devem ser submissos aos mais velhos (1 Pe 5.5) e “do mesmo modo” a esposa deve submeter-se ao seu marido.


Deus estabeleceu o marido como o cabeça da família (1 Co 11.3; Ef 5.23); aquele que tem a responsabilidade de liderar e exercer a autoridade. A resposta correta a essa autoridade é submissão voluntária. A esposa não se rebaixa sendo submissa ao marido, mas demonstra a nobreza do seu caráter, assim como fizeram Sara e outras mulheres piedosas dos tempos bíblicos (1 Pe 3.5). Esta submissão é devida ao marido, sendo ele cristão ou não (1 Pe 3.1,2). É Deus quem ordena isto (1 Pe 3.5,6).

Esposo e esposa são iguais em Cristo (Gl 3.28; 1 Pe 3.7), porém há diferença de papéis no lar. A submissão não significa ser inferior ao homem, ou que a mulher tem menos valor dentro da família, mas sim que, dentro do lar, o marido foi colocado por Deus como sendo a autoridade final.


A mulher foi colocada na família como auxiliadora (Gn 2.18) e quem ajuda não é o chefe, mas sim, o auxiliar. Neste sentido temos que dizer que a mulher não foi chamada para exercer a liderança (1 Co 11.8-10; 1 Tm 2.11-14).


A mulher que ocupa um cargo de liderança em seu trabalho não pode simplesmente achar que em sua casa poderá liderar da mesma forma. Uma senhora crente foi entrevistada na televisão, a entrevistadora perguntou: Quem é que manda em sua casa? Ela respondeu: Meu marido. A comentarista continuou, e quem decidiu? Ela respondeu: Eu. Fui eu quem decidiu quem seria o chefe lá em casa. Ele é “o cabeça” da nossa família.

Submeter-se nas decisões. As decisões na família devem ser conjuntas, mas em caso de divergência a decisão final é do marido; as esposas devem consultar seus maridos antes de tomar uma decisão, evitar criticar as decisões do marido e não se rebelar diante delas. Como você tenta convencer seu marido de alguma coisa? Você insiste no seu ponto de vista até ele se cansar e fazer o que você quer? Você age de forma independente, sem consultar o seu marido? A mulher não pode mudar o marido! A única coisa que pode fazer é mudar ela mesma e a forma como reage a seu marido. Mudar os outros é algo que depende deles e de Deus.
Submeter-se não é ser escrava, nem perder sua opinião nem sentir-se inferior, mas aceitar o papel que Deus lhe deu, agindo com prudência, humildade e inteligência.

Razões para submeter-se:
• Por amor e reverência ao Senhor, a esposa deve acatar seus mandamentos. Somente sendo uma crente fiel e cultivando uma vida cheia do Espírito ela poderá submeter-se ao marido.


• Para dar bom Testemunho. A esposa crente que se submete ao marido é diferente das esposas que não temem nem amam ao Senhor. Essa diferença poderá ser a porta para um testemunho evangelístico.

Como todo mandamento de Deus a submissão nos traz também a Sua benção pela obediência:
• Uma mulher submissa tem de seu esposo a PROTEÇÃO E SEGURANÇA;
• Através da submissão a mulher alcança realização pessoal, pois este é seu papel;
• A submissão leva a uma deliciosa HARMONIA NO LAR.
• Quando a mulher é submissa, se torna exemplo para as mais novas e para o mundo.
• A mulher se transforma em verdadeiro exemplo como mãe e esposa aos filhos, lembrando que eles reproduzirão seu comportamento.

2. Respeitar o marido (Ef 5.33b).

A palavra traduzida por “respeitar” neste texto é também traduzida por “temer” (At 10.2,35; 13.16,26; 1 Pe 2.17). A esposa deve mostrar respeito pelo marido como líder na relação, assim como a igreja respeita Jesus como seu líder (Ef 5.24).


Sara é um exemplo citado do tipo de respeito que a esposa deve ter pelo marido. Ela não só obedeceu a Abraão, mas também o chamava de “senhor” (1 Pe 3.6; Gn 18.12). “Senhor” indica um coração pronto para responder em obediência e respeito. A implicação deve ser que ela obedecia a Abraão porque o honrava como “senhor”, não no sentido divino, mas no sentido humano daquele que tem a autoridade.


A esposa deve falar do marido de forma respeitosa, principalmente diante dos filhos e de outras pessoas. Não como Abigail, que apesar de livrar a pele de seu esposo Nabal, falou de maneira desrespeitosa acerca dele (1 Sm 25.25).

3. Ser uma auxiliadora para seu marido (Gn 2.18).

Esta é a finalidade pela qual a mulher foi criada (1 Co 11.8-9). Nenhum cônjuge deve servir a si mesmo de maneira egoísta, mas deve servir ao outro. Isto é principalmente verdadeiro para a esposa. Ela deve estar ao lado (não é abaixo nem acima) do marido. Para que isso se torne uma realidade em nossa vida, é necessário que haja uma dose de desprendimento, carinho, renúncia e acima de tudo MUITO AMOR.

A mulher é uma auxiliadora do marido:
a) No sentido afetivo: é a mulher de um só homem, o seu marido e se entrega a ele com amor e inteireza de coração.
b) No sentido social: contribui no sentido de conservar a imagem do seu marido como um homem de bem diante da igreja e da sociedade.
c) No sentido profissional: dá ao marido o apoio que lhe falta por parte dos amigos, levando-o a superar as crises de maneira positiva.
d) No sentido espiritual: ora por ele e estimula a sua fé. O auxilio espiritual da mulher cristã pode e deve oferecer ao seu marido, é tal qual um investimento cujo retorno se dará sem demora.

3. Tomar conta da sua casa (Tt 2.4-5; 1 Tm 5.14; Pv 14.1).

Não é uma proibição ao trabalho feminino, mas uma indicação da sua responsabilidade quanto à boa ordem da casa. Se ela trabalha, tem empregada, contrata diarista, mas a responsabilidade de gerenciar sua casa é dela (1 Tm 5.14,15).



As esposas devem ser prudentes, sensatas, tendo como prioridade satisfazer as necessidades de sua família (Tt 2.5). A prioridade de uma esposa, portanto, é cuidar do seu lar. Ela mostra seu amor por seu esposo e filhos fazendo do lar um refúgio de paz e descanso para a família, amigos e hóspedes (1 Tm 5.14).


A esposa também tem grande responsabilidade na educação dos filhos (1 Tm 2.15). A palavra grega utilizada (teknogonia) significa não somente gerar filhos, mas também abrange a idéia de educá-los.

5. Conceder ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Co 7.3).

Ambos os cônjuges são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer os desejos sexuais do outro. A mulher não deve privar seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Co 7.4-5), mas deve agradá-lo (v34). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido.

6. Ser pura, casta, buscando a beleza interior mais do que a exterior (Tt 2.3-5; 1 Tm 2.9,10; 1 Pe 3.1-6)

O que a Bíblia quer ressaltar é a modéstia e a preocupação maior de ser virtuosa e não a proibição de adornos. Pedro não estava escrevendo que as mulheres não podem se enfeitar, mas que o enfoque da [...]mulher cristã deve estar mais na exaltação do ser interior do que na do exterior. Paulo também manda que a mulher se vista com modéstia e bom senso. A mulher não deve estar tão preocupada com sua aparência externa quanto com suas qualidades interiores.
A mulher cristã deve observar a razão que a leva a vestir-se, enfeitar-se: para se exibir ou atrair a atenção de outras pessoas, ou para agradar ao Senhor e a seu marido. As jóias que ela deve usar sempre: o espírito manso e tranqüilo (1 Pe 3.4); ter um espírito pacífico, que busca a conciliação e a harmonia na família.



Algumas esposas são barulhentas, gostam de tumultos, porém, não há adorno mais bonito do que a discrição (Pv 11.22) e a mulher que age assim, honra seu marido (Pv 12.4).


A_poeta_do_Rei

O que é ser cristão?




Busquei num dicionário o seguinte significado para o termo cristão, encontrei: “o que recebeu o batismo e professa a religião cristã”. A partir desse significado, podemos perceber que não significa grande coisa se dizer 'cristão'. Diante dessa perspectiva, é apenas um termo religioso, se trata de atitudes práticas. Eu pude identificar alguns tipos de cristãos, em qual desses perfis podemos nos identificar:

- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão. Porém não freqüenta nenhuma igreja, nem tampouco lêem a Bíblia, ou ora com freqüência.




- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão, por freqüentar uma igreja religiosamente, sem no entanto ter um encontro real com Cristo, acreditando que ir a igreja aos domingos lhe garante salvação.




- Alguém que acredita em Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador da humanidade, e que participa ativamente de uma igreja, mas não deixa a mensagem da graça de Cristo modificar a sua vida, tendo, por isso, uma vida cristã estagnada, sem evolução, sem transformação, seria o morno na fé.




- Finalmente, alguém que recebeu Cristo como Senhor e Salvador da sua vida de fato. Não apenas fazendo um gesto, levantando a mão após um emotivo apelo do pastor. Mas aquele que recebeu de verdade no coração, busca ao Senhor, e tem uma experiência com Ele e O deixa transformar a sua vida diariamente.


O que eu consigo identificar no texto de Gálatas como necessário para fazermos diferença é ser crucificado com Cristo. Precisamos morrer para nossa própria 'vontade' e nossos planos puramente humanos e egocêntricos, e vivermos para Deus, conforme a vontade dEle! Paulo escreveu: “não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus...” Ou seja, nossa velha natureza, a partir do momento em que nos entregamos de fato à Cristo, deve ser crucificada, deve morrer, e a nossa nova vida em Cristo deve estar baseada na fé em Jesus Cristo nosso unico Senhor e Salvador.


Além disso, Deus requer de nós dedicação, exclusividade, tempo integral! Não dá para ser cristão em uma parte do dia, ou da semana, e na outra ser incrédulo! Um cristão verdadeiro é cristão a todo momento. Isso não significa trabalhar muito na igreja, ou ter muitos compromissos “sociais_cristãos”. Significa que aonde eu for, estarei levando Cristo, pois Ele vive em mim! Não importa aonde estou na igreja, ou no trabalho, meu comportamento deverá ser o mesmo. Idôneo e Integro. Então, é preciso que Cristo cresça de tal forma por dentro, que tudo que eu falar, pensar ou fizer seja conforme a Sua vontade. É preciso de fato iluminar e salgar todos os lugares em que colocarmos a planta dos nossos pés, a começar na nossa casa.


(Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:13 a 16)


O desejo de Cristo é esse, que a nossa luz resplandeça e que todos vejam as nossas boas obras e glorifiquem a Deus. Jesus disse que ninguém acende uma luz e a esconde. Então, não podemos esconder a luz de Deus que há em nós. É preciso resplandecer. Eu pude identificar também no texto de Gálatas três desses itens fundamentais para que a nossa luz resplandeça: fé, abdicação e amor.


“Pois eu pela lei morri para a lei, a fim de viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:19 e 20


- Fé
Sem fé é impossível agradar a Deus. É pela fé que recebemos Cristo como nosso unico Salvador. É pela fé que morremos para o mundo, a fim de vivermos para Deus. Pois a fé em Cristo nos dá certeza da vida eterna, nos dá esperança. É preciso crer!



- Abdicação

Sem desistirmos de viver por nós mesmos jamais seremos de Cristo. Jamais faremos diferença. É preciso entregar completamente o nosso caminho ao Senhor. É preciso negar a nós mesmos, carregar a nossa cruz e seguir a Cristo. “Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará..” (Lucas 9:23 e 24) É preciso dizer de todo coração: “Senhor, não quero viver por mim mesmo, não quero fazer nada por mim mesmo, toma-me em Tuas mãos, me guia pelo Teu caminho, venha viver em mim”!

- Amor
O amor por Cristo é fundamental, sem amor nada que fizermos em nome dEle se aproveitará, e até a nossa vida será vazia de sentido. Esse é o maior mandamento: "amar a Deus sobre todas as coisas". Quando realmente amamos a Deus. Desejamos ardentemente estar com Ele orando ou lendo a Palavra. O amor é o combustível que nos conduz a Deus. O amor ao próximo é também fundamental na vida de um verdadeiro cristão. Já que tudo que Cristo fez nessa terra foi por amor, nós que dizemos ser seus discípulos temos obrigatoriamente que imitá-lo amando a todos como Ele amou.

Esses são somente alguns dos ingredientes que precisamos ter para fazer diferença como cristãos verdadeiros onde estivermos.

[...] ser luz e sal da terra, sermos crucificados com Cristo, ter fé, amor e abdicação... há quem possa pensar: “é muito difícil fazer diferença. Quantas características é preciso ter? Conseguirei ser assim?” Mas a parte boa noticias é que nós não precisamos fazer um esforço gigantesco para conseguirmos ser assim, essa obra não é 'nossa', não é pelas nossas próprias forças. A diferença quem faz é o Espírito Santo. É a Sua presença em nossas vidas que produz em nós mudança, que nos faz ser sal e luz. O Espírito é quem nos diferencia.

Existem “cristãos” que são uma bênção na igreja, mas em casa tratam mal a família. Não demonstram amor, ou no trabalho, não dão um bom testemunho. Infelizmente são muitos os casos de cristãos desse tipo. Isso acontece porque eles ainda não se deixaram ser transformados pelo Espírito Santo. Provavelmente não buscam a Deus como deveriam. Pois o Espírito só age em nós quando O buscamos. Ele é muito educado e não faz algo em nossas vidas senão O convidarmos.

Mas ainda bem que existem também cristãos comprometidos com a verdade, são pessoas que onde chegam, seja no trabalho, ou na igreja, em casa, são as mesmas pessoas. Pessoas essas que exalam o bom perfume de Cristo e demonstram amor. São testemunhos vivos de Cristo. Esses cristãos são exemplares porque dão lugar para o Espírito Santo agir em suas vidas.

Então, podemos observar que fazer a diferença não é algo difícil, é um processo natural a partir do momento que se decide buscar a Deus, meditando na Palavra, se atendo a cada um dos ensinamentos de Cristo, dando lugar ao Espírito Santo. É preciso ter a mente repleta da Palavra de Deus, pois como vamos imitá-lo se não O conhecermos?


Se quisermos mesmo fazer diferença, precisamos ler a Bíblia com dedicação e procurar dia a dia aplicar o que temos aprendido nela. Fazer dela Rhema em nossas vidas. É fundamental orar sem cessar, estar em todo tempo com a mente conectada em Deus. Se fizermos isso naturalmente vamos estar dando lugar para o Espírito Santo agir em nós produzindo o fruto do Espirito: “...o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” (Gálatas 5:22 a 25)




A_poeta_do_Rei

domingo, 2 de outubro de 2011







[...]Defende o teu direito de pensar, porque mesmo pensar de modo erróneo é melhor do que não pensar. . .

Hypatia de Alexandria 370/415 D.C.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

QUALIDADES DO MARIDO CARINHOSO - I PEDRO 3:7




[...]Os maridos precisam saber entender as necessidades da esposa. É inspiradora a lista de qualidades do marido cristão apresentada por Pedro, um homem de caráter impulsivo:

1. Ser Compreensivo
, Ajudando-a
O marido tem que se mostrar sensível aos sentimentos da esposa. Para o marido que passou o dia fora do lar, o regresso a casa pode revestir-se de expectativas pouco realistas. Ele vai encontrar uma esposa fatigada cuidando das crianças traquinas, ou poderá não compreender a esposa, que também trabalha fora do lar, e regressa para ainda ser esposa, mãe e dona de casa. Toda a esposa precisa do espírito compreensivo dum marido atencioso e ponderado.

Ajudar as esposas no seu trabalho é um modo seguro para aumentar a vossa apreciação. Não é exagero dizer o quanto benéfico é para ela a vossa ajuda, conforme a oportunidade permite. Até mesmo as coisas mais rotineiras que as esposas fazem não são só exigentes fisicamente, mas exigem uma variedade de habilidades que um marido pode bem subestimar até que ele tome parte nelas.

São muitas as esposas que muito fazem, mas o fazem sob pressão. Elas sentem necessidade que lhes falem da importância do que estão fazendo. Assim, sentir-se-ão mais motivadas a cumprir o seu dever porque os seus maridos a animam.

2. Ter Apreço e Consideração
O marido deve achar maneira de mostrar apreço e consideração à esposa pelo que ela é, e faz por ele, e pela família. Por natureza, a mulher é mais sensível e emocional que o homem. Sua necessidade da aprovação e do reconhecimento por parte do marido constitui uma grande preocupação para ela. No amor entre o marido e a esposa, expressões que expressem apreço devem ser prioritárias. Que 'deselegante' quando o marido começa a brincar com alguns defeitos da esposa, como por exemplo: Vem cá meu palitinho... deixar eu pegar nos seus pneuzinhos... etc..

3. Ser Cavalheiro, Elogiando-a

As esposas precisam ser apreciadas .São muitas as vezes que elas se sentem injustiçadas por falta de elogios. Elas precisam de gratidão sincera, não de representação... O dar doces no Dia dos Namorados é bonito! Mas nada terá valor senão for dado com genuíno amor. Se vossas esposas não ouvem bastante sobre o quanto significam para seus maridos; maridos, pode ser porque vos esqueceram o quanto elas realmente significam em vossas vidas. Podem remediar o mal redescobrindo como vossas esposas são especiais.

O marido têm que ser um cavalheiro. Devendo tratar a esposa com respeito, com honra e dignidade. Deve recordar que a sua esposa é um sexo frágil e que têm de ser tratada com a maior cortesia. Há maridos que tratam suas esposas como criadas, governantas, simples objetos para sua satisfação. Cuidado!

Pensa: no trabalho intenso a que ela está sujeita, como esposa, mãe, dona de casa? Já alguma vez tem sido elogiada? Há reconhecimento pelo tanto que ela faz?

Quantas vezes, depois de tanto trabalho durante todo o dia, em vez de ser elogiada recebe um homem carrancudo, mal-humorado, exigente, autoritário. A exortação bíblica é que cada marido tenha consideração pela esposa que Deus lhe deu, tendo-a por preciosa.

4. Dando-lhe Honra
O marido deve especial atenção à esposa por esta ser o “vaso mais frágil”, não moral ou intelectualmente mas fisicamente. Este pensamento lembra I Coríntios 12:22-27, que refere que, os membros mais fracos do corpo devem ser revestidos de honra e consideração especiais. Pedro, ao escrever “como vaso mais fraco”, referindo-se à mulher, quer dizer: “manusear com cuidado...”, pois a esposa sendo por natureza mais delicada (no trato e no aspecto sentimental), é um vaso frágil, mas importante, cheio de conteúdo maravilhoso.

A mulher suporta melhor a dor física que o homem. Seu organismo é mais complexo, mais sujeito a problemas, mais frágil emocionalmente. Por isso, depende muito do amor, do apoio e do carinho do seu marido. Paulo diz: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente” (Colossenses 3:19).

5. Almoçar Juntos
Os maridos fariam bem em passar algum tempo, com frequência, relembrando os atributos que suas esposas possuem. Muitas qualidades que originaram o pedido de casamento ainda lá estão. Elas, certamente com o passar do tempo, foram enriquecidas com outros atributos mais admiráveis. [...]O marido que medita sobre sua esposa, que ora por ela, e enumera as suas virtudes diante de Deus, em suas orações, mostrando sua gratidão, está no bom caminho para mostrar sua apreciação abertamente.

É bom que os maridos se lembrem que as esposas precisam, de vez em quando, mudar de rotina, mudar de ambiente, esquecer-se do fogão e da louça e da rotina do dia. O almoçarem fora, juntos, será motivo para se aproximarem mais um do outro, de se conhecerem melhor através do diálogo, que, em muitos casos, já não existe depois do namoro.

6. Lembrar-se do Dia do Aniversário e outras datas também é muito importante !
A mulher, ao contrário dos homem, é mais sensível às datas de aniversário. Gosta de ser lembrada no seu aniversário, no aniversário de casamento, e datas que pontuam e pontuaram sua história etc.. Para o homem pode ter pouca importância esta lembrança, atenção e ternura, mas para a mulher é sempre muito importante.

7. Viver Momentos de Ternura
Disse alguém que o homem deve ser de aço coberto com veludo. Alguns são veludo por fora e veludo por dentro. Alguns, são puro aço. São secos. Não são afetivos. As vezes são mas não sabem demonstrar.

Quantos maridos passam uma vida inteira sem dizer a suas esposas: “Querida, eu te amo!”. Alguns já se esqueceram dos seus tempos de ternura, e outros pensam que a idade faz passar o romance. Há maridos que são capazes de chegar em casa sem beijarem suas esposas. Outros há, passam dias e anos sem lhes dar um beijo, sem dar um único carinho. Alguns maridos há que só sabem dizer “eu te amo” na hora de ter relações sexuais.

O que necessita uma esposa? Ternura, carinho, romance. O namoro deve continuar na vida de casados, agora mais forte, porque vai sendo consolidado pelo amor acumulado ao longo do tempo.

O marido precisa aprender a abraçar sua esposa quando ela está com as mãos cheias de sabão. Aquele que não pode abraçar sua esposa suada, cansada, está precisando aprender a amar sua esposa. As esposas sentem a falta destes momentos, que lhes trazem gratas recordações.

Não há tristeza que parta mais o coração do que a do marido que amava e apreciava ternamente sua esposa, mas deixou que ela fosse para a sepultura sem saber o que seu marido realmente sentia. Não é no velório, ou no cemitério, através de algumas lágrimas, que ela sentirá a afeição e a gratidão que poderiam ter abrilhantado toda a sua vida. Recordemos as palavras de Salomão, em Provérbios 31:10, 28-29!

8. Ser o Responsável espiritual
Os cônjuges devem compartilhar a responsabilidade espiritual do lar: “Sois herdeiros juntamente da mesma graça”. Alguns maridos limitam-se, apenas, a providenciar as necessidades físicas e materiais do lar, deixando a responsabilidade administrativa à esposa. Outros tomam uma atitude passiva e deixam que seja a esposa a tomar a liderança espiritual da família, mesmo em assuntos relacionados com a Igreja. Mas quão belo é ver os cônjuges “juntamente” compartilhando o que Pedro chama a “graça da vida”.


O marido cristão tem de se lembrar que a alma de sua esposa é tão preciosa aos olhos de Deus como a sua própria. Ambos são “juntamente herdeiros da graça divina”, ou seja, devem andar juntos, em perfeita harmonia, com o desejo de ajuda mútua, para glória do Senhor. A única diferença é funcional.

9. Ter Uma Vida de Oração
Outra razão para os maridos tratarem bem as esposas é para que as suas orações não sejam interrompidas (I Pedro 3:7b). Quando não há dignidade, não podem orar juntos. O relacionamento fica bloqueado. A comunhão com Deus é interrompida.

Caso não seja observada esta verdade, o marido correrá o perigo de que as suas orações “não sejam ouvidas”, pois diante de Deus o homem não pode apelar para a sua posição privilegiada, pois diante de Deus os privilégios são iguais, tanto para o homem como para a mulher.

Se o marido e a esposa não estiverem em perfeita comunhão (o que será impossível se estiverem zangados!), não conseguirão orar juntos. Recordemos Mateus 18:19-20: “Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.

Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”
e Efésios 4:26-27: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo”, pois, às vezes, surgem mal entendidos entre marido e esposa que devem ser ajustados, para que a harmonia seja restaurada, antes da oração da noite. Caso contrário, os suspiros da esposa maltratada se interpõem entre as orações do marido e o ouvido de Deus.



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