terça-feira, 22 de maio de 2012

A divina relação do inferno [resenha]

I - Introdução

Uma caudalosa enxurrada de testemunhos de pessoas que supostamente estiveram no céu ou no inferno tem proliferado no meio dos cristãos evangélicos. São relatos surpreendentes, porém extremamente sensacionalistas e repletos de aberrações teológicas. Revelam ser, na verdade, produto de uma mente brilhante, capaz de produzir filmes como Guerra nas Estrelas, E.T. e tantos outros, arrancando até mesmo aplausos do gênio da ficção científica hollywoodiana, Steven Spielberg.

A Divina Revelação do Inferno foi publicada originalmente em inglês com o título: A Divine Revelation of Hell, em 1993, nos Estados Unidos. A autora, Mary Baxter, é ministra da Igreja Nacional de Deus, em Washington, EUA. Nasceu em Chattanooga, Tennessee, EUA. Segundo relata, começou a ter "visões" de Deus na década de 60, em Michigan; mas foi em 1976, que Jesus teria aparecido para ela, na forma humana, em sonhos, visões e revelações, durante quarenta noites, e mandou-a transmitir as profundezas, degradações e tormentos das almas perdidas no inferno (pp. 183, 184).
II - Recomendações
Entre as pessoas citadas, que indicam o referido livro, encontra-se a Sra. Marilyn Hickey, que num de seus livros ensina ter Noé, sob o efeito da embriaguez, praticado atos homossexuais com seu neto Canaã, além de dizer que o homem possui a natureza de Deus, tornando-se participante de “todos os seus atributos” [i] . Percebe-se, pois, que a insensatez acompanha não apenas a obra indicada, mas também quem a indicou.
Outro nome de peso é o de David (Paul) Yonggi Cho, que declarou [ii]: "Eu li este livro, tremendo no meu coração. Eu realmente creio que Rev. Baxter teve um verdadeiro encontro com a realidade do inferno na sua experiência da revelação de Jesus Cristo nosso Senhor" (quarta capa). Apesar de ser notável no meio evangélico, o Sr. Cho pode cometer erros (ele não é infalível!); aliás, não seria a primeira vez que ele ensina algo inconsistente (teologicamente falando). Em uma de suas obras, Cho diz que pediu a Deus três coisas: uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta; contudo, Deus disse que não poderia atendê-lo pela seguinte razão: Cho não especificou o que queria. Deus lhe teria dito: "Será que você não sabe que há dezenas de tipos de escrivaninhas, cadeiras e bicicletas? Mas você simplesmente pediu-me uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta. Não pediu uma escrivaninha específica, nem uma cadeira nem uma bicicleta específicas". [iii] Sem perceber, o Sr. Cho atentou contra a onisciência de Deus que, segundo o próprio Jesus, sabe de tudo que necessitamos, antes mesmo de pedir (Mateus 6:25-32).
Assim, devemos analisar as declarações da sra. Baxter à luz da Bíblia, e não nos fiarmos em declarações de pessoas que, assim como nós, estão propensas a análises errôneas, não importa quão afamada seja tal pessoa no círculo cristão (Atos 17:10, 11).
III - Contradições
O caráter contraditório de algumas declarações desqualificam a "revelação" da sra. Baxter. Por exemplo: na p. 16 encontramos a suposta declaração de Jesus para ela: “Minha filha, levarei você até o inferno (...). Quero que escreva um livro e conte todas as coisas que vou revelar a você” (grifo acrescentado). Desobedecendo à ordem de Jesus, porém, ela comenta na p. 20: “Algumas coisas, por serem horríveis demais, não consegui passar para o papel” (grifo acrescentado). Ora, por mais que a mensagem a ser transmitida fosse dura, os profetas de Deus declaravam o que ele ordenava, independentemente do que sentiam a esse respeito; tal foi o caso de Jonas, Jeremias, Oséias e outros. A Sra. Baxter revela não possuir características próprias de um profeta de Deus. Para terminar o festival de contradições, diz: "Como obreira de Deus, submeti-me ao comando de Nosso Senhor Jesus Cristo e registrei fervorosamente as coisas que me foram mostradas e reveladas por Ele" (p. 181) — grifo acrescentado.
IV - O Inferno
A Sra. Baxter relata sua "visita" ao inferno nos seguintes termos: "Jesus veio a mim em 1976 (...). Jesus levou-me ao inferno por um período de 40 dias [iv] . (...) No mesmo momento, minha alma foi retirada do meu corpo. Saí com Jesus do meu quarto em direção ao céu. (...) Meu corpo permanecia na cama, enquanto o meu espírito ia com Jesus através do telhado da casa. (...) Depois, começamos a subir cada vez mais e eu já podia ver a Terra embaixo. Saindo dela, de vários pontos, haviam tubos girando em direção a um ponto central, indo e vindo. Eles se moviam como gigantes, continuamente e envolviam a Terra toda. (...) "São os portões do inferno" (pp. 11, 16-18).
A imaginação da sra. Baxter é fertilíssima. Ela retrata o inferno como se fora um corpo humano. O livro tem alguns capítulos interessantes, como, por exemplo: A perna esquerda do inferno (02), A perna direita do inferno (03), O ventre do inferno (07), O coração do inferno (10), O braço direito do inferno (13), O braço esquerdo do inferno (14), As mandíbulas do inferno (19) etc. Relata a Sra. Baxter (aparentemente citando as palavras de Jesus): "O inferno tem a forma de um corpo (semelhante à forma humana) deitado no centro da Terra. Ele tem a forma de um corpo humano - grande e com muitos compartimentos cheios de tormentos (...). O corpo está deitado de costas, com os braços e as pernas estendidas para fora" (pp. 31, 32, 52, 53). Nada há na Escrituras (nem mesmo na literatura apócrifa) que apóie essa versão da Sra. Baxter.
V - Curiosidades Infernais
O inferno da sra. Baxter é 'sui generis'. Nada há igual. Numa realidade totalmente espiritual, a sra. Baxter usa e abusa de seu profuso talento artístico. Veja o que ela "viu" no inferno:
· Ratos e serpentes (p. 53). Como foram parar ali?
· Uma alma — com coração e sangue — dentro de um caixão (p. 57). De que era feito esse caixão, só a sra. Baxter sabe.
· Uma mulher presa numa cela, cujas paredes eram de "barro" e a porta de "um metal escuro com barras e uma fechadura", e sentada numa "cadeira de balanço, balançando e chorando copiosamente" (p. 70). Pelo que parece, o inferno anda contratando pedreiro, ferreiro e carpinteiro.
· Há uma cena curiosa: Satanás está despachando com um grupo de mulheres, instruindo-as para enganar a muitas pessoas. De repente, "uma estante alta foi trazida para perto de Satanás e lá havia muitos papéis. Ele pegou alguns e começou a ler para as mulheres" (p. 63). De que eram feitos aqueles papéis que não queimavam nas profundezas ardentes do inferno da Sra. Baxter?
VI - Aberrações doutrinárias
Doutrinariamente, Baxter se revela herege ao ensinar um conceito errôneo sobre a Trindade. Ela afirma ouvir de Deus, o Pai, o seguinte: "O Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma única pessoa" (p. 158) - grifo acrescentado. Essa heresia, que não faz distinção entre as "pessoas" da Trindade, chama-se patripassionismo (ou modalismo, também conhecida como sabelianismo). Para os patripassianos, foi o próprio Pai que assumiu a natureza humana, sofreu, morreu e ressuscitou. Diziam que a expressão "Filho" refere-se à carne de Jesus (= natureza humana), e que "Pai" é o elemento divino unido à carne (= Deus) [v] . Hoje, muitas seitas ensinam tal heresia, como por exemplo o Tabernáculo da Fé, Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Igreja Voz da Verdade, Testemunhas de Ierrochua etc.
No inferno da sra. Baxter, Satanás jamais sofre; ao contrário, ele conta com um "Centro de Divertimento" (p. 80), onde ele e seus demônios deleitam-se com a desgraça alheia (p. 82). O apóstolo João, porém, diz que Satanás, ao invés de ter um "centro de divertimento", será atormentado pelos séculos dos séculos (Apocalipse 20:10).
VII - Torturada no Inferno
Ao visitar o "coração" do inferno (capítulo 10), juntamente com Jesus, ele a abandonou, entregando-a aos demônios. [...]Ela conta que sofreu tormentos, foi aprisionada, ajoelhou-se diante de Satã. Diz Baxter: "espíritos na forma de morcegos me mordiam por toda parte" (p. 90). Ao indagar de Jesus a razão desse incidente, a resposta foi: "Minha filha, o inferno é real. Mas você jamais poderia ter certeza até que experimentasse por si mesma. Agora você sabe da verdade e o que é estar perdido para sempre lá. Você poderá relatar para os outros a sua experiência, sem sentir nenhuma dúvida" (p. 92). O "Jesus" que conduziu a sra. Baxter ao inferno não era o Jesus da Bíblia (II Coríntios 11: 4). O que a sra. Baxter conheceu não se deu por satisfeito e, após essa experiência traumática, enviou-a mais uma vez para os tormentos infernais, desta vez às mandíbulas do inferno (capítulo 20). Depois de entrar em colapso, ela declarou que queria "estar bem longe – longe de Jesus, da minha família e de qualquer pessoa" (p. 92). Certamente que o Jesus dos Evangelhos não submeteria nenhum de seus "irmãos" a horrendas atrocidades, como se ele fosse um carrasco nazista.
VIII - Sábios conselhos
Não há muito que aproveitar d' A divina revelação do inferno. A sra. Baxter deveria levar a sério o que seu "Jesus" lhe disse: "Mantenham-se afastados dos falsos profetas que falam em Meu nome e espalham doutrinas falsas. Despertem! Despertem!" (p. 114). Para concluir, o "Jesus" da sra. Baxter revelou medíocre conhecimento sobre o inferno, mas, em contrapartida, estava certo quando disse: "Minha filha, algumas pessoas ao lerem o livro que você vai escrever, acharão que tudo isso é uma obra de ficção" (p. 129). Dito e feito!


[i] HICKEY, Marilyn. Quebre a cadeia da maldição hereditária. Rio de Janeiro: ADHONEP, 1988, pp. 30-32, 98.
[ii] O comentário de Mary Schultze (pesquisadora de religiões, membro do Centro de Pesquisas Religiosas, RJ, e da International Academy of Letters of England) é oportuno: "A tradução é de péssima qualidade, com erros de concordância e outros, que tirariam o prazer da leitura, se o livro fosse de leitura agradável". Ao citarmos o livro, mantivemos o conteúdo original, mesmo com erros de Português.
[iii] CHO, Paul Yonggi. A quarta dimensão. 17ª impressão. Miami: Vida, 1989, pp. 17-20.
[iv] É curioso o fato de que em alguns relatos de visitas ao mundo espiritual, o número de dias seja sempre 40. No livro Paraíso - a cidade santa e a glória do trono, de Elwood Scott (São Paulo: Palavra da Fé Produções, 1992), ele relata que a experiência de um homem que morreu (Sêneca Sodi) e de como Deus o ressuscitou após a estada de quarenta dias no Céu; tendo visitado, por incrível que pareça, o local onde fora sepultado o corpo de Moisés. Esses relatos fantasiosos são repletos de revelações extra-bíblicas. Os sensatos espanhóis diriam: "tonterias!"
[v] FRANGIOTTI, Roque. História das heresias (séculos I-VII). São Paulo: Paulus, 1995, pp. 45-51 e BARDY, D.G. & TRICOT, D.A. Chistus - Enciclopedia popular de la doctrina cristológica. Madrid: Afrodisio Aguado S.A., 1951.

sábado, 5 de maio de 2012

Se quiseres mesmo saber o que sou, sou iconoclasta, estou em busca de desmascarar e destruir os “ícones”, os “ídolos”,as “imagens”. E faço isso começando comigo mesmo, me expondo e abrindo o meu ser para que saibas que não sou o que pensas, nem mesmo o que penso eu, pois na verdade sou pó e podridão, poeira e solidão. Sim, não fosse a Graça que sustenta os caídos, sequer me levantaria da cama, amargaria existir de mim para mim mesmo.
Shalom Adonai

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PARECIDOS COM JESUS (OU QUE QUEIRAM SÊ-LO)

 
O mesmo sotaque que identifica,
Que nos dignifica, e nos torna mais e mais
Parecidos com Jesus
O mesmo olhar, terno amoroso;pleno de paixão,
Que enxerga profundo, o perdido coração.
Que ao passar pela experiência da cruz,
Nos torna mais e mais:
Parecidos com Jesus
O mesmo sentimento de piedade
De humilde, do "bom samaritano",
Sensível a dor, ao sofrimento,
Que o faz PARAR, por pura compaixão,
Parecido com Jesus
O MUNDO ESTÁ CHEIO DE PERDIDDOS, FERIDOS,
PERSEGUIDOS
Moribundos sangrando no caminho,
Esperando, por alguém.
Por você ou por mim.
E eles ali ficarão sofrendo sozinhos,
Até que passe alguém, e terá que ser Alguém.
Parecidos com Jesus
Que se sinta regiamente pago, com duas moedas apenas.
O resto disse ELE: EU TE PAGAREI QUANDO VOLTAR
 
por pastor Siegfried Zilz
Missão "A fim de proclamar"
 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

HOMENS MENINOS




Homens são assim, crianças grandes que mudaram seus brinquedos, e lembrei do que Paulo disse:



"Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino." I Co 13.11 - O interessante é que esse versículo está no capítulo sobre a definição de amor.



Infelizmente a maioria dos homens, apenas evoluíram em seus brinquedos.

Antes eles brincavam de carrinho do tipo Hot Wheels, agora eles compram carros velozes, disputam corrida no trânsito e vão a corrida de fórmula 1. Antes eles jogavam bola na rua, agora compram uniformes e alugam quadras, onde passam o sábado, ou o domingo jogando bola - alguns vão a todos os jogos de seu time no estádio. Quando crianças, brincavam de luta, mas agora que cresceram, freqüentam academias de lutas marciais. Antes, quando sentiam-se ameaçados, escondiam-se embaixo da cama; eram viciados em balas e guloseimas. Hoje alguns saem de casa por um tempo e são viciados na bebida. Na infância, eles não aprenderam a lidar com as meninas, e agora eles não sabem conviver com elas no casamento. Eles não mudaram muito, apenas avançaram em suas dificuldades e brinquedos.



Diferentemente da maioria das meninas, que trocaram seus brinquedos, porém estes são muito mais saudáveis. Antes elas brincavam de boneca e de casinha, hoje elas cuidam de filhos da casa.



O grande problema dos homens (e conseqüentemente das esposas), é que eles pulam I Co 13.11 de suas vidas, e as esposas têm que conviver com isso.

As brincadeiras dos meninos são infinitamente piores e às vezes bem mais prejudiciais do que as das meninas, que geralmente são saudáveis.



Pelo fato de alguns homens serem meninos é que acontecem os grandes problemas do casamento.

As esposas não querem meninos ao seu lado, mas homens, e então passam a exigir o crescimento de seus maridos, daí decorrem as brigas.



Muitas esposas agem como mães que cobram a responsabilidade de suas crianças. As mães cobram de seus filhos irem visitar os avós, fazerem a tarefa de casa, chegar cedo em casa, e outras coisas... Com algumas esposas não mudou muito, pois precisam cobrar o compromisso familiar, de fazerem os maridos chegarem cedo em casa para ficarem com elas e de fazerem suas tarefas da casa.

O problema é que você é esposa e não mãe dele. Não cabe a você a disciplina e correção de seu marido. Porém como ajudadora, Deus confia a ti a tarefa de ajudar seu marido a evoluir.



Mas como ajudar o seu menino a tornar-se no homem da sua vida?

Deverá deixá-lo ser o sacerdote, chefe e responsável do lar.

Primeiramente você tem que aceitar a pagar o preço dessa transformação, pois muitos homens continuam meninos por que ainda tem mães.

Algumas mulheres são meninas que cresceram e continuam brincando de casinha tendo o marido como filho, sendo assim mudam a ordem do lar assumindo papel errado.



Para mudar, é preciso ter sabedoria, amor e sacrifício.

Muitas vezes será preciso deixar os problemas acontecerem, senão os maridos serão como crianças, que sempre terão suas mães para direcioná-los e limpar as suas sujeiras. Eles precisam assumir responsabilidades.



Quando minha esposa ganhava mais do que eu e tomava conta da casa, eu era um menino impedido de crescer por causa de seu domínio. Ela gostava de decidir as coisas, comprar, pagar, etc., e eu não me incomodava com isso, pois era bem mais fácil para mim, pois tudo estava sob controle. Mas como esse não é o plano de Deus para o homem e para a mulher, chegou um tempo em que as coisas ficaram pesadas demais para ela. Cansada dessa situação, orou e pediu para que eu fosse o homem da casa. Deus tirou o seu emprego, e eu tive que assumir mais responsabilidades financeiras. Ela teve a atitude e pagou o preço de me deixar tomar as decisões me empurrando a tomar a responsabilidade da casa. Então eu cresci e passei a pensar como homem, e acabei com as coisas de menino.



"Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino." - I Co 13.11.



Enquanto você for mãe de seu marido, terá um filho. Mães lidam com filhos (crianças) e esposas com maridos (homens).



Sabemos que não será fácil, pois isso requer que você como esposa seja submissa.

É muito difícil ser submissa a uma pessoa que você não acha ser capaz de assumir responsabilidades, mas é extremamente necessário. A insubmissão produz filhos e não maridos.

Ajude seu marido a ter papel de homem. Deixe as contas para ele pagar. Deixe os filhos terem momentos com ele. Oriente seus filhos a tirarem dúvidas da lição da escola com ele - avise-o que vai fazer isso, senão ele mandará seu filho perguntar para você.



Deixe ele prover as coisas em casa - mesmo que por um tempo ele falhe e falte coisas em casa. Deixe seu marido fazer as coisas do jeito dele - não existe jeito errado de se fazer as coisas, mas o jeito de cada um em fazer.



Não queira ensinar seu marido a dirigir e nem diga que seu caminho é melhor do que o dele - nenhum homem gosta de ser comandado.



Enquanto ele não se achar responsável pela casa, não assumirá o papel de sacerdote e cabeça do lar, continuando a ser como é.



"A mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos." - Pv 14.1 -



Talvez seu marido precise de um "empurrãzinho" com sabedoria e amor.

Eu tive o meu e deu certo! 
Quando seu marido crescer, mudará seus hábitos e deixará seus "brinquedos" e "brincadeiras". Seus gostos e desejos mudarão. Ele sentirá a importância de estar mais presente em casa, pois saberá que o bom funcionamento dela casa depende dele. Tratará você como amante e não com mãe.




Acho que as mães geram meninos, mas quem os tornam homens são as esposas (mulheres de Deus)!

Shalom Adonai

sábado, 24 de março de 2012

O que é Igreja?



[...]Muitas coisas são compreendidas de maneira errada ou equivocadas. Isso também acontece no caso da Igreja de Jesus Cristo. Por isso, talvez seja importante, antes de falarmos o que é [igreja], esclarecermos o que a igreja não é:






1. Igreja não é 'clube' – Por isso, sua programação não tem o objetivo de divertir, entreter e oferecer recreação ou paparicos aos sócios. A Igreja não é uma sociedade recreativa.
2. Igreja não é 'associação' – Assim, a igreja não possui sócios ou associados. Ela é composta de discípulos de Jesus Cristo. O sócio ou associado paga mensalidade em troca de alguns benefícios. Igreja não se paga mensalidade, ela a organização  sobrevive das ofertas voluntárias oferecidas pelos discipulos de coração grato.

3. Igreja não é 'time' – Por isso, na igreja não são apenas algumas pessoas que participam do jogo enquanto a maioria assiste a tudo de forma passiva. A igreja também não se resume a uma reunião de amigos ou de pessoas de atividades ou classes semelhantes.

4. Igreja não é 'empresa' – Por isso ela não está obrigada a desenvolver produtos ou programas para obter lucro ou mesmo gerar empregos e renda.

5. Igreja não é 'supermercado ou shopping center' – Assim, igreja não é lugar para passar o tempo ou ir apenas buscar uma benção nova na prateleira espiritual.

6. Igreja não é 'casa de espetáculo' – Por isso, igreja não é lugar onde procurar ou oferecer shows e apresentações bizarras com efeitos especiais.

7. Igreja não é 'prédio' – O local onde um grupo de pessoas se reúne para louvar, adorar, comungar e ouvir a pregação da palavra de Deus não pode ser confundido com igreja. O templo físico, a estrutura de concreto  é apenas um espaço onde parte da igreja se reúne.

Reflita a diferença básica é que para participar da maioria das entidades ou eventos acima, basta estar vivo, ter prestígio, influencia,  talento ou dinheiro. Mas, a igreja não, ela é a comunhão daqueles que crêem e confessam o nome do Senhor Jesus Cristo. Fé, Cristo e Igreja estão intimamente relacionados. No livro Meu Sonho de Igreja, o pastor Hartmut Weyel diz que “uma pessoa somente se torna alguém que crê quando passa a participar, pela fé, pelo arrependimento e renascimento, daquilo que foi dado à igreja, a saber, ser corpo de Cristo”.

A definição mais correta para a igreja é a Bíblica:

Um corpo“E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”. Ef. 1: 22-23
“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”. Ef. 4: 15-16
“porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”. Ef. 5: 23
Por isso, as pessoas que compõe a igreja não são associadas, empregadas, clientes ou espectadores, mas membros do corpo de Cristo.

A igreja é o corpo de Cristo, onde Ele mesmo é a cabeça. Os crentes são os membros desse corpo. E, como membros, estamos sempre sujeitos à vontade da cabeça. Assim como não existe uma cabeça sem um corpo, também não pode existir um corpo sem uma cabeça.

O que a cabeça (Jesus) deseja que o corpo faça?
1. Que o corpo ame, aceite e perdoe as outra partes do corpo.
• O Senhor disse que por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos iria esfriar, e, é exatamente o que temos visto, o amor tem se esfriado.
• Nenhum corpo corta outra parte do corpo ou diz: eu não preciso de ti!
• Cada parte do corpo proteje a outra.

2. Que o corpo sirva como a cabeça serviu – Ser servo.
• É preciso que respaldemos nossas vidas no exemplo que Cristo nos deu vivendo como servo e nos coloquemos na mesma posição de submissão, humildade, simplicidade, trabalho, renúncia, etc.
• Cada órgão do corpo serve ao outro. O que seria do corpo se o pulmão dissesse não vou trabalhar mais, estou muito cansado e a orelha está ai só enfeitando?
Jesus (a cabeça) disse: eu vim para servir e não para ser servido. Mat. 20: 28
3. Que o corpo tenha o mesmo caráter que a cabeça tem.
• Pode a cabeça pensar uma coisa e o corpo fazer outra? Não
• O corpo age em sintonia som a cabeça., assim é na questão do caráter de Cristo.
• Não podemos imaginar um crente (corpo) que não tenha o caráter de Jesus (a cabeça)
• Precisamos desenvolver as marcas que devem fazer parte de um crente com o caráter de Cristo. Estas marcas são: honestidade, verdade, transparência, integridade, fidelidade, bondade, etc.

4. Que o corpo ore sem cessar.
• Jesus (a cabeça) passou grande parte de sua vida orando.
• Entendemos que e através da oração que nos movemos nas regiões celestiais. A oração é o combustível que faz a igreja andar, dai a necessidade de orarmos constantemente.

5. Que o corpo se reúna para adorar o Pai.
• São adoradores verdadeiros e adoração livre de impedimentos que o Pai está a procurar.
• A reunião do corpo deve ser para adoração.
• A reunião da igreja (corpo) não deve ser para conversar, bater-papo ou qualquer outro motivo, devemos nos reunir para adorar a Deus.

6. Que o corpo 0bediência a Deus como o cabeça obedeceu.
• Mesmo na hora de ir a cruz, a vontade de Jesus era que o cálice fosse retirado dele, mas Ele tomou o caminho da obediência até a morte.
• A Palavra de Deus não é um livro somente de Histórias. É um livro de princípios e precisa ser obedecido.
• Todos os membros do corpo obedecem a cabeça sem questionar.

7. Que o corpo tenha Comunhão e unidade todos os dias.
• Você não vê órgãos ou membros do corpo andando sozinhos por ai. Eles fazem parte do corpo e andam juntos.
• A comunhão e os laços fraternos servem para unir a igreja. A comunhão diária, como em Atos, nos fortalece, anima e nos levanta em tempos difíceis.

8. Que o corpo assista as necessidades de cada órgão.
• Quando um membro do corpo adoece, todo o corpo vai ao médico ou só ele sozinho? Claro que é todo o corpo.
• Assim vemos o corpo assistindo ao membro que está debilitado, passando por necessidades.
• A igreja tem se voltado para ela mesma e não tem se preocupado em assistir os irmãos em suas necessidades.
• No reino de Deus uma vida vale mais que as instituições humanas.

9. Que o corpo seja assistido por um governo quintuplo.
• Não nascemos andando, falando e sabendo tudo. Ao longo de nossa vida muitas pessoas cuidam do nosso corpo e nos orientam: pais, professores, médicos, chefes, etc.
• Assim também Jesus determinou várias pessoas para nos orientar, nos ensinar e cuidar do seu corpo: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

Shalom Adonai

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pacto de Pureza


 


O documento a seguir está sendo postado como uma contribuição aos esforços que devem ser realizados por nós cristãos para manter a pureza no lar, especialmente em uma [era] onde nossas casas estão tão sujeitas à invasão da pornografia pela televisão e pela Internet. Este pacto tem sido mencionado em palestras ministradas sobre o assunto "Integridade" e distribuído aos solicitantes. O pensamento básico é que a formalização de um pacto familiar traz, em si, muito mais força e comprometimento pessoal do que a simples menção ou repetição de diretrizes, que são facilmente esquecidas. A Palavra de Deus nos dá muitos exemplos de pactos solenes e vivemos em uma era de informalidades, onde a confirmação pública de intenções vai desaparecendo. Não podemos esquecer a responsabilidade dos pais na administração do lar, formulando as regras de convivência e comportamento a todos os que ali habitam, principalmente aos filhos. A imposição de certos limites deve ser feita em amor, mas com firmeza. Eles nunca devem ser excessivos e irracionais, mas sim extraídos da Palavra de Deus e fundamentados nos princípios cristãos. Que Deus possa abençoar a cada um que veja utilidade na aplicação deste recurso.
Luiza Valle FFaria





"[...]Nós, abaixo assinados, pessoas responsáveis perante o nosso Soberano SENHOR e Criador; habitantes deste lar; conscientes dos males da nossa geração e, especialmente, dos perigos em potencial para os nossos corações e mentes, possibilitados pela utilização da Internet; desejosos de utilizar este meio unicamente como uma ferramenta abençoada providenciada pelo SENHOR para o fortalecimento do nosso conhecimento da criação de Deus, para entretenimento saudável, e para comunicação rápida e eficaz com nossos familiares e amigos; contribuindo, na medida de nossas possibilidades, com o avanço do Reino de Deus; nos achegamos, conjuntamente, nesta ocasião para pactuar e concordar nos seguintes pontos:
1. Não nos envolveremos em qualquer tipo de conversação, por “chat”, por “e-mail”, ou por outra forma qualquer, que não esteja em harmonia com as diretrizes da Bíblia. Da mesma maneira, teremos a coragem necessária de demonstrar nossa ética e convicções cristãs perante nossos amigos e conhecidos, fazendo uma dissociação de nossas pessoas de qualquer interação que, em seu andamento, der sinais de que está progredindo na direção errada.
2. Imediatamente “deletaremos” qualquer “e-mail”, anúncio, propaganda, ou material recebido pela Internet, que venha a sugerir (mesmo que o grau de sugestão seja mínimo) imoralidade, pornografia e linguagem imprópria; e não seguiremos os passos e laços contidos nessas comunicações, exercitando todo o esforço para não procurarmos leitura e exame demorados no material que contém estes tipos de apelo.
3. Não tomaremos a iniciativa de “pesquisar” e de dar andamento a “links” a quaisquer sites que apresentem ou promovam imoralidade e pornografia.
4. Depois de realizarmos uma pesquisa legítima, em qualquer assunto, não vamos “clicar” em qualquer “link” que possa vir junto da pesquisa legítima, mas que sugira ou atraia a sites de teor pornográfico ou imoral.
5. Procuraremos fazer com que nossos hóspedes, visitantes e amigos, que freqüentam o nosso lar, cumpram este pacto. Não teremos receio de falar explicitamente sobre estes padrões e demandaremos que qualquer envolvimento nas práticas condenadas neste pacto, cessem imediatamente.
6. Sabedores que apesar de sermos salvos pelo poder e pelo sangue de Cristo Jesus, temos ainda um coração que é enganoso; que Satanás espera oportunidades para agir, visando a destruição de nossas almas e vidas; que estaremos em uma melhor posição de guarda deste pacto se mantivermos prestação de contas, uns para com os outros, sem criar ocasiões para o pecado; estaremos restringindo o acesso à Internet aos computadores comuns existentes em nossa sala de estar, e não teremos acesso em nossos quartos.
7. Temos a percepção completa de que a questão da “privacidade” é secundária à questão da “pureza”, coberta por este pacto. Temos a convicção de cada subscritor tem direito à sua vida privada e seus relacionamentos individuais; entretanto, “privacidade” NUNCA deverá ser utilizada como uma cobertura ao pecado, ou para a quebra de nossas obrigações, como cristãos, às determinações que especificam a pureza como caminho a ser seguido pelo servo de Deus.
8. Não promoveremos, nem encaminharemos piadas sujas, ou qualquer outro tipo de material que contenha pontos objetáveis, impuros ou impróprios. Nos desligaremos de qualquer lista que demonstre costumeira remessa de matérias de conteúdo duvidoso, ou que dá mostras a estar caminhando nesta direção.
9. Entendemos que os nossos “portais”, provedores, ou “gateways” poderão conter chamadas a páginas e sites que levam a situações condenáveis ou colocadas perigosamente nos limites. Não seguiremos essas “chamadas” ou qualquer “link” que contenha pessoas com pouca roupa, sabedores de que tais situações destroem a dignidade daquelas pessoas, como criaturas de Deus, e que oferecem as nossas mentes e corações oportunidades de pecarmos contra o SENHOR.
10. Sabemos que apesar do propósito deste pacto ser a utilização da Internet, a questão da “pureza” não está restrita a esta área, mas cobre todos os aspectos de nossas vidas pessoais. Consequentemente, nos esforçaremos para nos lembrar de nossas responsabilidades semelhantes nos filmes que viermos a assistir – em casa e com nossos amigos, nos programas de televisão que viermos a assistir, nas músicas e letras que viermos a ouvir e nos relacionamentos que tivermos com outras pessoas.
Baseamos essas decisões não no nosso próprio poder, mas confiantes no livramento divino da tentação e do pecado; considerando a questão da “pureza” não uma expressão de auto-justiça, mas um simples enquadramento nas diretrizes da Palavra de Deus, especialmente como lemos em Rm 6:19; Fp 4:8; 2 Co 12:21; Gl 5:19; Ef 5:3; Cl 3:5 – assinamos este pacto no ______ dia de _____________, no ano da graça do Nosso Senhor Jesus Cristo de Dois mil e doze, treze...;na cidade de _________________________.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Como Agir no Meio da Crise?

O mês de janeiro de 2012 será marcado na história do nosso pais com mais  uma grande tragédia: o desabamento de tres prédios no coração do Rio de Janeiro. Quando eventos catastróficos ocorrem, as pessoas, ainda que distantes, sentem um enorme pesar e são incomodadas com questões relativas às “razões de acontecerem coisas ruins perante os olhos de um Deus bom”. Diante disso, as reações das pessoas são as mais diversas. Uns dizem que Deus não existe. Outros, que ele não ama de verdade as pessoas e, por isso, não deve ser servido ou adorado. Há até quem, desejando justificar o Senhor – como se ele necessitasse de advogados – diz que essas infelicidades são ocorrências alheias ao divino controle. Seriam apenas más sortes na esfera do acaso. Alguns desses “defensores” chegam a dizer, de modo absurdamente antibíblico, que Deus nem sequer sabia que tais catástrofes aconteceriam. Apesar da tolice de tais afirmações, uma pergunta permanece: “Como os cristãos de verdade devem se comportar diante de tragédias e situações de crise?”. O Salmo 39 ajuda a responder, do ponto de vista do servo desejoso de honrar a Deus, como reagir quando o mundo parece desabar. O tema é tão importante para aqueles que pertencem a Deus, que Davi, autor do salmo, dirigiu obra aos cuidados de Jedutum, um dos homens responsáveis pelo louvor a Deus no tabernáculo israelita (1Cr 25.1,3). Assim, o salmo seria repetidamente cantado e serviria de testemunho a todos os que adoravam, no tabernáculo, o Deus verdadeiro. A utilidade do salmo vem de ele apresentar quatro reações necessárias ao servo de Deus em tempos de crise. A primeira reação é abster-se de murmurar contra Deus. O salmo não revela a situação específica de Davi, mas é claro em informar que não se tratava de um problema qualquer. Davi atravessava uma grave crise. O vers.13 deixa transparecer que ele corria risco iminente de morte, já que pede por livramento, segundo diz, “antes que eu parta e já não exista”. Essa é uma situação onde é comum se ver discípulos do Senhor sentirem-se no direito de murmurar até mesmo contra Deus. É como se tais pessoas imaginassem que Deus, ao não evitar o mal, dá permissão para que se digam absurdos, de modo irresponsável, sem que ele leve em conta. O salmista, talvez conhecedor dessa tendência humana, tomou providências para não incorrer nesse tipo de desvio. Ele se propõe o seguinte (vers.1): “Guardarei os meus caminhos de pecar com a minha língua” . A tentação de falar o que era indevido era tão grande que Davi usa uma palavra forte para dizer como evitaria o mal. O verbo “guardar” , na forma do particípio, é o termo usado para se referir a um guarda, uma sentinela, um vigia. Além de não querer pecar contra Deus, o salmista também estava preocupado com seu testemunho perante o mundo. Assim, quando põe freios na língua, o faz especialmente diante dos incrédulos: “Que eu coloque uma mordaça na minha boca sempre que o ímpio estiver na minha presença” . O interesse dos incrédulos não é, via de regra, meditar sobre a atuação de Deus diante do sofrimento e analisar o ensino bíblico que trata o assunto. Seu primeiro impulso é atacar o Senhor e justificar a postura humana de rebeldia e de incredulidade em relação a Deus. Davi, ainda que acometido pelo sofrimento, não queria injetar combustível na acusação pérfida dos pecadores. Resumindo, o salmista não acha que a situação difícil que vive é um passe livre para pecar falando coisas injustas, nem tampouco demonstrar 'ingratidão' por todo o bem que Deus já lhe tinha feito. A segunda reação é reconhecer a transitoriedade do homem. Uma dificuldade que os homens têm de atravessar as tragédias que os assolam é que eles, às vezes, colocam nessa vida sua esperança e seus objetivos finais. Essa é uma característica da vida de quem não tem a esperança da vida eterna. Contudo, os próprios servos de Deus podem se esquecer de onde está seu verdadeiro tesouro (Mt 6.19,20) e quanto tempo passarão na presença do Senhor na pátria celestial (1Ts 4.17). Quando isso acontece, o mundo presente passa a ser fator fundamental para dar sentido às suas vidas e ser fonte de felicidade. É natural, para quem vê a vida sob esse prisma falho, que ela perca o sentido quando as circunstâncias são dramáticas. O salmista parece não sofrer desse mal. Diante do sofrimento, ele olha para o caráter passageiro dessa vida a fim de aguçar sua esperança na vida futura. Diz ele ao Senhor (vers.5): “A minha longevidade é como nada diante de ti. É certo que todo homem, incluindo aquele que é firme, não é mais que um sopro” . Essa visão da fragilidade do homem e do breve limite da vida faz com que o salmista não se surpreenda demais ao ver o sofrimento ao seu redor e o faça esperar pelo alívio da vida com Deus (Apoc. 21.4). A terceira reação é buscar a purificação da vida. Davi, ao olhar para seu sofrimento, não acha que ele é uma má sorte de um curso cego. Ele sabe que Deus é soberano e que comanda o rumo da vida de cada ser humano (Sl 139.16). Sendo assim, o escritor vê, na sua situação, o propósito e a ação do Senhor, visto que declara (vers.9): “Fico em silêncio e não abro minha boca, pois tu fizeste isso”. A conclusão a que Davi chega, conhecendo suas próprias ações, é que, entre os desígnios insondáveis do soberano, está presente uma ação disciplinar. Portanto, sem perder mais tempo, ele roga (vers.8): “Livra-me de todos os meus pecados”.


Isso não quer dizer que todo sofrimento da vida seja uma disciplina de Deus. Mas, certamente, cada um conhece seu próprio andar, e tem bases para avaliar o modo de Deus tratá-lo. De qualquer forma, o sofrimento é sempre uma oportunidade e um convite ao arrependimento e à conversão, já que o homem se depara com sua fraqueza diante do poder do Todo-poderoso que é santo. A última reação necessária ao servo de Deus que atravessa uma crise é dobrar-se em oração ao soberano. Essa reação pode parecer obvia, mas, em muitos casos, custa muito a ser efetivada. O homem, diante da crise, tem muito mais inclinação para a murmuração e para busca das próprias soluções do que a disposição de depender de Deus e orar pedindo alívio e direção. Muitas vezes, por arrogância e auto-suficiência do homem, essas atitudes tipicamente cristãs são aplicadas somente quando não há mais recursos. Davi não apresentou essa postura.

 Ao ver o perigo se acercando dele, se curvou diante de Deus e pediu (vers.12): “Ouve a minha oração, ó Senhor, e dá ouvidos à minha súplica”. Independente das circunstâncias, Deus sempre quer que seus servos levem a Ele suas petições e lhe apresentem, com atitude de submissão, seus sofrimentos e tristezas (Fp 4.6) – principalmente em momentos como esse.















As notícias de tragédias continuarão a ocupar os noticiários nos meios de comunicação. Por mais que a humanidade desenvolva novas tecnologias de previsão e de prevenção de catástrofes, é certo que ainda veremos muito sofrimento acometer a humanidade. Nessas horas, em lugar de tentar definir o que se não pode esquadrinhar (Rm 11.33-35), a igreja de Cristo deve se portar como um servo de um bom rei, e não como um cliente mal atendido de um restaurante. Os discípulos de Cristo, em lugar de questionar a sabedoria e a bondade do Senhor, devem aproveitar para divulgar a mensagem da cruz de Cristo ao mundo perdido. Devem, também, deixar de rebaixar o Senhor a um espectador impotente diante dos eventos do mundo com a finalidade de protegê-lo de críticas. Em lugar disso, devem proclamar sua soberania, pela qual Ele guiará a história da humanidade até o “Dia do Senhor”.

Devem os servos de Deus, em todo momento, testemunhar que o Senhor, em lugar de produzir um céu na Terra, ou as bênçãos do futuro no tempo presente, é Aquele que, em “verdadeiro amor”, enviou seu Filho para dar a vida pelos pecadores (Jo 3.16; 1Jo 4.10) a fim de conduzi-os à eterna pátria onde nada mais os abalará.
Luiza Valle FFaria

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mídia manipuladora...

Eu, cidadã brasileira, eleitora, esposa e mãe descendente de família tradicional, convertida a Cristo participante de organizações não governamentais, técnica, acadêmica, indivíduo, articulada venho a público repudiar a falta de inteligência nacional...Que se estabelece numa sociedade sem Deus! Um alerta as sociedades brasileira e internacional do profundo impacto negativo que é ser feito massa de manobra...
Será que não estamos conformados e motivados a participar direta ou indiretamente da falsa ritualística onde os meios de comunicação ditam a coreografia das audiências e os roteiros de entrevistas com entrevistados e interlocutores orquestrados, valendo-se de seu enorme poder político_social e econômico, favorecedores de financiamentos de campanhas eleitorais e de mega-investimentos sociais lucrativos, como: Olimpíadas, Copa do Mundo!
Haja visto que o formato dos programas são pré-estabelecidos e seu termômetro é nada mais, aprovado por  nós os brasileiros_hipnotizados... Famílias de todas as classes sociais assentadas a frente de um aparelho de plasma comprado na maioria das vezes financiado a perder de vista, e não só seu R$... Perde-se de vista, mas a moral e os bons costumes... A dona de casa obsecada pelas telenovelas, aceitam o comportamento de que trair 'pode', e o que deveria ser criticado é aceito, num estatuto do "olho por olho, dente por dente" e as famílias estão sendo sutilmente minadas e ser mãe e esposa é coisa banal... Pintam um quadro daquela que não deu certo. Num pais aonde, assentam-se pai e filha assistindo a decadência do sexo feminino, prostituindo-se diante de milhões de pessoas tirando a roupa, simulando um falso pudor, em seus biquínis micro... Mães que vêem silenciosamente suas filhas mudarem seu comportamento, de menina moça, para adolescente lasciva e sensual. Porque a todo instante estamos sendo bombardeados com imagens da qual a virtude de uma mulher é coisa do passado. Sexo virou opção... Que normal no lugar de uma mãe e um pai; a criança pode ter do mesmo sexo a mesma figura. E ainda assim chamar esse núcleo de família. Assistimos... num boa noite Cinderela tupiniquim... Que um homem não precisa ter inteligência só músculos. O que importa não é ser digno, mas ser um 'deus' do olimpo. Poderia citar inúmeras personalidades que estão em nossos vídeos. Desde a qualidade do imoral ao personal da falta de bom senso e pior caricaturas do ridículo... Isso vende, sexo, vende... Propagandas subliminarmente anuncia que para ser notado é preciso  beber.. .não importa a marca da cerveja X ou Y, e possuir o carro da marca H... É tudo tão mediócre e hipócrita, e tem mais as embalagens de cigarro anunciam no verso imagens de pacientes terminais... Ex-fumante...
A mesma industria que outrora motivou ao vicio do fumo. Qual a diferença com as bebidas alcoólicas... Qual a diferença com a prostituição? Aonde tais imagens são vendidas no exterior para atrair mais turistas! Em seguida vem a mesma emissora fazer reportagens denunciando esses fatos... E que não são isolados! São condicionantes e pré-condicionantes. Os meios de comunicação de massa, que  deveriam afirmar como independentes e ter como principal objetivo informar a população, estão subordinados a interesses econômicos e políticos.  Temos exemplo disso, a excessiva publicidade sensualizante, a escassez de programas culturais e excesso de programas violentos com o único objetivo de obter mais audiência, no caso da televisão. Embora os meios de comunicação de massa também sejam benéficos na educação das crianças, pois leva-as a conhecer o mundo, a saber que existe uma imensidão de coisas para além daquilo que eles conhecem, os valores induzidos as mesmas não são, nem de longe, os mais corretos. As nossas crianças adotam comportamentos violentos baseados no que vêm na TV.
 É-lhes dada a conhecer uma realidade demasiadamente violenta, e que corresponde à verdade, pois sabemos que a violência existe num mundo que jaz no maligno;  violência faz parte numa sociedade sem Deus como seu único Senhor , mas, ao contrário do que os meios de comunicação de massa induzem às crianças, a violência não deve ser aceitável... A manipulação esta presente nos media, e é tão criticada nos mesmos, devido ao fato de terem um poder tão influente na população, sendo até considerados, por alguns, o quarto poder, depois do executivo, legislativo e administrativo, mas sabemos que a manipulação não está presente apenas nos media.Concluo, que é necessária uma completa reestruturação social, para que os meios de comunicação de massa deixe de ser manipuladores... Seria um desejo utópico? Creio que homens de caráter firme são as colunas mestras da sociedade a que pertencem.
Luiza Valle FFaria 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ano-Novo é uma convenção.

As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ

Ano-Novo é uma convenção. Os dias correm em sequência. De 31 de dezembro para 1º de janeiro ocorrerá apenas mais uma sucessão de 24 horas em que nada mudará, tudo seguirá do mesmo jeito. Pois é, sei disso, mas é um ponto de vista sem nenhuma alegria. Sou das que compram o pacote de Ano-Novo com tudo que ele traz em seu imaginário: balanço de vida, reafirmação de votos, desejos manifestos e esperança de uma etapa promissora pela frente.

Não faço projetos e tudo mais. Prefiro viver um dia de cada vez. Embora confesse que tenho meus sonhos secretos...E a cada ano espero as possibilidades me ajudem a torna-los realidade. Só que, quando chega o fim do ano e avalio o que consegui ver realizado, descubro que o inesperado superou de longe o esperado sonho. As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ. Então tomei uma decisão: nessa virada, não vou planejar coisa alguma nem aguardar as resoluções que 2012 acontecerá, à minha revelia. Mas no propósito de Deues...

Mas poderia dar algumas sugestões? 2012, anote aí: que as coisas mudem, mas não alterem meu estado de espírito. Não deixe que eu me torne uma pessoa ranzinza, mal-humorada, desconfiada, sem tolerância para as diferenças. Aconteça o que acontecer, que eu me mantenha alerta e espirituosa, leve e consciente de que tudo é provisório...Até mesmo as decepções, até porque quem está imune a elas?

Quero pensar: Não quero, mais. Quero menos. Menos preocupações, menos culpa, menos racionalismo. Menos superficialidades... Podendo cortar os extras... Mantendo apenas o estritamente necessário para me manter atenta...E principalmente grata e sabedora que tudo que tenho, vem por graça, e tudo que obtenho só tenho porque veio do alto!

Está anotando?

Quero caminhar por lugares que ainda não conheço! Sei que pessoas entrarão na minha vida, porque Deus as esta preparando, talvez até já as tenha cruzado pelas ruas ou não! Que boas notícias ouvirei das minhas filhas? Talvez que já definiram a data de seus casamentos. Prometo que estarei preparada para dar e receber o abraço afetuoso de quem antes me tripudiava pelo meu jeito de viver, para a frustração de muitos serei complacente, e não há como evitar, por tudo o que me for tirado, tentarei ver como aprendizado, para voltar atrás nas minhas teimosias, para me dedicar a algo que nunca fiz antes.

Estarei disposta a ter responsabilidade pelas asneiras que eu mesma cometer. E estarei pronta também para uma grande surpresa, ou até duas. Três, meu coração não aguentaria.

Se a dor me alcançar, que me encontre com energia, e sabedoria para enfrentá-la. Que eu não me torne dura diante das circunstâncias da vida, nem sentimentaloide diante das fortes emoções. 2012, os acontecimentos são da sua alçada. Da minha, cabe recepcioná-los vivendo-os com sabedoria.

Quais são seus planos? Os meus, afinal! Talvez nem todos sejam do meu agrado, portanto, que eu não tenha constrangimento em dizer "não, obrigada", caso seja preciso. Tão pouco perdoar o imperdoável. Mas que eu me sinta mais predisposta para o "sim".

Se estamos de acordo, pode vir...2012!
Luiza Valle FFaria